close

Вход

Забыли?

вход по аккаунту

?

8

код для вставкиСкачать
Compreender
o Crescimento
Económico
• Nível macro
• Nível industrial
• Nível empresarial
Prefácio de Jean-Philippe Cotis
As edições da OCDE são um departamento da Organização para a Cooperação e
o Desenvolvimento Económicos que cumpre o objectivo desta organização de
disseminar amplamente os resultados da sua pesquisa relativa às questões
económicas e sociais decorrentes de um mundo globalizado e da sua actividade
de recolha estatística. Cabe-lhe também divulgar as convenções, as linhas
orientadoras e os padrões acordados pelos seus membros. Os países-membros
da OCDE são os seguintes: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Coreia,
Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Grécia, Holanda,
Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Nova Zelândia, Noruega,
Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, República Eslovaca, Suécia, Suíça
e Turquia. As opiniões expressas e os argumentos utilizados nesta publicação são
da inteira responsabilidade dos seus autores e não reflectem necessariamente os
da OCDE nem os dos Governos dos seus países-membros.
Título
Compreender o Crescimento Económico
Autora
OCDE
Edição
Principia
1.ª edição – Outubro de 2005
Copyright
A versão original deste texto foi publicada em inglês e em francês sob
os títulos Understanding Economic Growth: A Macro-level, Industry-level,
and Firm-level Perspective e Comprendre la croissance économique: Analyse
au niveau macroéconomique, au niveau sectoriel et au niveau de l’entreprise
© 2004, Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos
(OCDE), Paris.
© 2005, Principia, Publicações Universitárias e Científicas, Lda.,
para a presente edição em língua portuguesa. A qualidade da tradução portuguesa
e a sua coerência com o texto original são da responsabilidade da Principia,
Publicações Universitárias e Científicas, Lda., São João do Estoril, Cascais, Portugal.
Tradução Jorge M. Botelho Fonseca • Revisão técnica Sofia Duarte Silva
Design da capa Maia Moura Design • Ilustrações Philippe Mairesse/devizu
Paginação Xis e Érre, Lda. • Execução gráfica Tipografia Peres
ISBN 972-8818-55-6 • Depósito legal 230417/05
Principia, Publicações Universitárias e Científicas
Avenida Marques Leal, 21, 2.º – 2765-495 S. João do Estoril
Telefone 214 678 710 • Fax 214 678 719 • e-mail principia@principia.pt • www.principia.pt
Prefácio
O final da Segunda Guerra Mundial marcou o início de um longo período
de prosperidade na maioria dos países que fazem agora parte da OCDE.
Durante quase três décadas, conhecidas pelos historiadores como os
«30 anos gloriosos», o crescimento manteve-se excepcionalmente forte
e, em muitos países, os rendimentos per capita tenderam a alcançar os
níveis americanos. Este período de riqueza contribuiu em muito para dar
crédito à ideia de que, num ambiente internacional muito aberto, a
convergência económica seria virtualmente automática.
A história das duas últimas décadas moderou em grande medida esse
entusiasmo inicial. Nos principais países da Europa Continental, os
rendimentos per capita estagnaram no seu processo de convergência
com os níveis americanos logo no começo dos anos 80, antes de caírem
em termos relativos durante a década de 90. O Japão tem sofrido um
revés de sorte semelhante nos últimos 15 anos.
Tirando partido de uma visão retrospectiva, parece agora que a
aceleração muito substancial da produtividade observada nos Estados
Unidos desde 1995 não se alastrou aos outros países da OCDE de
uma forma tão abrangente quanto seria de esperar. Este desempenho
decepcionante tem sido agravado, na Europa, por políticas do mercado
de trabalho muitas vezes mal orientadas. Criadas originalmente para
desencorajar a oferta de mão-de-obra na esperança de reduzir o
desemprego, estas políticas serviram apenas para deprimir as taxas
de emprego e os rendimentos per capita. Contudo, nos últimos anos,
grandes países como a Austrália, o Reino Unido e o Canadá, assim
como um conjunto de países mais pequenos da OCDE, têm sido
muito bem sucedidos na recuperação de dinâmica para a convergência
económica. Tudo analisado, é agora claro que os níveis de vida não
convergem automaticamente e que o progresso técnico não é
«exógeno». O que as novas teorias do crescimento vincadamente
sugerem é que isso depende da qualidade das instituições nacionais
e das políticas públicas.
A vontade de passar da teoria à prática adquirindo, entretanto, um
melhor conhecimento dos verdadeiros factores determinantes do
crescimento foi a razão que levou a OCDE a lançar um projecto de
investigação de longo prazo que resulta agora na publicação deste
livro. Através de um trabalho árduo, inúmeras comparações internacionais
e análises quantitativas altamente sofisticadas, os autores de Compreender
o Crescimento Económico expôem um rico filão de descobertas.
Embora seja ilusório querer sumariá-las em apenas algumas linhas,
não deixa de ser possível sublinhar algumas lições importantes
susceptíveis de auxiliar a condução de políticas pró-crescimento nos
países da OCDE.
© OCDE 2004 Prefácio
3
O trabalho que esteve na base desta publicação sublinha a importância
crucial do capital humano e da I&D para o crescimento. A análise
econométrica aponta, por exemplo, para o número de anos de estudo
como um factor de forte influência no crescimento económico, assim
como para o impacto muito apreciável da I&D do sector privado.
Os autores examinam também o papel das novas tecnologias de informação
e comunicação na recente aceleração do crescimento da produtividade
nos Estados Unidos e em determinados países da OCDE. O seu papel
aparenta ser muito importante, mas parece depender em grande parte,
por outro lado, do quadro regulamentar e institucional no qual a inovação
tecnológica tem lugar. Designadamente, há evidência empírica de que
a abertura dos mercados de produtos e serviços e a flexibilidade do
quadro regulamentar contribuem significativamente para a convergência
tecnológica e facilitam também o nascimento de pequenas empresas
altamente inovadoras.
Como fica amplamente demonstrado neste livro, isto não quer dizer
que se possa omitir o contributo das políticas macroeconómicas sãs
– inflação baixa e estável, carga fiscal moderada, abertura ao comércio
internacional – para o crescimento económico.
Acredito que esta publicação irá permitir que alunos e profissionais
interessados na temática do crescimento fiquem a par de um trabalho
recente e inovador. E contribuir (assim o espero) para uma melhor
compreensão dos principais desafios económicos dos dias de hoje,
ajudando a clarificar o debate acerca do crescimento, a longo prazo, das
nossas economias.
Jean-Philippe Cotis
Chief economist da OCDE
4
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Índices
Sumário
Análise ao nível macro
10
Utilização do trabalho
10
Progresso tecnológico
11
Políticas macroeconómicas
11
Análise ao nível industrial
12
Rigidez da regulamentação
12
Relações industriais e legislação laboral
12
Análise ao nível empresarial
13
Regulamentação e actividade empreendedora
13
Tecnologia
14
Capítulo
1
Desempenhos dos Países da OCDE
em Termos de Crescimento
16
Medição do crescimento: enquadramento analítico
O papel do factor trabalho
22
O contributo das TI para o crescimento
Capítulo
18
25
2
Análise ao Nível Macro
O papel da política económica e de outros factores estruturais
Factores básicos determinantes do crescimento
30
32
Educação
32
Inovação
33
Desregulamentação e investimento
36
Factores políticos e institucionais determinantes do crescimento
Inflação
37
37
Política orçamental
40
Comércio internacional
44
O sistema financeiro
45
O impacto global
48
O contributo das TI ao nível macro
52
© OCDE 2004 Índices
5
Capítulo
3
Análise ao Nível Industrial
A dinâmica do mercado e a produtividade
O crescimento industrial
56
58
Estrutura e trabalho
58
Crescimento e trabalho
60
Análise empírica
Condições do mercado
Políticas, instituições e produtividade
60
62
62
Concorrência
62
Trabalho
63
Inovação e I&D
64
O impacto das políticas e das instituições
na actividade de I&D
64
O contributo das TI ao nível industrial
Capítulo
67
4
Análise ao Nível Empresarial
Os cenários da dinâmica, da produtividade e da política
Crescimento empresarial
Questões metodológicas
6
76
78
78
Crescimento da produtividade do trabalho
79
Produtividade multifactorial
82
Decomposição da produtividade
84
Entrada e saída de empresas
84
Sobrevivência empresarial
88
Regulamentação, instituições e entrada de empresas
90
O contributo das TI ao nível empresarial
93
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Anexo
1
Indicadores Macroeconómicos do Crescimento Económico
Anexo
2
O Modelo de Crescimento Aumentado de Políticas
e Instituições
Anexo
135
3
Detalhes metodológicos sobre a análise empírica
da produtividade multifactorial da indústria
Anexo
107
139
4
Pormenores dos dados relativos ao nível empresarial
144
Bibliografia
Bibliografia
168
Índice de caixas
Produtividade multifactorial (PMF)
11
Efeitos da convergência
18
Medidas dos preços hedónicos
19
Índices de ponderações fixas
22
Índices de ponderações em cadeia
24
Spillover de tecnologia
36
Hurdle rate ou custo de oportunidade do capital
37
Impostos distorcedores
41
Base de dados STAN da OCDE
70
Destruição criativa
78
© OCDE 2004 Índices
7
Índice de tabelas
1.1
2.1
2.2
Desigualdades no crescimento do PIB entre os países da OCDE
20
Despesas que contribuíram directamente para o crescimento
42
Estimativa do impacto das variações dos factores institucionais
ou políticos no produto per capita
49
2.3
O impacto do investimento em TI no crescimento do PIB:
resultados de estudos nacionais
53
3.1
Valores da aceleração do crescimento da produtividade nos EUA
(sector empresarial não rural)
73
4.1
4.2
Análise de componentes da produtividade entre indústrias
83
As diferenças nas taxas de entrada entre indústrias
não se mantêm ao longo do tempo.
89
A1.1
A1.2
A1.3
A1.4
A1.5
A1.6
A1.7
A1.8
A1.9
A4.1
A4.2
A4.3
A4.4
A4.5
A4.6
A4.7
A4.8
Crescimento do PIB efectivo na zona da OCDE
116
Crescimento do PIB efectivo per capita na zona da OCDE
118
PIB efectivo por pessoa empregada na zona da OCDE
120
Crescimento da tendência do PIB na zona da OCDE
122
Crescimento da tendência do PIB per capita na zona da OCDE
124
Tendência do PIB por pessoa empregada na zona da OCDE
126
Crescimento da tendência do PIB na zona da OCDE
128
Tendência do PIB por pessoa empregada na zona da OCDE
130
Análise de sensibilidade: estimativas do crescimento da PMF (1980-2000)
132
A lista STAN de indústrias (com base na CITA Rev. 3)
150
Decomposições da produtividade do trabalho: França
151
Decomposições da produtividade do trabalho: Finlândia
152
Decomposições da produtividade do trabalho: Itália
154
Decomposições da produtividade do trabalho: Holanda
156
Decomposições da produtividade do trabalho: Portugal
158
Decomposições da produtividade do trabalho: Reino Unido
160
Decomposições da produtividade do trabalho: Estados Unidos
162
Índice de figuras
1.1
1.2
1.3
1.4
1.5
8
Componentes do crescimento do PIB per capita
23
A valorização do capital humano contribui para o crescimento
da produtividade do trabalho
26
Investimento em TI em alguns países da OCDE
26
Percentagem do sector das TI no valor acrescentado,
sector empresarial não agrícola (2000)
27
A utilização de TI varia muito consoante os sectores; percentagem
das tecnologias de informação no stock total de equipamento e software
(Estados Unidos, 2001)
27
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
2.1
2.2
2.3
2.4
2.5
2.6
3.1
3.2
3.3
3.4
3.5
3.6
4.1
4.2
4.3
Orçamentos públicos e privados de I&D: a I&D empresarial cresceu;
os orçamentos públicos de I&D diminuíram.
35
Nível de inflação e crescimento económico
39
Variabilidade da inflação e do crescimento entre os anos 80 e os anos 90
39
Exposição comercial crescente de vários países da OCDE
46
Desenvolvimentos nos sistemas financeiros
47
O contributo do investimento em capital TI para o crescimento do PIB
46
Decomposição do crescimento da produtividade do trabalho agregada
em crescimento da produtividade intra-sectorial e desvios
de emprego inter-sectoriais
59
Contributo das empresas relacionadas com as TI para o crescimento
da produtividade do trabalho
61
Contributo da produção de TI para o crescimento anual médio
da produtividade do trabalho
69
Contributo dos serviços produtores de TI para o crescimento anual médio
da produtividade do trabalho
69
Contributo dos serviços utilizadores de TI para o crescimento anual médio
da produtividade do trabalho
71
Contributos de sectores-chave para o crescimento global da PMF
(1990-1995 e 1996-2001)
71
Componentes do crescimento da produtividade do trabalho no sector
das transformadoras
80
Componentes do crescimento da produtividade do trabalho em determinados
sectores de serviços
81
Componentes do crescimento da produtividade multifactorial no sector
das transformadoras
80
4.4
4.5
4.6
4.7
Taxas de turnover empresariais elevadas nos países da OCDE
86
Diferenças nas taxas de entrada entre indústrias
87
Taxas de sobrevivência empresarial para diferentes períodos de vida
91
Produtividade relativa do trabalho de utilizadores e não-utilizadores
de tecnologia avançada (Canadá)
95
4.8
4.9
Uso de tecnologias informáticas de rede por actividade (Reino Unido, 2000)
95
4.10
4.11
A4.1
A4.2
Uso de tecnologias informáticas de rede por classe de acordo
com a dimensão (Reino Unido, 2000)
103
Nível de actividade electrónica em 2000 (percentagem de todas as empresas
que adoptaram TI em anos diferentes)
103
Diferenças nos resultados da produtividade entre a Alemanha
e os Estados Unidos
105
A evolução da produtividade do trabalho e seus componentes
(total da indústria transformadora)
164
A evolução do crescimento da produtividade multifactorial
(total da indústria transformadora)
166
© OCDE 2004 Índices
9
Sumário
As diferenças de desempenho em termos de crescimento dos países
da OCDE durante os anos 90 reacenderam o debate acerca das causas
do crescimento económico. Esse debate levou a OCDE a realizar vários
estudos aprofundados sobre o assunto. A questão principal pode ser
expressa numa simples pergunta: o que tem conduzido o crescimento
económico nos países da OCDE nas últimas décadas? No seguimento
disto, que efeitos, se é que eles existem, têm tido outros desenvolvimentos
– principalmente a difusão das tecnologias de informação (TI) – nos
factores determinantes do crescimento económico global? Como, e
quanto, contribuem as políticas governamentais e outros aspectos do
enquadramento económico para um crescimento a longo prazo, e que
género de políticas devem, portanto, ser defendidas? E, finalmente, que
impacto tem tido a reestruturação nas e entre as indústrias no desempenho
global em termos de crescimento?
Análise ao nível macro
O crescimento do PIB per capita nos países da OCDE tem evidenciado
grandes disparidades. Estas disparidades foram conduzidas por taxas
de crescimento mais altas do que a média em alguns países em
processo de convergência (como, por exemplo, a Coreia e a Irlanda),
mas também por elevadas taxas de crescimento nalguns países
relativamente ricos, como os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália,
a Holanda e a Noruega, e por baixas taxas de crescimento em grande
parte da Europa Continental e no Japão.
Utilização do trabalho
As disparidades verificadas entre os países estão, pelo menos em parte,
relacionadas com as diferenças dos padrões de utilização do trabalho e
da melhoria das qualificações da força de trabalho. Em particular, a maioria
dos países que experimentaram uma aceleração no crescimento do
produto interno bruto (PIB) per capita registou também um aumento da
utilização do trabalho. Por outro lado, a maioria dos países onde o emprego
estagnou, ou diminuiu, assistiu a uma deterioração do crescimento, uma
vez que o crescimento da produtividade do trabalho não foi capaz de
compensar o fraco desempenho do emprego. Além disso, na maioria
dos países o aumento das qualificações da força de trabalho desempenhou
um papel importante no impulso dado à produtividade do trabalho.
Contudo, naqueles que apresentaram um fraco desempenho ao nível
do emprego, isso derivou, em parte, de uma taxa de desemprego mais
elevada entre os trabalhadores pouco qualificados.
10
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Progresso tecnológico
Há também alguns factores novos por detrás destas disparidades de
crescimento. Em particular, a produtividade multifactorial (PMF), tomada
como proxy das mudanças tecnológicas desincorporadas (i. e. não
incorporadas em melhoramentos da qualidade do stock de capital),
acelerou num conjunto de países da OCDE, muito particularmente nos
Estados Unidos e no Canadá, mas também nalgumas economias mais
pequenas (como por exemplo a Austrália e a Irlanda). O contributo das
TI para o crescimento agregado da produtividade não pareceu ser, de
início, incorporado.
Produtividade
multifactorial (PMF)
Isto resultou do rápido progresso tecnológico no interior da própria
indústria produtora de TI. Desde meados até final da década de 90, o
maior uso de equipamento de TI altamente produtivo por outras indústrias
parece ter dado um contributo cada vez maior para o crescimento
incorporado da produtividade. Não surpreende, pois, que o crescimento
da PMF tenha acelerado um pouco mais tarde nos países da OCDE que
não possuíam uma indústria produtora de TI com dimensão considerável.
O crescimento da produtividade
multifactorial é o crescimento
que permanece depois de
apurados os ganhos da
produtividade resultantes da
alteração do volume e da
qualidade dos factores de
produção. Idealmente, sobretudo
quando se faz a média ao longo
de vários anos, a PMF reflecte
os ganhos de produtividade
do progresso tecnológico
«desincorporado», i. e. o
progresso tecnológico que não
resulta directamente da
sofisticação tecnológica de
equipamentos
ou máquinas utilizados para
produzir bens ou serviços,
mas de outros processos.
Por exemplo, a ligação
dos computadores entre si,
através da Internet e do correio
electrónico, permitiu que as
pessoas trabalhassem em novos
moldes mais produtivos. Quantas
mais pessoas estiverem ligadas
em rede, maior será o potencial
dessa rede para aumentar a
produtividade (daí as
denominadas «economias
de rede»).
Contas feitas, as crescentes disparidades nas tendências de crescimento
da década de 90 parecem ter resultado de uma combinação de factores
«tradicionais» – principalmente relacionados com a eficiência dos mecanismos do mercado de trabalho – e de elementos da «nova economia»,
que reflectiam a dimensão das indústrias produtoras de TI, mas também
o ritmo da adopção desta tecnologia por parte de outras indústrias.
A evidência tende a apontar para que a capacidade dos países para inovar,
através de indústrias em expansão, e para adoptar tecnologias de ponta
também é influenciada pelas políticas nacionais e pelos quadros institucionais
que contribuem para formatar as condições económicas para as empresas
instaladas e para novas actividades empresariais.
Políticas macroeconómicas
A análise empírica sugere que as políticas macroeconómicas orientadas
para a estabilidade têm um impacto bastante substancial no resultado
económico. As reduções na variabilidade da inflação têm tendência
para ter um impacto positivo no crescimento, enquanto que o principal
efeito do nível da inflação é sentido através do investimento. De igual
modo, elevados níveis de tributação e de despesas públicas parecem
afectar o crescimento, tanto directa como indirectamente, através
do investimento. As análises sugerem que os impostos elevados
tendem a reduzir o crescimento do produto, mostrando o efeito
combinado do aumento de um ponto percentual na taxa global
de tributação, com uma diminuição do nível do produto de cerca de
0,6%-0,7%. Além disso, o estudo demonstra também que os gastos
em I&D podem ter efeitos substanciais, tanto no nível como na taxa
de crescimento do produto total, e que a educação e a formação
desempenham um papel fundamental na explicação das diferenças de
© OCDE 2004 Sumário
11
desempenho em termos de crescimento. Por fim, descobriu-se que
uma grande exposição ao comércio estrangeiro tem um impacto positivo
significativo no crescimento do produto.
Análise ao nível industrial
Tendo examinado os desempenhos relativos do crescimento ao nível
agregado, é importante avaliar o papel dos desenvolvimentos no interior
das indústrias individuais e da redistribuição dos recursos entre empresas
e indústrias. Esta análise ao nível da indústria lança mais luz sobre
assuntos que a anterior análise macro pode não ter conseguido captar,
tais como os efeitos de determinadas políticas – incluindo regulamentações
do mercado de produtos e restrições comerciais – no desempenho
das indústrias. Da mesma maneira, as diferenças nos padrões de
crescimento ao nível industrial poderão também apontar para variações
do grau em que os países beneficiam de mudanças económicas
abrangentes ou do potencial oferecido pelas novas tecnologias.
Rigidez da regulamentação
Os resultados empíricos indicam um efeito negativo directo da
regulamentação do mercado de produtos na produtividade. Além disso,
se for também considerada a interacção entre a regulamentação e o
fosso tecnológico, os resultados apontam para um efeito negativo indirecto
ainda mais acentuado, por via de uma adopção mais lenta das tecnologias
existentes. O efeito particularmente nocivo da rigidez da regulamentação
sobre a produtividade parece ser tanto maior quanto mais distante o
país estiver da fronteira tecnológica, possivelmente porque ela reduz o
campo de actuação dos spillovers de conhecimento. Os resultados
também permitem conhecer os possíveis efeitos das reformas políticas
no nível da PMF a longo prazo. Em particular, uma menor rigidez da
regulamentação do mercado de produtos poderia, com base nessa
evidência, reduzir substancialmente, a longo prazo, o fosso da produtividade
em países como a Grécia, Portugal ou Espanha.
Relações industriais e legislação laboral
Os resultados sugerem que a natureza das relações industriais, embora
não sendo relevante per se, poderá afectar negativamente a produtividade
através das suas interacções com a legislação de protecção ao emprego
(LPE). De facto, há evidência de que o impacto negativo da LPE na
produtividade apenas se aplica a países com um grau intermédio de
centralização/coordenação, i. e. naqueles casos em que predomina a
negociação salarial por sectores, mas sem coordenação nacional. Em
contraste, não parece que a LPE influencie a produtividade, tanto em
países com elevada centralização/coordenação como em países onde
há descentralização.
12
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Análise ao nível empresarial
Por último, devemos examinar os determinantes micro do crescimento
económico, focando a redistribuição de recursos dentro de um estreito
leque de indústrias resultante da expansão de empresas mais produtivas,
da entrada de novas empresas e da saída de outras obsoletas. Uma
descoberta-chave desta análise a nível empresarial é que uma grande
parte do crescimento da produtividade agregada do trabalho resulta do
que sucede em cada empresa individual, enquanto que as alterações nas
quotas de mercado, desde as empresas pouco produtivas até às empresas
altamente produtivas, parecem desempenhar apenas um papel modesto
neste campo. A análise aponta também para um grau significativo e muito
semelhante de «movimentação de empresas» entre os países da OCDE.
Mais especificamente, a elevada correlação que existe entre as taxas de
entrada e de saída nas indústrias sugere um processo de «destruição
criativa» em que um grande número de novas empresas toma o lugar de
um grande número de empresas ineficientes. Contudo, a taxa de insucesso
para as novas empresas que entram no mercado, especialmente as
pequenas, é elevada, o que sugere que a «destruição criativa» envolve
também uma grande componente de experimentação no mercado. Ainda
assim, as empresas sobreviventes têm tendência a crescer rapidamente
para atingir a dimensão média eficiente.
Regulamentação e actividade empreendedora
A análise sugere que a existência de pouca regulamentação é encorajadora
da actividade empresarial, tanto nos EUA como na Europa. No entanto,
nos EUA, as empresas que entram no mercado parecem ser mais
pequenas e menos produtivas do que as suas congéneres da União
Europeia, embora cresçam a um ritmo mais acelerado quando são bem
sucedidas. Os resultados econométricos apresentados neste estudo
oferecem algumas explicações para estas diferenças. De facto, eles
sustentam a ideia de que uma regulamentação rígida da actividade
empreendedora, assim como elevados custos de ajustamento da mão-de-obra, afectam negativamente a entrada de novas empresas no mercado.
Assim, é provável que, nos Estados Unidos, os baixos custos administrativos
das start-ups e a inexistência de regulamentação rígida e indevida para
ajustamentos do factor trabalho estimulem potenciais empresários a
iniciar-se numa pequena escala, a testar o mercado e, se o seu plano de
negócios for bem sucedido, a expandir-se rapidamente até atingir o nível
mínimo de eficiência. Em contraste, os maiores custos de entrada e de
ajustamento na Europa poderão estimular uma selecção pré-mercado
dos planos de negócios, com uma menor experimentação do mercado.
Além disso, o sistema financeiro mais centrado no mercado pode conduzir,
nos Estados Unidos, a um baixo risco de aversão ao financiamento de
projectos com maiores possibilidades de financiamento para os empresários
com projectos pequenos e inovadores, muitas vezes caracterizados por
cash-flows limitados e falta de garantias.
© OCDE 2004 Sumário
13
Tecnologia
Não há nenhuma evidência, nos dados disponíveis, que indique que um
modelo de políticas domine outro, em termos de desempenho agregado.
Contudo, num período de rápida difusão de uma nova tecnologia, uma
maior experimentação poderá permitir que surjam mais rapidamente
novas ideias e formas de produção conducentes a um processo mais
acelerado de inovação e adopção de tecnologia. Isto parece ser confirmado
pelo forte contributo dado à produção global pelas novas empresas em
indústrias relacionadas com as TI. Neste contexto, uma regulamentação
mais flexível poderá estimular a entrada de empresas e, deste modo,
conduzir até a um maior crescimento da produtividade.
14
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Capítulo
1
Questões-chave
• De que modo têm variado as tendências
de crescimento entre os países da OCDE
nos últimos anos?
• Até que ponto é que as diferentes experiências
de crescimento se devem a factores
«tradicionais» (convergência através
da intensificação do capital e diferenças
na utilização da mão-de-obra) versus
influências da «nova economia»?
Capítulo
1
Desempenho
dos Países da OCDE
em Termos
de Crescimento
O desempenho dos países da OCDE em termos de crescimento económico
variaram consideravelmente ao longo da década de 1990, com alguns países
– incluindo os EUA – a registarem um crescimento significativamente mais
acentuado do que outros. Nalguns países (como por exemplo a Irlanda e a
Coreia), as fortes taxas de expansão parecem ter resultado, pelo menos em
parte, do conhecido processo de convergência de que já tinha beneficiado
a maior parte das economias da Europa Ocidental nas duas décadas que se
seguiram à Segunda Guerra Mundial.
Contudo, o rápido crescimento verificado nos EUA não pode ser atribuído a
efeitos de convergência. Em vez disso, a fase de significativo crescimento
económico que os EUA conheceram até 2001 levou muitos comentadores a
especularem sobre o aparecimento de uma «nova economia» na qual o
desempenho económico estaria a ser impulsionado pela difusão das TI.
O que, segundo se dizia, teria produzido uma combinação pouco habitual
entre um forte crescimento do output e da produtividade, por um lado, e um
desemprego em queda e uma inflação baixa, por outro. Estes padrões são
ainda mais surpreendentes por se terem registado num país que já está na
fronteira tecnológica em muitas indústrias, e não se repetiram na maioria
das outras economias abastadas da OCDE.
De facto, na década de 1990, os grandes países da Europa Continental e o
Japão conheceram um crescimento económico lento e apresentaram uma
taxa de desemprego crescente ou persistentemente alta.
Capítulo
1
Desempenho dos Países da OCDE
em Termos de Crescimento
Medição do crescimento:
enquadramento analítico
O crescimento é determinado por uma série de políticas macroeconómicas
e condições estruturais, divergindo por isso significativamente de uns
países para os outros. Os desempenhos ao nível do crescimento têm,
portanto, continuado a apresentar uma grande variação entre economias
que se encontram em etapas de desenvolvimento económico semelhantes
Tabela 1.1]. De modo a poder discernir a importância relativa dessas
[
diversas influências no crescimento, este estudo adoptou um quadro
teórico em que o crescimento foi encarado como resultante da combinação
de três forças distintas:
a
Efeitos da convergência
O conceito de «efeitos da
convergência» tem que ver
com o facto de economias
menos desenvolvidas
registarem um crescimento
mais acelerado do produto per
capita, o que se deve, em parte,
à adopção de práticas laborais,
capital de equipamento e
tecnologias de países mais
avançados. Além disso, as
economias que possuem uma
força de trabalho menos
qualificada parecem ter a
possibilidade de obter retornos
proporcionalmente maiores do
investimento na educação e na
formação, o que deverá
conduzir a um processo em
que as economias menos
avançadas cresçam,
inicialmente, a um ritmo mais
acelerado. Contudo, essas
taxas de crescimento
económico abrandarão à
medida que esses países
se forem aproximando dos
países mais avançados.
• O progresso tecnológico;
• Um processo de convergência no sentido de cada país
alcançar a sua própria trajectória de estado estacionário do
produto per capita;
• Desvios na trajectória de estado estacionário que podem
resultar de mudanças nas políticas e instituições, bem
como das taxas de investimento e dos inputs de capital
humano.
A análise utilizou várias especificações, tendo partido de uma equação
de crescimento-padrão que considerou apenas o impacto do processo
de convergência e a acumulação de capital físico, através de fórmulas
cada vez mais complexas, acrescentando os efeitos do investimento
em capital humano (educação) e várias influências políticas ou estruturais
sobre o crescimento. A análise foi feita relativamente a 21 países da
OCDE para o período entre 1971 e 1998, tendo a selecção dos países
sido determinada, principalmente, pela disponibilidade dos dados.
As disparidades do crescimento só podem ser entendidas mediante
uma análise dos factores determinantes fundamentais para o
crescimento económico nos países da OCDE. Importa sublinhar que a
comparação de desempenhos económicos entre países é complicada,
devido a um conjunto de questões relacionadas com a medição,
incluindo abordagens diferentes no cálculo do valor do rendimento
económico e da dimensão do stock de máquinas e equipamentos.
Contudo, as diferenças nas medições não deverão corresponder a mais
do que uma modesta percentagem das diferenças observadas nas taxas
de crescimento entre países. Nos EUA, por exemplo, o uso de índices
ponderados em cadeia (em oposição a índices de ponderações fixas)
para o cálculo do PIB tem tendido a avaliar por defeito o crescimento
económico nos últimos anos. Isto tem sido mais ou menos compensado,
no entanto, pela prática norte-americana de utilizar medidas de preços
«hedónicos», o que tende a aumentar as estimativas do PIB real no
mesmo período.
18
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
As diferenças de medição acabaram, assim, por se anular praticamente
umas às outras. Além disso, a curto prazo, as diferenças nas taxas de
crescimento resultam, em parte, do ciclo económico: é obviamente
enganador comparar o crescimento duma economia que se encontra no
auge da sua expansão com o de outra que se encontre no meio duma
recessão. Assim sendo, uma grande parte da análise do crescimento
económico feita neste estudo utiliza estimativas de taxas de crescimento
subjacentes ou tendenciais ajustadas a flutuações cíclicas.
No cálculo dos valores do PIB real – i. e. o volume do output –, os gabinetes
de estatística necessitam de eliminar os efeitos das variações nos preços,
o que é normalmente efectuado a um nível desagregado, ajustando o
montante do valor do output de determinados produtos ou grupos de
produtos às variações do preço desses produtos. Os índices do produto
real dos componentes individuais do PIB que daí resultam deverão, então,
ser novamente adicionados para se chegar a um índice do PIB global em
termos reais. Isto é feito «ponderando» os componentes em conjunto,
de acordo com a sua percentagem no produto global, mas há várias
formas de calcular esses «ponderadores», designadamente utilizando
índices de ponderações fixas ou índices de ponderações em cadeia (ver
definições nas páginas 22 e 24).
Medidas dos preços
hedónicos
As medidas dos preços
hedónicos ajustam os
preços de mercado dos
bens de modo a tomarem
em consideração as
alterações das
características desses
mesmos bens. As medidas
hedónicas estão a ser
mais notoriamente
utilizadas hoje em dia, para
tomar em consideração o
acelerado ritmo de
mudanças no software
e no hardware dos
computadores.
O crescimento económico desacelerou na generalidade das maiores
economias da OCDE durante a década de 1990, dando continuidade a
uma tendência já bem estabelecida. Contudo, os desempenhos ao
nível do crescimento variaram muito de uns países para os outros, com
os EUA e algumas economias mais pequenas (incluindo a Austrália, a
Irlanda e a Holanda) a apresentarem taxas de crescimento elevadas,
enquanto outras, principalmente os grandes países da Europa
Continental e o Japão, continuavam em desaceleração. O rendimento
económico, normalmente aferido através do produto interno bruto (PIB),
sendo uma medida do valor total da produção numa economia num
determinado ano, é, em parte, resultado dos factores tidos em conta.
O incremento da força de trabalho, por exemplo, aumenta a capacidade
produtiva, tal como o investimento em novas máquinas e equipamentos.
Nos EUA, o crescimento económico atingiu a média de 3,2% ao ano
entre 1990-2000, enquanto que o PIB per capita da população subiu a
uma taxa média muito menor (2,2%). Isto mostra que uma parte do
desempenho superior da economia dos EUA, em termos de
crescimento absoluto do PIB, foi simplesmente um reflexo do facto
de a população estar em crescimento acelerado. O que, por sua vez,
resultou da imigração líquida, que fez aumentar a população total dos
EUA cerca de 0,3% ao ano no período decorrido entre 1990 e 2000.
Contudo, a imigração contribuiu também para o crescimento da
população nos principais países europeus durante o mesmo período,
embora menos significativamente. Além disso, o produto per capita,
que não considera os efeitos nem da imigração, nem do crescimento
natural da população, continuou a crescer nos EUA a um passo mais
acelerado do que nas outras grandes economias da OCDE durante os
anos 90, particularmente na segunda metade da década. O que deixa,
© OCDE 2004 Desempenho dos Países da OCDE em Termos de Crescimento
19
Tabela
1.1
Desigualdades no crescimento do PIB entre os países da OCDE
Taxas de variação anual média (1970-2000)
Crescimento efectivo do PIB
Estados Unidos
Japão
Alemanha3
França
Itália
Reino Unido
Canadá
Áustria
Bélgica
Dinamarca
Finlândia
Grécia
Islândia
Irlanda
Luxemburgo
Holanda
Noruega4
Portugal
Espanha
Suécia
Suíça
Turquia
Austrália
Nova Zelândia
México
Coreia
Hungria
Polónia
República Checa
República Eslovaca
Médias ponderadas:
UE15
OCDE245
Desvio-padrão:
UE15
OCDE245
1970-1980
1980-1990
19901-2000
1996-2000
3,2
4,4
2,7
3,3
3,6
1,9
4,3
3,6
3,4
2,2
3,5
4,6
6,3
4,7
2,6
2,9
4,4
4,7
3,5
1,9
1,4
4,1
3,2
1,6
6,6
7,6
..
..
..
..
3,2
4,1
2,2
2,4
2,2
2,7
2,8
2,3
2,1
1,9
3,1
0,7
2,7
3,6
4,5
2,2
1,5
3,2
2,9
2,2
2,1
5,2
3,2
2,5
1,8
8,9
..
..
..
..
3,2
1,3
1,6
1,8
1,6
2,3
2,8
2,3
2,1
2,3
2,2
2,3
2,6
7,3
5,9
2,9
2,8
2,7
2,6
1,7
0,9
3,6
3,5
2,6
3,5
6,1
2,3
3,6
1,5
4,6
4,2
0,7
2,0
2,9
2,1
2,9
4,4
2,7
3,2
2,8
5,3
3,7
4,6
10,4
7,1
3,8
2,6
3,6
4,1
3,3
2,2
3,1
4,2
2,2
5,6
4,3
4,7
4,9
0,1
3,6
3,0
3,4
2,4
3,0
2,0
2,5
2,9
3,2
0,92
1,17
0,86
0,96
1,62
1,38
2,19
1,92
1. 1991 para a Alemanha e a Hungria, 1992 para a República Checa, 1993 para a República Eslovaca.
2. 1991 para a Alemanha, 1992 para a República Checa e a Hungria, 1993 para a República Eslovaca.
3. Alemanha Ocidental antes de 1991.
20
Crescimento efectivo do PIB per capita
Tendência do crescimento do PIB per capita
1970-1980
1980-1990
19902-2000
1996-2000
1980-1990
19902-2000
1996-2000
2,1
3,3
2,6
2,7
3,1
1,8
2,8
3,5
3,2
1,8
3,1
3,6
5,2
3,3
1,9
2,1
3,8
3,4
2,5
1,6
1,2
1,8
1,5
0,5
3,3
5,8
..
..
..
..
2,2
3,5
2,0
1,8
2,2
2,5
1,5
2,1
2,0
1,9
2,7
0,2
1,6
3,3
3,9
1,6
1,1
3,1
2,6
1,9
1,5
2,8
1,7
1,9
-0,3
7,6
..
..
..
..
2,2
1,1
1,3
1,4
1,4
1,9
1,7
1,8
1,8
2,0
1,8
1,9
1,6
6,4
4,5
2,2
2,2
2,5
2,5
1,4
0,2
1,8
2,3
1,2
1,7
5,1
3,4
3,5
1,6
4,4
3,3
0,5
2,0
2,6
1,9
2,4
3,5
2,6
3,0
2,4
5,0
3,5
3,4
9,2
5,7
3,2
2,0
3,2
4,0
3,2
1,8
1,5
3,0
1,4
4,2
3,3
5,1
4,9
0,2
3,5
2,1
3,3
1,9
1,6
2,3
2,2
1,4
2,1
2,0
1,9
2,2
0,5
1,7
3,0
4,0
1,6
1,4
3,1
2,3
1,7
1,4
2,1
1,6
1,4
0,0
7,2
..
..
..
..
2,3
1,4
1,2
1,5
1,5
2,1
1,7
1,9
1,9
1,9
2,1
1,8
1,5
6,4
4,5
2,4
2,0
2,8
2,7
1,5
0,4
2,1
2,4
1,2
1,6
5,1
2,3
4,2
1,7
..
2,8
0,9
1,7
1,9
1,7
2,3
2,6
2,3
2,3
2,3
3,9
2,7
2,6
7,9
4,6
2,7
2,2
2,7
3,2
2,6
1,1
1,9
2,8
1,8
2,7
4,2
3,5
4,8
1,4
..
2,6
2,5
2,1
2,3
1,7
1,8
2,6
2,6
2,0
2,2
1,8
1,9
2,2
2,2
0,70
1,02
0,85
0,81
1,39
1,21
1,88
1,72
0,79
0,74
1,35
1,17
1,56
1,37
4. Apenas parte continental.
5. Excluindo a República Checa, a Hungria, a Coreia, o México, a Polónia e a República Eslovaca.
Fonte: OCDE (2001), OECD Economic Outlook, n.º 70.
21
portanto, em aberto a questão de saber por que motivo a economia
dos EUA obteve um melhor desempenho.
O papel do factor trabalho
Conforme foi referido anteriormente, o crescimento do rendimento
económico pode ser explicado, em parte, pelo incremento dos factores
produtivos, principalmente do capital e do trabalho. O crescimento é
afectado não só pelo aumento da população em geral, que obviamente
impulsiona a oferta de mão-de-obra, mas também por mudanças na
estrutura da população. A existência de alterações na dimensão da força
de trabalho e na taxa de emprego explica portanto, de certa forma,
diferenças nas taxas de crescimento do PIB entre países. De um modo
geral, as economias com baixas taxas de utilização do trabalho, ou em
queda, registaram um abrandamento do crescimento do PIB per capita,
devido ao consequente declínio da capacidade produtiva. No entanto,
na maior parte dos países da OCDE, o impacto das alterações na
percentagem da população em idade de trabalhar verificadas na última
década foi bastante modesto, com as notáveis excepções da Turquia e
da Irlanda. No caso deste último país, a inversão do padrão tradicional de
emigração líquida ajudou a impulsionar o crescimento do produto durante
a década de 1990. As variações nas taxas de emprego, por outro lado,
têm tido uma influência mais significativa no crescimento do PIB per
capita na maioria dos países, apesar de o seu impacto variar bastante de
país para país. As taxas de emprego contribuíram consideravelmente para
o crescimento do PIB per capita na Irlanda, na Holanda e em Espanha,
mas tiveram um efeito negativo no crescimento na Finlândia, na Suécia e
Figura 1.1].
na Turquia [
Índices de ponderações
fixas
A abordagem mais simples
consiste em utilizar
ponderações obtidas a partir
da percentagem dos
componentes individuais no
produto total de um
determinado ano-base. O ano-base costuma mudar de
cinco em cinco anos, mais ou
menos, para dar conta de
alterações na estrutura dos
preços da economia. Contudo,
esta abordagem causa um
«enviesamento de
substituição», na medida em
que, para os anos seguintes
ao ano-base, tende a
sobreavaliar o contributo dos
sectores onde os preços estão
em queda e o produto cresce,
consequentemente, mais
depressa. As medidas do PIB
com ponderações fixas
tendem, por isso, a apresentar
taxas de crescimento mais
rápidas nos anos seguintes ao
ano-base.
a
Subtraindo os efeitos do ciclo económico, as variações na dimensão e
na estrutura da população e as variações da taxa de emprego, fica-se
com uma medida aproximada da produtividade do trabalho, o PIB por
trabalhador, que foi responsável por, pelo menos, metade do crescimento
do PIB per capita na maioria dos países durante a década de 1990. No
entanto, o produto também é influenciado por mudanças nas horas de
trabalho por trabalhador, que, na sua generalidade, têm diminuído ao
longo da última década. As reduções do número médio de horas de
trabalho por semana, resultantes quer da legislação, quer de acordos
colectivos de trabalho, têm sido combinadas com o crescimento dos
trabalhos a tempo parcial, que são, em parte, produto de uma maior
participação do sector feminino na força de trabalho. A produtividade
do trabalho por hora de trabalho tem, consequentemente, crescido mais
rapidamente do que a medida da produtividade baseada no número de
trabalhadores. Em comparação com a década anterior, a produtividade
por hora de trabalho cresceu num conjunto de países (incluindo Estados
Unidos, Austrália, Noruega, Portugal, Alemanha, Finlândia e Suécia),
enquanto que noutros diminuiu.
Contudo, estas mudanças foram acompanhadas por diferentes padrões
de emprego nos vários países. Entre as economias do G-7, o significativo
22
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Figura
1.1
Componentes do crescimento do PIB per capita
Séries de tendência, variação percentual anual média (1990-2000)
Crescimento do PIB per capita
Contributo para o crescimento do PIB per capita das variações de tendência de:
PIB por pessoa empregada
População em idade de trabalhar/total da população
Emprego/população em idade de trabalhar
Irlanda
Coreia
Luxemburgo
Portugal
Espanha
Austrália
Holanda
Estados Unidos
Finlândia
Turquia
Reino Unido
Noruega1
Áustria
Bélgica
Dinamarca
União Europeia
Grécia
Canadá
México
França
Islândia
Itália
Suécia
Japão
2
Alemanha
Nova Zelândia
Suíça
-1,0 -0,5 0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5 6,0 6,5
Percentagem
1. Apenas a parte continental.
2. 1991-2000.
23
crescimento do emprego nos Estados Unidos (tal como aconteceu no
Canadá e no Japão, embora sem qualquer aceleração na produtividade)
contrasta fortemente com a descida do mesmo verificada na Alemanha
e na Itália. Nos países mais pequenos, o contraste entre os padrões de
emprego foi ainda mais acentuado. Conforme já tivemos ocasião de
constatar, as fortes tendências de crescimento da taxa de emprego na
Irlanda, na Holanda e em Espanha contrastam com as quedas verificadas
na Finlândia, na Suécia e na Turquia.
Tal como acontece com as mudanças na quantidade do trabalho utilizado
no processo produtivo, também as variações na qualidade do trabalho,
em termos de escolarização, experiência e níveis de qualificação, têm
claramente um impacto no output por trabalhador. Estas variações são
difíceis de medir, pelo que é difícil separar o contributo das variações
no «capital humano» para o crescimento económico dos efeitos de
outros factores. Contudo, numa tentativa de aproximação a este efeito,
é possível construir uma medida do factor trabalho (quantificado em
«unidades de eficiência») que some o número de trabalhadores, cada um
dos quais ponderado pelo seu salário relativo em conformidade com o
nível de habilitações.
Índices de ponderações
em cadeia
Este método utiliza
ponderações baseadas na
média geométrica dos
preços do ano actual e do
ano anterior. Regista,
portanto, as variações nos
preços relativos entre anos
consecutivos e evita o
«enviesamento de
substituição». Tende também
a apresentar cálculos mais
baixos das taxas de
crescimento do PIB
(relativamente ao método
dos índices de ponderações
fixas). É, no entanto, mais
complicado de aplicar e
apresenta uma
desvantagem, pois que,
devido ao uso de médias
geométricas, os
componentes calculados do
PIB não podem ser somados.
A razão que está por detrás disto tem que ver com o facto de os
trabalhadores com qualificações ou graus de escolarização distintos serem
mais propensos a contribuir também em graus distintos para a actividade
produtiva. Contudo, não há dados disponíveis sobre esses níveis de
produtividade relativa. A utilização de taxas salariais para a definição desses
contributos relativos parte do princípio de que os diferenciais dos salários
representam, de uma forma razoável, a produtividade relativa, o que é
discutível. No entanto, porque é aplicada consistentemente a todos os
países analisados, a abordagem em causa permite comparações entre
países e lança alguma luz sobre o impacto das variações na qualidade
dos inputs do trabalho.
a
Figura 1.2, indicam
Os resultados deste exercício, apresentados na
que, nalguns países, principalmente na Europa, o aumento do nível geral
de escolarização da força de trabalho teve um impacto positivo no output
por trabalhador. No entanto, em muitos casos, a melhoria dos padrões
gerais de escolarização dos trabalhadores deu-se à custa de uma maior
taxa de desemprego entre aqueles que dispunham de qualificações baixas.
Isto é, a melhoria resultou, em parte, de um mercado de trabalho com
condições débeis, que encorajou os empregadores a concentrarem o seu
recrutamento em pessoal com melhores qualificações, ignorando ou não
empregando aqueles que possuíam menos qualificações. Por outro lado,
as condições dum mercado de trabalho fechado na Irlanda e na Holanda
resultaram num alargamento da base de emprego, tendo a falta de mão-de-obra obrigado os empregadores a contratarem trabalhadores com
baixas qualificações. Em resultado disso, o nível médio da escolarização
dos trabalhadores decresceu nestes países, e as alterações na composição
da força de trabalho tiveram um efeito negativo no crescimento global da
produtividade do trabalho.
24
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Enfoque nas TI
O contributo das TI
para o crescimento
O impacto económico das TI está intimamente relacionado com a
extensão da difusão de diferentes TI nas economias da OCDE. Isto deve-se, em parte, ao facto de as TI serem uma tecnologia de rede: quantas
mais pessoas e empresas utilizarem a rede, maiores benefícios ela irá
gerar. Actualmente, a difusão das TI difere consideravelmente de país
para país da OCDE, dado que alguns países investiram mais ou
começaram a investir mais cedo nas TI do que outros.
Um indicador fundamental da difusão das TI é a sua percentagem no
investimento. O investimento em TI determina as infra-estruturas para
a sua utilização (a rede de TI) e fornece equipamento produtivo e software
às empresas. Apesar de o investimento em TI ter aumentado na maioria
dos países da OCDE durante a última década, o ritmo desse
investimento varia muitíssimo. Os dados mostram que o investimento
em TI cresceu de menos de 15% do total do investimento não
residencial, no início dos anos 80, para entre 15% e 30%, em 2001. Em
2001, a percentagem do investimento em TI foi particularmente elevada
nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Suécia, na Holanda, no Canadá
Figura 1.3]. O investimento em TI em muitos países
e na Austrália [
europeus foi consideravelmente inferior ao dos Estados Unidos.
a
O crescimento rápido do investimento em TI tem sido impulsionado por
uma também rápida descida dos preços relativos do equipamento
informático e pelo alargamento do âmbito de aplicação das TI. Devido ao
rápido progresso tecnológico na produção de tecnologias-chave para as
TI (tais como semicondutores), e à forte pressão concorrencial na sua
produção, os preços das tecnologias-chave têm caído entre os 15% e os
30% ao ano, tornando o investimento em TI atractivo para as empresas.
Os benefícios dos preços mais baixos das TI têm-se feito sentir por toda
a OCDE, uma vez que tanto as empresas que investem nestas tecnologias
como os consumidores que compram produtos e serviços de TI têm
beneficiado de preços mais baixos. Os baixos custos das TI constituem,
contudo, apenas uma parte da questão; as TI são uma tecnologia que
oferece também grandes benefícios potenciais às empresas, por exemplo
no aperfeiçoamento do fluxo de informações e da produtividade.
Uma segundo aspecto determinante dos impactos económicos
associados às TI é a dimensão do sector que produz bens e serviços de
TI. Ter um sector produtor de TI pode ser importante, uma vez que esta
produção se tem caracterizado por um rápido progresso tecnológico e
sido alvo de uma forte procura. O sector tem, por isso, crescido a um
ritmo muito intenso e contribuído em larga escala para o crescimento
económico, o emprego e as exportações. Além disso, um sector forte de
TI pode ajudar as empresas que pretendam utilizá-las, visto que a
proximidade às empresas produtoras pode comportar vantagens ao nível
© OCDE 2004 Desempenho dos Países da OCDE em Termos de Crescimento
25
Figura
1.2
A valorização do capital humano contribui para o crescimento
da produtividade do trabalho
Variação percentual anual médial (1990-2000)
Tendência de crescimento do PIB por pessoa empregada
Contributo para o crescimento do PIB por pessoa empregada1 por meio de variações em:
PIB por hora por unidade eficiente de trabalho
Horas de trabalho
Capital humano
Irlanda2
Finlândia
Suécia
Dinamarca
Portugal
Austrália
Estados Unidos
Reino Unido
Itália
Noruega3
4
Alemanha
Canadá
França
Holanda
Nova Zelândia
-1
0
1
2
3
4
Percentagem
1. Com base na seguinte decomposição: crescimento do PIB por pessoa empregada = (variações no PIB
por hora por unidade eficiente de trabalho) + (variações na média de horas de trabalho) + (variações
no capital humano)
2. 1990-1999.
3. Apenas a parte continental.
4. 1991-2000.
Figura
1.3
Investimento em TI em alguns países da OCDE
Em percentagem da formação bruta de capital fixo não residencial, no total da economia
Po
rtu
ga
Fr l
an
ç
Áu a
st
ria
Irl
an
Es da
pa
nh
a
Itá
lia
Gr
éc
ia
Ja
Al pão
em
an
h
Bé a
lg
Fi ica
nl
â
Di ndi
na a
m
a
Au rca
st
rá
l
Ca ia
na
d
Ho á
lan
d
S a
Re uéc
Es ino ia
ta
U
do nid
sU o
ni
do
s
30
25
20
15
10
5
0
1980
1990
20011
Nota: As estimativas do investimento em TI não estão ainda totalmente padronizadas em todos os países,
principalmente devido a diferenças na capitalização do software.
1. Ou último ano disponível.
Fonte: OECD Productivity Database.
26
Se
Co rviç
m os
Se érc ju
rv io ríd
iço po ic
s e r g os
m ros
pr s
es o
Im
a
Fi
pr Ed riai
na
es u s
nç
sã ca
as
o ç
, s In e e ão
eg s di
ur tru çã
o m o
Co s, i en
m mo tos
To
ér
da
cio biliá
sa
a r ria
si
et
n
alh
dú
Pr
od
st
o
uç S ria Saú
ão erv s p d
de iço riv e
be s p ada
ns es s
du so
Co rad ais
m ou
u
r
Tr nic os
an aç
sf õe
or
Be
m s
El ns n Co açã
ec ã ns o
tri o d tru
cid u
ç
ad rad ão
E
Ag
xp e, g our
lo ás os
ric
ra
ul
çã , ág
tu
o
ra
m ua
,s
ilv Tra ine
icu ns ira
ltu po
ra rte
,p s
es
ca
s
Ir
Fi lan
nl da
Es
â *1
ta C ndi
do o a
No s re
va Un ia* 1
Ze ido
lân s
Su dia 2
é
Re Hun cia
in gr
o ia
U *
Ho nid
la o
Bé nda
OC lgic 1
Re
D a
pú
bl J E25
ica ap
C ão 3,
No hec 4
ru a 1,3
Ca ega
na
Di U dá**
na E1
m 4
a
Fr rca
a
Po nç
rtu a
Áu gal
Au str * 1
s ia
Es trál
pa ia 5
nh
Al Itá a
Re
em lia
pú
a
bl
ica M nha
é
Es xi * 1,3
lo co
va
Gr ca* 1,
éc 3
ia* 1
,2,
3
Figura
Percentagem
Figura
1.4
Percentagem do sector das TI no valor acrescentado,
sector empresarial não agrícola (2000)
20
15
10
5
0
* 1999 ** 1998
1. Exclui o aluguer de TI (CITA 7123).
2. Inclui serviços de correio.
3. Exclui o comércio por grosso de TI (CITA 5150).
4. Inclui apenas parte das actividades relativas a informática.
5. 2000-2001.
Fonte: OCDE (2002), Measuring the Information Economy, www.oecd.org/sti/measuring-infoeconomy
1.5
A utilização de TI varia muito consoante os sectores;
percentagem das tecnologias de informação no stock total
de equipamento e software (Estados Unidos, 2001)
Percentagem
40
30
20
10
0
Fonte: Bureau of Economic Analysis, US Department of Commerce, Fixed Assets Tables, www.bea.doc.gov/
27
do desenvolvimento de aplicações de TI para fins específicos. Além
disso, a existência de um sector forte de TI ajuda também a criar as
capacidades e competências necessárias para tornar benéfica a sua
utilização. Para além de poder conduzir a spin-offs, como no caso de
Silicon Valley ou outros clusters de alta tecnologia.
Na maioria dos países da OCDE, o sector das TI é relativamente pequeno,
apesar de ter crescido rapidamente durante a década de 1990. Em 2000,
o valor acrescentado no sector das TI representava entre 4% e 17% do
Figura 1.4]. Além disso,
valor acrescentado do sector empresarial [
cerca de 6% a 7% do total do emprego em empresas na zona da OCDE
podem ser atribuídos à produção de TI. O comércio no sector das TI
também aumentou muito rapidamente, crescendo de pouco mais de
1].
12% do comércio total, em 1990, para quase 18%, em 2000 [
a
A
1 OCDE (2002),
Measuring the Information Economy,
2002, www.oecd.org/sti/measuringinfoeconomy
A
2 Solow, R. M. (1987),
A
3 Pilat, D., F. Lee e B. van Ark
«We’d Better Watch Out»,
New York Times, 12 de Julho,
Book Review, n.º 36.
A
Um terceiro factor que afecta o impacto das TI nos diversos países da
OCDE é a sua distribuição na economia. Contrastando com a famosa
afirmação de Solow segundo a qual «há computadores por todo o lado,
excepto nas estatísticas da produtividade» [
2], os computadores
estão, de facto, muitíssimo concentrados no sector dos serviços.
Figura 1.5 apresenta dados para os Estados Unidos, mostrando a
A
percentagem do stock total de equipamento e software que corresponde
a equipamento e software de TI (excluindo equipamento de comunicação).
O gráfico mostra que mais de 30% do stock total de equipamento e
software nos serviços jurídicos, serviços empresariais e comércio por
grosso diz respeito a TI e software. A educação, os serviços financeiros,
a saúde, o comércio a retalho e uma série de indústrias de transformação
(instrumentos e impressão e edição) também apresentam uma grande
percentagem de capital de TI nos seus equipamento e software totais.
A média para a totalidade das indústrias privadas ultrapassa apenas
ligeiramente os 11%. Os sectores produtores de bens (agricultura,
extracção mineira, transformação e construção) utilizam muito menos
intensivamente as TI; em muitas destas indústrias, menos de 5% do
equipamento e do software total consistem em TI.
A
a
(2002), «Production and Use of ICT:
a Sectoral Perspective on
Productivity Growth in the
OECD Area», OECD Economic
Studies, n.º 35.
A
A distribuição relativa do investimento em TI por sectores não difere
3]; os sectores dos serviços, como
muito entre os países da OCDE [
o comércio por grosso ou os serviços financeiros, são aqueles que,
tipicamente, mais intensivamente utilizam as TI, o que pode sugerir que
quaisquer impactos sobre o desempenho económico poderão ser mais
perceptíveis no sector dos serviços do que noutros sectores da economia.
Ainda assim, as TI são aquilo que se costuma considerar tecnologias
para vários fins: uma vez que todos os sectores da economia utilizam a
informação no seu processo produtivo, todos eles poderão beneficiar
da utilização de TI.
28
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Desempenho dos países da OCDE
em termos de crescimento
Conclusões-chave
• A produção e a utilização de novas
tecnologias explicam uma grande parte
do aumento da produtividade verificado
numa série de países (por exemplo,
Estados Unidos, Reino Unido, Suécia).
• As políticas de reintegração de
trabalhadores pouco qualificados posta
em prática por alguns países resultaram
num alargamento da base de emprego e
num aumento do crescimento potencial.
Contudo, um dos efeitos secundários
desta melhoria no desempenho do
emprego foi uma diminuição temporária
do crescimento da produtividade.
29
Capítulo
2
Questões-chave
• Que importância têm a educação e outros aspectos
do «capital humano» para o crescimento?
• Qual é o contributo da inovação?
• Que impacto têm as políticas e condições
macroeconómicas, tais como a inflação e o comércio,
no crescimento económico?
Capítulo
2
Análise ao Nível
Macro
O papel da política económica e de outros
factores estruturais
Na análise dos principais motores do crescimento económico
a longo prazo, a política económica e outros factores
determinantes do meio económico onde as empresas operam
assumem um papel potencialmente significativo na explicação
das diferenças de desempenho no que toca ao crescimento.
A secção seguinte examina o impacto do capital humano,
da actividade de I&D, do cenário de políticas macroeconómicas
e estruturais, das políticas comerciais e das condições
do mercado financeiro na eficiência económica.
Além disso, faz também uma avaliação do impacto indirecto
que estes factores têm no crescimento, através do seu impacto
nas despesas de investimento.
A análise das interligações que se estabelecem entre estes
factores e o crescimento contribui também para determinar
as perspectivas de crescimento a médio prazo para aqueles
países que, nos últimos anos, alteraram o quadro das suas
políticas e nos quais os efeitos cabais dessas reformas podem
não se ter ainda materializado.
Capítulo
2
Análise ao Nível Macro
O papel da política económica e de outros factores estruturais
Factores básicos determinantes
do crescimento
Educação
A magnitude do impacto do capital humano no crescimento a que se
chegou nesta análise poderia ser interpretada como uma sugestão de
que os retornos do investimento na educação poderão ser maiores
para a economia em geral do que para as pessoas individualmente
consideradas. Se fosse este o caso, tal poderia processar-se através
de efeitos de spillover, tais como uma relação positiva entre os níveis
do ensino e os avanços na tecnologia, através dos quais o capital
humano poderia não só afectar o nível de produção per capita a longo
prazo, mas também produzir efeitos mais duradouros na sua taxa de
crescimento. As despesas com a educação e a formação poderiam,
portanto, ter um impacto mais permanente no processo de crescimento
se as qualificações elevadas e a formação andarem de mãos dadas
com o processo de inovação (conduzindo a uma aceleração da taxa de
progresso tecnológico), ou se a existência de uma força de trabalho
altamente qualificada facilitar a adopção de novas tecnologias. Os
avanços tecnológicos têm, de facto, muitas vezes, fortes ligações com
a educação, especialmente nos níveis superiores. Assim, a educação
pode contribuir para o crescimento não só através de melhorias na
qualidade da força de trabalho, mas também através da inovação. Se
for este o caso, as políticas determinadas a incentivar os indivíduos a
apostarem numa formação mais prolongada poderiam ser benéficas
para a economia em geral, mais até do que simplesmente para os
indivíduos a quem digam respeito.
Contudo, há alguns perigos inerentes a esta interpretação dos resultados.
Primeiro, o impacto da educação poderá estar a ser sobrestimado, uma
vez que o indicador do capital humano poderá representar, em parte,
outras variáveis. Os indicadores de capital humano utilizados nesta
análise são relativamente grosseiros e um pouco limitados, não prestando
muita atenção aos aspectos qualitativos do ensino formal ou a outras
dimensões importantes do capital humano, tais como a formação num
ambiente de trabalho. Por fim, o prolongamento do período de ensino
formal poderá não ser a forma mais eficaz de fornecer competências
para o local de trabalho, para além de que este aspecto deve ser
contrabalançado com outros objectivos dos sistemas de ensino. Assim,
para os países que já se encontram cotados entre os mais instruídos,
os dividendos que o crescimento poderá retirar de reforços adicionais
do ensino formal poderão ser menos significativos do que aqueles que
estão implícitos nesta análise.
32
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Inovação
A inovação contribui, ao nível macroeconómico, para os três motores do
crescimento do produto: o capital, o trabalho e a produtividade multifactorial
(PMF). Os países que registaram um desempenho do crescimento acima
da média na década de 1990 conseguiram, de um modo geral, lançar um
maior número de pessoas no emprego; acumularam mais capital;
melhoraram as qualificações da sua força de trabalho; e, em muitos casos,
melhoraram a PMF. O contributo da inovação para a PMF já é reconhecido
há muito tempo: um aumento da PMF reflecte uma maior eficiência global
no uso dos factores trabalho e capital e é conduzido pela inovação quer
tecnológica, quer não tecnológica – melhores práticas de gestão, mudanças
organizacionais e novas formas de produção de bens e serviços em
resposta às crescentes necessidades dos consumidores e da sociedade.
Contudo, a inovação também cria novos produtos que se tornam parte
do stock de capital utilizado pelas empresas para gerarem o seu próprio
rendimento económico. As empresas no sector das TI, que têm sido a
componente mais dinâmica do investimento empresarial e contribuído
significativamente para o crescimento económico de muitas economias
em crescimento acelerado, apresentaram taxas de inovação extremamente
elevadas na última década. De igual modo, os melhoramentos da qualidade
da força de trabalho constituem, muitas vezes, uma resposta às necessidades
das empresas que foram inovadoras no desenvolvimento e/ou na adopção
de novas tecnologias.
A importância da inovação na condução do crescimento pode ser melhor
compreendida comparando os vários indicadores do contributo que
ela deu para as taxas de crescimento. Países que conheceram taxas
de crescimento acelerado da PMF entre os anos 80 e 90 (Austrália,
Canadá, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Nova Zelândia, Noruega, Suécia,
Estados Unidos) tenderam a apresentar taxas de crescimento do registo
de patentes acima da média. Esta é uma situação que se manteve mesmo
para os Estados Unidos, que já tinham uma elevada taxa de registo de
patentes, mesmo no início dos anos 90, o que poderia levar a supor
que iriam ter maiores dificuldades em aumentar as suas taxas quer
de registo de patentes, quer de crescimento. É claro que as patentes
não medem directamente a taxa de inovação, mas, quando se analisa
uma parte importante da actividade inventiva, elas podem fornecer
informações importantes acerca do desempenho da inovação.
A crescente taxa de registo de patentes e o crescimento da percentagem
dos bens de alta tecnologia no comércio entre os países da OCDE
sugerem ainda que a inovação desempenha um papel cada vez mais
importante no crescimento económico.
As despesas com I&D podem ser consideradas um investimento no
conhecimento, traduzível em novas tecnologias e métodos mais eficientes
de utilização dos recursos existentes. Desde que haja sucesso a este
respeito, é portanto plausível admitir que maiores gastos em I&D resultarão
© OCDE 2004 Análise ao Nível Macro
33
em taxas de crescimento mais altas. Os benefícios potenciais de novas
ideias poderão não se ficar a dever totalmente aos próprios inovadores,
devido aos efeitos de spillover, o que quer dizer que, sem uma intervenção
política, o sector privado provavelmente dedicaria muito menos esforços
à I&D do que seria socialmente desejável. Esta situação poderá justificar
algum envolvimento do Estado, através tanto de apoios directos como
da concessão de fundos, mas também por meio de acções indirectas,
como sejam os incentivos fiscais e a protecção dos direitos de propriedade
intelectual para encorajar a I&D no sector privado.
A
A
a
A
A percentagem das despesas globais em I&D no PIB tem aumentado
ligeiramente desde os anos 80 na maior parte dos países [
Figura
OECD Science, Technology and Industry
2.1], reflectindo, na maioria dos casos, um incremento da I&D no sector
Scoreboard – Towards a Knowledge-Based
empresarial, o que explica a maior parte dos gastos nesta área na maioria
Economy.
dos países da OCDE. Pelo contrário, o financiamento público da I&D no
2a David, P. A.,
sector empresarial tem diminuído ao longo da última década [
1].
B. A. Hall e A. A. Toole (1999), «Is Public
R&D a Complement or Substitute for Private Um importante aspecto político a considerar consiste em saber se a
I&D pública e a I&D privada se complementam ou se substituem, i. e.
R&D? A Review of the Econometric
Evidence», NBER Working Papers, n.º 7373. se as despesas do Estado em I&D se juntam ao investimento total feito
nesta área, ou se, simplesmente, substituem outras actividades que
2b Guellec, D.
seriam de, outro modo, levadas a cabo pelo sector privado. A literatura
e B. van Pottelsberghe (2000),
«The Impact of Public R&D Expenditure on
empírica disponível apresenta respostas divergentes: uma série de
Business R&D», OECD STI Working Papers,
estudos corrobora a hipótese da complementaridade, mas outros citam
n.º 2001/4.
exemplos em que projectos de I&D financiados pelo Estado tomaram
o lugar do investimento privado [
2]. Uma consideração final a respeito
do papel da I&D do sector público tem que ver com o facto de este ter
muitas vezes como objectivo a realização de progressos em áreas, como
a defesa e a investigação médica, onde o impacto no crescimento do
produto é indirecto e poderá levar algum tempo a ser filtrado. Concluindo,
estas considerações sugerem que, quando se encara a I&D como mais
uma forma de investimento, também as possíveis interacções entre as
diferentes formas de despesa em I&D e as diferentes formas de
financiamento deverão ser tidas em conta.
1 OECD (2001),
A
Os resultados empíricos corroboram as evidências anteriores que
sugerem um efeito significativo da actividade de I&D no processo de
crescimento. Além disso, as regressões que incluem variáveis separadas
para a I&D realizada pelas empresas e aquela que é realizada por outras
instituições (principalmente institutos de investigação públicos) sugerem
que é a primeira que guia a relação positiva entre a intensidade total
de I&D e o crescimento do produto. De facto, a análise sugere que a
I&D pública tem um efeito negativo no crescimento do produto, o que
parece apoiar o argumento do «efeito de exclusão» (crowding-out),
segundo o qual o investimento do sector público em I&D toma
simplesmente o lugar da actividade do sector privado. No entanto, há
outros efeitos mais complexos que a análise regressiva não é capaz de
identificar. Por exemplo, enquanto que a I&D empresarial estará mais
directamente orientada para a inovação e a implementação de novos
34
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Figura
2.1
Orçamentos públicos e privados de I&D: a I&D empresarial
cresceu; os orçamentos públicos de I&D diminuíram.
Percentagem das despesas totais com I&D no PIB (anos 80 e 90)
Despesas empresariais com I&D
Despesas não empresariais com I&D
Suécia anos 80
anos 90
Japão anos 80
anos 90
Suíça anos 80
anos 90
Estados Unidos anos 80
anos 90
Alemanha anos 80
anos 90
Finlândia anos 80
anos 90
França anos 80
anos 90
Reino Unido anos 80
anos 90
Holanda anos 80
anos 90
Dinamarca anos 80
anos 90
Noruega anos 80
anos 90
Bélgica anos 80
anos 90
Austrália anos 80
anos 90
Canadá anos 80
anos 90
Áustria anos 80
anos 90
Irlanda anos 80
anos 90
Itália anos 80
anos 90
Espanha anos 80
anos 90
Portugal anos 80
anos 90
Grécia anos 80
anos 90
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
2,5
3,0
3,5
Percentagem
35
processos produtivos (conduzindo rapidamente a progressos na
produtividade), outras formas de I&D (por exemplo em energia, saúde
e investigação universitária) poderão não fazer crescer significativamente
os níveis tecnológicos a curto prazo, embora possam gerar um conhecimento
básico com eventuais «spillovers de tecnologia». Estes últimos casos
são difíceis de identificar, principalmente devido aos longos atrasos
envolvidos e às possíveis interacções com aperfeiçoamentos do capital
humano e outras influências no crescimento.
Desregulamentação e investimento
Spillover de tecnologia
Na última década, a taxa de crescimento do PIB tem variado imenso
entre os países da OCDE. Uma das comparações mais vincadas, que
tem sido muitas vezes citada, é estabelecida entre os EUA, que
apresentaram uma taxa média de crescimento do PIB de 4,3% na
segunda metade da década de 90, e as grandes economias da Europa
Continental (Alemanha, Itália e França), com uma média de 2% de
crescimento. Uma explicação frequentemente avançada para esta
diferença é a de que a regulamentação mais rígida dos mercados impediu
um crescimento mais rápido em muitos países europeus, especialmente
durante os anos 90. Várias medidas de regulamentação do mercado de
produtos estão negativamente relacionadas com o investimento, que
é, naturalmente, um importante motor do crescimento.
Devido, em parte, às limitações dos
dados, algum impacto benéfico do
desenvolvimento tecnológico faz-se
sentir através de canais difíceis de
quantificar. A investigação-base
com fundos públicos, por exemplo,
pode lançar os alicerces duma
actividade de investigação
industrial voltada para a
produtividade que tenha maior
impacto directo no crescimento.
Os efeitos de spillover ou de
«transferência tecnológica»
também fazem parte do processo
de convergência que se considera
impulsionador do crescimento nas
economias menos desenvolvidas.
Estas são incentivadas pelo
investimento directo estrangeiro e
outras actividades que levam à
importação de melhor tecnologia
ou práticas de gestão mais
avançadas de economias mais
desenvolvidas.
Há cerca de uma década que a maior parte dos países da OCDE tem
experimentado um ou outro tipo de reformas reguladoras (de
desregulamentação, no fundo), implicando liberalização de entradas e
privatizações. Contudo, o tempo, a extensão, a natureza e o ponto de
partida variam entre os países. Por exemplo, os Estados Unidos deram
início à desregulamentação mais cedo do que a maioria dos outros
países, nos anos 70. Em 1977, 17% do PIB dos EUA era produzido por
empresas totalmente regulamentadas; por volta de 1988, esse total
tinha caído para 6,6% do PIB. Entre outros países que foram reformadores
decisivos e começaram cedo as suas reformas contam-se a Nova Zelândia
e o Reino Unido, enquanto que a Itália e a França se deixaram ficar mais
para trás.
Estas histórias diferenciadas serviram-nos para estudar os efeitos das
reformas da regulamentação em sectores que têm sido tradicionalmente
mais protegidos da concorrência e que têm sofrido, em alturas diferentes
e a diferentes níveis, alguma forma de desregulamentação e privatização
em vários países. Olhámos, especificamente, para os efeitos da
regulamentação no investimento no sector dos transportes (companhias
aéreas, estradas, fretes e caminhos-de-ferro), das comunicações
(telecomunicações e correios) e dos serviços públicos (electricidade e
gás). Medimos a regulamentação com indicadores variáveis no tempo
e capazes de identificar, entre outros aspectos, barreiras à entrada e a
dimensão da propriedade pública.
36
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Descobrimos que as reformas reguladoras tiveram um impacto
significativamente positivo na acumulação de capital nas indústrias dos
transportes, das comunicações e dos serviços públicos. Em particular,
a liberalização de entradas em mercados potencialmente competitivos
parece ter produzido o maior e mais significativo impacto no investimento
privado. O efeito da privatização não é tão evidente. Por um lado, a
privatização poderá conduzir a maiores oportunidades de lucro para
empresas privadas; por outro lado, as empresas públicas poderão investir
excessivamente se procurarem atingir objectivos políticos e/ou se os
seus gestores não forem restringidos pela disciplina imposta pelos
mercados de capitais. Há também evidência de que o efeito marginal
da desregulamentação no investimento é maior quando a reforma das
políticas é abrangente e quando se geram alterações a partir de níveis
de regulamentação já baixos. Por outras palavras, pequenas mudanças
num ambiente muito regulamentado têm poucas probabilidades de
produzir um grande efeito.
Hurdle rate ou custo
de oportunidade do capital
Trata-se da taxa de retorno
dum investimento exigida
pelas empresas ou pessoas
individuais para fazerem um
investimento. A inflação e as
taxas de juro elevadas tendem a
aumentar as hurdle rates, visto
que a taxa de retorno tem de ser
mais elevada do que o custo do
empréstimo ou o retorno do uso
de fundos disponíveis para
outros fins (tais como depósitos
ou outros investimentos de
baixo risco).
Factores políticos e institucionais
determinantes do crescimento
Nos últimos anos, a maioria dos países da OCDE deu passos importantes
no sentido de baixar a inflação e melhorar as finanças públicas. Vários
estudos demonstraram que esses passos rumo a políticas
macroeconómicas orientadas, principalmente, para a estabilidade têm-se revelado benéficos, pelo menos durante algum tempo. Três assuntos
houve que receberam uma especial atenção: os benefícios da manutenção
de uma inflação baixa e estável, o impacto dos défices governamentais
no investimento privado e a possibilidade de um sector público
excessivamente pesado poder ter um impacto negativo no crescimento
(devido, em parte, à pesada carga fiscal necessária para financiar uma
despesa pública elevada).
Inflação
Os argumentos que costumam ser utilizados a favor de taxas de inflação
mais baixas e estáveis incluem a redução da incerteza e uma maior
eficiência dos mecanismos de preços. A inflação pode ser considerada
um imposto sobre o investimento, uma vez que os baixos níveis de
inflação podem reduzir a margem de lucro que as empresas exigem
para se comprometerem com um projecto de investimento (a chamada
hurdle rate para o investimento, ou custo de oportunidade do capital).
Uma inflação baixa poderá, assim, ter um impacto positivo na acumulação
de capital físico.
Teoricamente, a inflação também pode afectar a acumulação de capital,
por via do seu impacto na incerteza económica, uma vez que uma
inflação baixa significa, normalmente, uma inflação mais estável e uma
© OCDE 2004 Análise ao Nível Macro
37
menor volatilidade dos preços. A redução da incerteza poderá, por sua
vez, dar origem a um crescimento mais estável do produto e tornar o
ambiente mais propício à tomada de decisões quanto a investimentos
por parte do sector privado. Particularmente, se o investimento for
irreversível (i. e., uma máquina, depois de instalada, deixa de poder ter
qualquer outro uso), então um crescimento mais estável do produto
poderá levar as empresas a aumentarem as suas despesas de capital.
A
3a Edey, M. (1994),
«Costs and Benefits from Moving from Low
Inflation to Price Stability», OECD Economic
Studies, n.º 23.
3b Bruno, M. e W. Easterly (1998),
«Inflation Crises and Long-Run Growth»,
Journal of Monetary Economics, vol. 41.
A
4 Feldstein, M. (1996), «The Costs
and Benefits of Going from Low Inflation
to Price Stability», NBER Working Papers,
n.º 5469.
Ao testar estes argumentos, uma simples comparação entre as taxas
de inflação e as taxas de crescimento dos países da OCDE sugere que
a relação entre o nível da inflação e o crescimento do produto não é
muito forte [
Figura 2.2]. O mesmo vale para a relação entre a
variabilidade da inflação e as variações nas taxas médias de crescimento
entre os anos 80 e 90 [
Figura 2.3]. Neste último caso, contudo, há
duas excepções claras à regra – a Irlanda e a Grécia – que enfraquecem
a relação. Excluindo estes dois países, há uma certa relação negativa.
Mantendo-se tudo o mais constante, nos países que conseguiram uma
redução significativa da variação da inflação, o crescimento manteve-se mais alto do que nos outros, durante a década de 1990.
a
a
Contudo, a análise empírica sugere que estas observações simples
subestimam a relação entre a inflação e o crescimento, em parte por
não tomarem em consideração a influência de outros factores. Na
realidade, o estudo de crescimento da OCDE demonstra que a
variabilidade da inflação tem uma influência negativa importante no
produto per capita. Isto sustenta a hipótese de a incerteza quanto ao
desenvolvimento dos preços afectar o crescimento, através do seu
impacto na eficiência económica, conduzindo, por exemplo, a uma
escolha subóptima de potenciais projectos de investimento com
retornos médios mais baixos. Por outro lado, o efeito do nível de
inflação é menos evidente: nas especificações do modelo alargado
com o comércio, o nível de inflação parece ter um impacto negativo
e significativo no nível de crescimento do PIB per capita de estado
estacionário, provavelmente devido ao seu impacto na competitividade.
No entanto, quando a variável comércio é excluída, esta relação cai
por terra. A instabilidade da relação entre o nível de inflação e o
crescimento pode ser, simplesmente, um reflexo do facto de a inflação
apresentar actualmente valores baixos em muitos países da OCDE e
não estar, portanto, a produzir o tipo de distorções na afectação dos
recursos que se pensa retardarem o crescimento. De facto, a teoria
económica corrobora, de certa forma, a noção de que a relação entre
a inflação e o crescimento tem tendência para ser mais incerta com
níveis baixos de inflação [
3 ]. Por um lado, poder-se-á dizer que
reduções mais acentuadas da inflação, visando inclusive a inflação
zero (ou, mais rigorosamente, a estabilidade dos preços), produziriam
maiores benefícios [
4 ]. Por outro lado, podem surgir efeitos
negativos sobre o crescimento resultantes de uma rigidez dos salários
nominais que cria ineficiências no mercado [
5].
A
5 Akerlof, G. A., W. T. Dickens
e G. L. Perry (1996), «The Macroeconomics
of Low Inflation», Brookings Papers on
Economic Activity, vol. 1.
A
38
A
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
A
Figura
2.2
Nível de inflação e crescimento económico
Crescimento médio e inflação mediana em amostras de igual dimensão de dados
de inflação e crescimento anuais
Crescimento PIB per capita
(pontos percentuais)
4,0
3,6
3,2
2,8
2.4
2.0
1.6
1.2
0.8
0.4
-5
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Inflação (pontos percentuais)
Coeficiente de correlação -0,69
Estatística-T
-6,26
Nota: As observações individuais dos vários países e ao longo do tempo começaram por ser ordenadas de acordo com o nível
da inflação. Essas observações ordenadas, juntamente com os dados correspondentes sobre o crescimento das taxas de crescimento
do PIB per capita, foram seguidamente divididas em grupos sucessivos de 20 observações. Os pontos apresentados na figura
representam a inflação média de cada grupo e a correspondente mediana do crescimento do PIB per capita.
Figura
2.3
Variabilidade da inflação e do crescimento entre os anos 80
e os anos 90
Variação na taxa de crescimento
média (percentagem)
3
IRL
2
NOR
1
DIN
0
NZ
ITÁ
-1
POR
FRA
GRÉ
HOL
AUS
ÁUS EUA
CAN
ALE1 GB
ESP
FIN
BÉL
-2
SUÉ
CHE
JAP
-3
-6
-5
-4
-3
-2
-1
0
1
2
3
Variação no desvio-padrão da inflação (percentagem)
Coeficiente de correlação -0,32
-1,49
Estatística-T
1. Alemanha Ocidental antes de 1991.
39
Há também uma forte evidência de que uma inflação elevada tem um
impacto negativo indirecto no crescimento, por via dos efeitos que faz
incidir sobre o investimento. Em contraste com a análise dos efeitos
directos sobre o crescimento, os resultados sugerem que é o nível da
inflação, e não a sua variabilidade, que tem o impacto negativo mais
significativo no investimento. Isto deve-se, provavelmente, ao facto de
essa situação conduzir a uma alteração na composição do investimento
privilegiando projectos menos arriscados, mas também capazes de
gerar menor retorno. Esta descoberta coaduna-se com o ponto de vista
de que a incerteza na inflação, tal como pode ser captada através da
sua flutuação, influencia principalmente o crescimento, por meio de
distorções na afectação dos recursos (como já vimos), e não pelo
desencorajamento das despesas de capital, enquanto que os níveis de
inflação elevados reduzem as poupanças e os investimentos.
Política orçamental
A maior parte das despesas públicas tem, provavelmente, algum impacto
no crescimento económico, tanto directamente (por exemplo, através
da acumulação de capital em habitação, infra-estruturas urbanas,
transportes e comunicações) como indirectamente (através de efeitos
sobre os incentivos ao investimento no sector privado). Todas essas
despesas têm de ser financiadas. A análise do seu impacto no crescimento
não é simples, em parte porque, nalguns casos, os mecanismos poderão
ser complexos e de operacionalidade lenta. Além disso, há algumas
evidências que apontam para um sentido de causalidade inverso, na
medida em que a procura de serviços públicos como a saúde, a educação
e a justiça tende a aumentar à medida que as economias se vão tornando
mais ricas. O crescimento poderá, assim, influenciar o nível das despesas
públicas, em vez de acontecer o contrário.
Em situações em que o consumo público ou as transferências sociais
são financiados pelos défices governamentais, um dos argumentos
habituais para uma política orçamental mais restritiva é a redução dos
efeitos de crowding-out no investimento privado. Além disso, se a
política orçamental não estiver em sintonia com os objectivos da política
monetária, a eficácia desta última poderá ficar comprometida, dando
origem a taxas de juro mais altas e pressões sobre as taxas cambiais.
Quando são aumentados para suportar as despesas públicas, os
impostos podem distorcer os incentivos, reduzir a afectação eficiente
dos recursos e impedir o crescimento do produto a curto prazo. Na pior
das hipóteses, de acordo com alguns modelos de crescimento que
têm em conta efeitos de crescimento endógenos, poderão ter um impacto
negativo duradouro. Seja como for, esses efeitos negativos poderão
ser mais evidentes nos casos em que as despesas são financiadas
pelos chamados «impostos distorcedores» e naqueles em que as despesas
públicas se concentram em áreas não directamente relacionadas com
o crescimento.
40
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
O que se conclui da literatura é que poderá haver tanto um efeito
«dimensão» da intervenção governamental como efeitos específicos
derivados do financiamento e da composição da despesa pública. A um
nível inferior, os efeitos produtivos de alguns dos componentes da
despesa pública parecem ser benéficos para o crescimento do produto.
Contudo, as despesas públicas, e os impostos necessários para as
financiar, poderão atingir níveis tais que os efeitos negativos na eficiência
comecem a ser dominantes. Isto poderá reflectir uma extensão do
envolvimento do Governo em actividades que poderiam ser desempenhadas
mais eficientemente pelo sector privado, e/ou sistemas de apoio financeiro
e subsídios mal aplicados ou ineficientes.
Impostos distorcedores
Entre os anos 80 e 90, a dimensão do sector público revelou uma
tendência para crescer na maioria dos países da OCDE; o mesmo
sucedeu relativamente à dívida pública bruta, apesar de nos últimos
anos se ter registado uma certa inversão desta tendência. Não obstante
estes desenvolvimentos recentes, em 1999 a percentagem do total da
despesa pública no PIB situava-se ainda na ordem dos 40%-50% em
vários países da OCDE. Além disso, menos de uma quinta parte das
despesas é normalmente afecta a áreas mais directamente relacionadas
com o crescimento (por exemplo, educação, infra-estruturas e I&D), e,
em vários países, a percentagem destas despesas «produtivas» tem
diminuído ao longo da última década [
Tabela 2.1].
Os impostos distorcedores
afectam as opções económicas
das famílias e das empresas,
principalmente quanto ao nível
e à composição do seu
investimento em capital (físico
ou humano). Por seu lado, os
impostos não distorcedores são
mais neutros, dizendo respeito,
maioritariamente, à tributação
de bens e serviços domésticos,
enquanto que os impostos
distorcedores incluem a
tributação do rendimento e dos
lucros, bem como dos salários
e da força de trabalho.
a
A análise empírica considerou três aspectos principais do impacto da
política orçamental no crescimento:
• O efeito «dimensão» global;
• O papel da estrutura de impostos, por um lado, e a composição
das despesas, por outro; e
• Uma análise dos efeitos directos e indirectos destas variáveis
políticas, testando separadamente o seu significado para
o investimento privado e, mais directamente, para o próprio
crescimento.
Os resultados da análise empírica apoiam experimentalmente a hipótese
de a dimensão do Estado ter um impacto negativo no crescimento.
Estima-se que a carga fiscal global tenha um impacto negativo no
produto per capita e, dentro deste efeito, descobre-se um efeito
negativo adicional naqueles sistemas que dependem excessivamente
de impostos directos. Estes resultados sustentam, de alguma forma,
a noção de que o aumento da carga fiscal resultante de uma despesa
pública elevada poderá ter um impacto global negativo no produto
per capita, ao influenciar a eficiência da afectação dos recursos em
diversos projectos de investimento. A composição da despesa também
parece ser import ante; na verdade, t anto o consumo como o
investimento público parecem ter um impacto positivo no produto
per capita, o que indica que o tipo de despesa omitido nesta análise,
© OCDE 2004 Análise ao Nível Macro
41
Tabela
2.1
Despesas que contribuíram directamente para o crescimento
Percentagem
A
Educação
B
Transportes e comunicações
1985
1995
1985
1995
Austrália
14,6
13,2
10,1
8,3
Áustria
12,7
..
8,7
..
Bélgica
11,3
11,7
4,0
3,0
Canadá
9,5
7,6
4,3
3,4
Dinamarca
10,5
10,7
2,9
1,9
França
13,0
12,3
9,0
7,6
Alemanha
10,6
12,2
4,5
5,0
Islândia
10,0
8,9
7,7
4,6
Irlanda1
12,8
10,8
4
..
..
Itália
13,0
..
5,4
..
Japão
17,8
18,1
7,1
9,6
Coreia
9,9
..
..
..
1
Holanda
..
13,3
4
..
..
12,03
13,7
6,63
5,9
Noruega
9,6
9,5
3,3
2,1
Portugal
8,7
13,3
3,6
4,8
8,8
10,3
6,3
6,0
..
..
..
..
Suíça
19,7
..
11,4
..
Reino Unido
10,2
12,1
3,2
3,6
..
..
..
..
Nova Zelândia
2
Espanha
Suécia
Estados Unidos
1. 1993 em vez de 1995.
2. 1992 em vez de 1995.
3. 1988.
4. 1994.
5. 1984.
6. 1986.
7. 1987.
42
C
I&D
A+B+C
Percentagem do total
das despesas públicas no PIB
1985
1995
1985
1995
1985
1995
2000
2,15
2,24
26,8
23,6
38,0
35,7
32,6
0,9
..
22,3
..
57,1
50,2
46,7
1,2
1,2
16,4
15,9
54,2
3
56,6
49,9
2,2
1,8
16,0
12,9
45,6
46,3
43,3
2,3
1,8
15,7
14,4
51,9
53,5
51,0
1,6
2,5
23,6
22,4
35,3
39,2
38,5
0,8
0,8
15,9
18,0
50,7
38,0
29,3
1,2
1,0
18,8
14,5
49,7
51,1
44,4
1,8
1,9
..
..
29,4
34,4
36,6
1,5
..
19,8
..
45,2
45,0
37,7
..
2,7
..
30,4
17,6
19,3
23,1
1,8
..
..
..
51,9
47,7
41,6
..
1,3
1
..
1,6
1,6
20,2
1,2
1,4
0,55
..
51,8
6
38,6
38,6
21,3
41,5
47,6
40,8
14,1
13,0
50,3
52,5
47,9
0,9
12,9
19,0
39,9
41,3
40,8
0,7
0,9
15,8
17,1
39,7
44,0
38,8
1,7
1,7
..
..
60,4
61,9
52,7
..
..
..
..
..
..
..
2,0
1,5
15,5
17,2
40,57
42,2
37,0
4,1
2,8
..
..
33,8
32,9
29,9
43
i. e. as transferências públicas, está por detrás dos efeitos negativos
detectados no financiamento total.
Há também alguma evidência de que o nível de envolvimento do
sector público na economia pode estar negativamente associado à
taxa de acumulação de capital privado, sugerindo mais um impacto
indirecto no crescimento económico por via do efeito sobre o
investimento.
Comércio internacional
Para além dos benefícios da exploração de vantagens comparativas, a
teoria económica sugere que podem existir ganhos adicionais resultantes
do comércio, através de economias de escala, da exposição à concorrência
e da difusão do conhecimento. Os desenvolvimentos do passado no
que toca à redução das barreiras tarifárias e ao desmantelamento das
barreiras não tarifárias deram, quase de certeza, origem a oportunidades
de ganho através do comércio.
Contudo, os países da OCDE já têm, na sua generalidade, uma posição
bastante aberta em relação ao comércio, o que leva a crer que o volume
de trocas comerciais efectuado depende, pelo menos em parte, dos
padrões de crescimento (e, até certa medida, da geografia, da dimensão
e dos custos do transporte), e não só de barreiras tarifárias e não-tarifárias. Por esta razão, a intensidade da variável comércio utilizada
na análise empírica deve ser considerada mais como um indicador do
grau de exposição comercial – captando características como as
pressões concorrenciais – do que como um indicador com implicações
directas nas políticas. Além disso, a análise empírica também tem de
ter em conta o facto de os pequenos países estarem naturalmente
mais expostos ao comércio internacional, independentemente das
suas políticas de comércio ou competitividade, enquanto que as
pressões concorrenciais nos grandes países derivam, em grande parte,
da concorrência interna. Para melhor reflectir as pressões concorrenciais
globais, o indicador do grau de exposição comercial foi, por isso,
ajustado à dimensão do país.
a
A
Figura 2.4 traça as diferenças entre países quanto a esta
medida «corrigida» do grau de exposição comercial e a sua evolução
ao longo da última década. Conforme já se esperava, e apesar de as
diferenças significativas permanecerem generalizadas, a exposição
comercial aumentou nos países da OCDE, encorajando, possivelmente,
a transferência de tecnologia e o crescimento. A análise sugere que
um aumento do grau de exposição comercial de 10 pontos percentuais
– que é, mais ou menos, a variação que foi realmente observada ao
longo das duas últimas décadas na amostra da OCDE – poderá
conduzir a um aumento no valor de estado estacionário do produto
per capita de 4%.
44
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
O sistema financeiro
Os sistemas financeiros também desempenham um papel no processo
de crescimento na medida em que são fundamentais para a angariação
de fundos destinados a acumulação de capital e a difusão de novas
tecnologias. Um sistema financeiro bem desenvolvido:
• mobiliza as poupanças, canalizando as pequenas poupanças
individuais para investimentos rentáveis de grande escala,
oferecendo ao mesmo tempo aos aforradores um elevado
nível de liquidez;
• reduz os riscos para os investidores individuais, ao permitir
uma diversificação dos investimentos;
• reduz os custos de aquisição e de avaliação de informação
sobre potenciais projectos, por exemplo através de serviços
de investimento especializados;
• auxilia a monitorização dos investimentos para reduzir os
riscos de má gestão de recursos. Todos estes serviços
deverão, em princípio, contribuir para o crescimento
económico, mas poderão também existir, em teoria, efeitos
contrários. Por exemplo, um risco mais baixo e maiores
retornos resultantes da diversificação poderão levar as
famílias a poupar menos.
Infelizmente, a gama de indicadores apropriados que permitam uma
análise do impacto do sector financeiro no crescimento é limitada. Neste
estudo, foram considerados dois indicadores:
• O total de créditos dos bancos comerciais ao sector privado,
que mede o grau de intermediação financeira através do
sistema bancário;
• A capitalização bolsista (o valor das acções cotadas), que
é um indicador imperfeito da facilidade com que os fundos
podem ser angariados no mercado de acções. Contudo,
ambos os indicadores apontam para desenvolvimentos
significativos nos sistemas financeiros da maioria dos países
da OCDE entre os anos 80 e 90 [
Figura 2.5].
a
Os resultados da análise apontam para uma forte ligação entre a
capitalização bolsista e o crescimento, mas, um pouco contra-intuitivamente,
mostram uma relação negativa entre o crédito privado concedido ao
sector privado e o crescimento. Contudo, o indicador de crédito bancário
não é independente de outras variáveis monetárias, estando fortemente
relacionado com as condições de procura e oferta de moeda. Um modelo
mais apropriado, que também inclui uma variável inflacionária, aponta
para uma relação positiva entre o crédito privado e o crescimento. No
seu conjunto, estes resultados sustentam, de uma maneira geral, a
noção de que o nível do desenvolvimento financeiro influencia o
© OCDE 2004 Análise ao Nível Macro
45
Figura
2.4
Exposição comercial crescente de vários países da OCDE
Exposição comercial ajustada à dimensão (anos 80 e 90)
Média dos anos 90
2,0
linha 45O
1,5
GB
1,0
POR
0,5
CAN
IRL
ITÁ
FRA
0,0
ÁUS CHE
SUÉ
NOR
ESP
-0,5
DIN
EUA
-1,0
-1,5
HOL BÉL
FIN
AUS
NZ
JAP
GRÉ
-2,0
-2,0
-1,5
-1,0
-0,5
0,0
0,5
1,0
1,5
2,0
Média dos anos 80
Nota: O indicador do grau comercial de exposição é uma média ponderada da intensidade exportadora e da
penetração das importações, ajustada à dimensão do país (i. e., é o resíduo da regressão da média ponderada da
intensidade exportadora e da penetração das importações sobre a dimensão da população). Os dados apresentados
na figura são padronizados para facilitar a comparação entre países.
Figura
2.6
O contributo do investimento em capital TI para o crescimento do PIB
Contributo em pontos percentuais para a média de crescimento anual do PIB (total da economia)
1995-20011
1990-1995
Percentagem
Po
rtu
ga
l
Fr
an
ça
Fi
nl
ân
di
a
Al
em
an
ha
Itá
li
Es a
pa
nh
Di
na a
m
Re arc
a
in
o
Un
id
o
Su
éc
ia
Ja
pã
o
Irl
an
d
Au a
st
rá
lia
Ho
lan
da
Ca
Es
n
ta
do adá
sU
ni
do
s
0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
1. Ou último ano disponível, i. e. 1995-2000 para Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Japão, Holanda, Portugal e Suécia.
Nota: Ver Schreyer et al. (2003) para detalhes metodológicos.
Fonte: Estimativas da OCDE baseadas na OECD Productivity Database.
46
Figura
2.5
Desenvolvimentos nos sistemas financeiros
Painel A. Crédito dos bancos comerciais ao sector privado em percentagem do PIB
1997
1,8
CHE
1,6
1,4
1,2
HOL
1,0
NZ
0,8
BÉL
AUS
ESP
EUA
NOR
CAN
0,6
ITÁ
0,4
0,2
linha 45
GB
O
JAP
ALE
ÁUS
FRA
FIN
SUÉ
DIN
GRÉ
0,0
0,0
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
1,2
1,4
1,6
1,8
1990
Painel B. Capitalização bolsista em percentagem do PIB
1997
1,6
AUS
1,4
CHE
1,2
SUÉ
1,0
0,4
0,2
EUA
linha 45O
NZ
CAN
0,8
0,6
HOL
GB
FIN
ESP
NOR
JAP
DIN
FRA BÉL
ALE
GRÉ ITÁ
ÁUS
0,0
0,0
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
1,2
1,4
1,6
1990
Fonte: Banco Mundial.
47
crescimento muito para além do efeito potencial que pode ter sobre o
investimento. Isto demonstra, talvez, uma maior capacidade dos sistemas
financeiros mais desenvolvidos para canalizarem recursos para projectos
com maior retorno.
Por fim, o desenvolvimento financeiro também poderá afectar positivamente
o investimento. Tal como na análise de crescimento, o indicador do
crédito concedido pelo sector bancário parece estar apenas ligeiramente
ligado ao investimento, enquanto que a capitalização bolsista produz
um efeito mais forte. Estes resultados são consistentes com vários
estudos empíricos que tentam explicar as diferenças de crescimento
dentro de um vasto leque de países (incluindo economias da OCDE e
economias não pertencentes à OCDE) e que concluíram que o
desenvolvimento financeiro desempenha aqui um papel significativo
[
6].
A
6a Levine, R. (1997),
«Financial Development and Economic
Growth: Views and Agendas», Journal
of Economic Literature, vol. 35, n.º 2.
A
6b Levine, R.,
N. Loayza e T. Beck (2000), «Financial
Intermediation and Growth: Causality
and Causes», Journal of Monetary
Economics, vol. 46, n.º 1.
O impacto global
Os resultados da secção anterior podem ser utilizados para avaliar
o efeito de uma determinada alteração de uma variável política ou
institucional sobre o produto per capita de estado estacionário. Duas
advertências importantes devem ser tidas em consideração neste
exercício. Primeiro, conforme já referimos anteriormente, presumiu-se que as variáveis políticas e institucionais afectam apenas o nível
de eficiência económica, e não a sua taxa de crescimento de estado
estacionário: a magnitude dos efeitos que algumas alterações
políticas poderão ter sobre o crescimento poderá, por isso, estar
subestimada. Segundo, os cálculos deverão ser encarados apenas
como indicações gerais, dada a variabilidade dos coeficientes ao
longo das especificações e os efeitos da interacção entre variáveis
que, apesar de serem importantes, não poderão ser tidos em
consideração.
6c Temple, J. (1999),
«The New Growth Evidence», Journal
of Economic Literature, vol. 37, n.º 1.
Tendo em mente a natureza ilustrativa deste exercício, os efeitos
estimados, directos (obtidos a partir das equações de crescimento
que incluem o nível de investimento) e indirectos (derivados da
combinação do efeito sobre o investimento com o deste último
sobre o produto per capita) das variáveis políticas são os seguintes
[
Tabela 2.2]:
a
• A estimativa da variabilidade da inflação sugere que uma
redução de 1 ponto percentual no desvio-padrão da inflação
– i. e., cerca de metade da redução média registada nos
países da OCDE entre os anos 80 e os anos 90 – poderá
conduzir a um aumento a longo prazo de 2% do produto
per capita;
• O efeito do nível da inflação funciona, principalmente,
através do investimento: uma redução de um ponto
48
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Tabela
2.2
Estimativa do impacto das variações dos factores institucionais
ou políticos no produto per capita1
Impacto no produto por pessoa em idade activa
(percentagem)2
Variável
Efeito via eficiência
económica
Taxa de inflação
Efeito via
investimento
Efeito global
0,4 a 0,5
0,4 a 0,5
2,0
2,0
Cerca de 1,5 vezes a
queda observada
(queda de 1 ponto percentual
no DP da inflação)
Carga fiscal4
-0,3
-0,3 a -0,4
-0,6 a -0,7
empresarial
Cerca de 2/3 do
aumento observado
(aumento de 1 ponto percentual)
Intensidade de I&D
Cerca de 1/4 da
queda observada
(queda de 1 ponto percentual)
Variabilidade da inflação
Ordem de grandeza
quanto à experiência
da OCDE
(anos 80-90)3
1,2
1,2
Mais ou menos o
4
aumento observado
(aumento de 0,1 ponto percentual)
Exposição comercial4
4,0
4,0
Mais ou menos o
aumento observado
(aumento de 10 pontos percentuais)
1. Os valores apresentados neste quadro equivalem aos efeitos de longo prazo estimados de uma determinada
mudança política no produto por pessoa em idade activa. O leque apresentado reflecte os valores obtidos
em diferentes especificações da equação do crescimento.
2. O efeito directo refere-se ao impacto no produto per capita muito acima de qualquer potencial influência sobre
a acumulação de capital físico. O efeito indirecto refere-se ao impacto combinado da variável sobre a taxa
de investimento e, por esse meio, no produto per capita.
3. Variação média entre a média de 1980 e a média de 1990 na amostra de 21 países da OCDE, excluindo novos
membros tais como a Islândia, o Luxemburgo e a Turquia.
4. Em percentagem do PIB.
49
percentual – i. e. um quarto do que foi registado nos
países da OCDE entre os anos 80 e 90 – poderá conduzir
a um aumento do produto per capita de cerca de 0,13%,
bastante superior, portanto, ao que poderá surgir a
partir de qualquer redução que acompanhe a variabilidade
da inflação;
• Os impostos e a despesa pública parecem afectar o
crescimento, tanto directa como indirectamente, através
do investimento. Um aumento de cerca de um ponto
percentual do nível global dos impostos – i. e., ligeiramente
menos do que o que tem sido obser vado nas duas
últimas décadas na amostra da OCDE – poderá estar
associado a uma redução directa de cerca de 0,3% do
produto per capita. Se for tomado em consideração o
efeito do investimento, a redução global será de cerca
de 0,6%-0,7%;
• Um aumento persistente de 0,1 ponto percentual na
intensidade de I&D (um aumento de cerca de 10%, em
relação à intensidade média de I&D) teria, a longo prazo,
o efeito de aumentar o produto per capita em 1,2%, de
acordo com uma interpretação «conser vadora» dos
resultados da estimativa. Contudo, no caso da I&D, talvez
seja mais apropriado considerar os resultados um reflexo
de um efeito permanente sobre o crescimento do PIB
per capita (i. e., uma queda na intensidade da I&D não
deverá reduzir o nível de estado estacionário do PIB per
capita, mas antes o progresso técnico). Se o coeficiente
da I&D for tido como representativo dos efeitos do
crescimento, um aumento de 0,1 ponto percentual em
I&D poderá estimular o crescimento do produto per capita
em cerca de 0,2%. Os efeitos estimados são amplos,
talvez demasiados, mas ainda assim apontam para
externalidades importantes nas actividades de I&D;
• Por fim, um aumento de 10 pontos percentuais do grau
de exposição comercial – mais ou menos a variação
observada ao longo das duas últimas décadas na amostra
da OCDE – poderá conduzir a um aumento do nível de
estado estacionário do produto per capita de 4%.
Apesar de os factores identificados neste capítulo aparentarem ser
cruciais para se compreender os padrões de crescimento entre os
países e ao longo do tempo, houve um conjunto de determinantes
adicionais que não puderam ser analisadas directamente. Em
particular, no período actual, caracterizado por um processo de
adaptação às tecnologias de informação e comunicação, um conjunto
de outros factores políticos e institucionais irá também, certamente,
desempenhar um papel-chave neste domínio, influenciando a
capacidade dos mercados para se adaptarem às novas tecnologias.
50
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Este último aspecto requer uma redistribuição dos recursos por
novas actividades, remodelando empresas instaladas e descobrindo
novas oportunidades de negócio. O próximo capítulo irá atentar
nestes factores institucionais e políticos, explorando o seu impacto
no desempenho das indústrias e empresas.
© OCDE 2004 Análise ao Nível Macro
51
Enfoque nas TI
O contributo das TI ao nível macro
A investigação sobre o papel desempenhado pelo investimento nas TI
está disponível sobretudo ao nível macroeconómico (por exemplo, em
7] e Van Ark et al. [
8]. Ambos estes estudos
Colecchia e Schreyer [
demonstram que as TI têm sido uma área de investimento muito dinâmica,
devido à abrupta queda dos seus preços, que tem impulsionado o
investimento desviando-o, por vezes, de outros activos. Mas, embora o
investimento em TI tenha aumentado na maior parte dos países da OCDE,
o ritmo desse investimento e o seu impacto no crescimento dão conta
de enormes assimetrias.
A
A
7 Colecchia, A. e P. Schreyer (2001),
«The Impact of Information Communications
Technology on Output Growth», OECD STI
Working Papers, n.º 2001/7.
A
8 van Ark, B., R. Inklaar
e R. H. McGuckin (2002), «Changing Gear
Productivity, ICT and Services: Europe
and the United States», Research
Memorandum GD-60, Groningen Growth
and Development Centre.
A
As estimativas de crescimento dos países para os quais há dados
disponíveis mostram que o investimento em TI foi responsável, regra geral,
por 0,3 a 0,8 pontos percentuais do crescimento do PIB per capita durante
Figura 2.6]. Os Estados Unidos, a Austrália,
o período de 1995-2001 [
a Holanda e o Canadá conheceram o maior impulso; o Japão e o Reino
Unido tiveram um impulso mais modesto e a Alemanha, a França e a Itália
um impulso bem mais pequeno. O software foi responsável por até um
terço do contributo global do investimento em TI para o crescimento do PIB
nos países da OCDE.
a
Os resultados destes dois estudos comparativos entre países foram
confirmados por muitos estudos que visaram determinados países,
Tabela 2.3. Os estudos
como confirmam os dados resumidos na
nacionais poderão diferir dos resultados apresentados na
Figura
2.6, devido à utilização de medidas diferentes. A França e os Estados
Unidos, por exemplo, utilizam deflatores «hedónicos» especialmente
concebidos para o equipamento informático; estes deflatores ajustam
os preços às principais alterações da qualidade induzidas pelo progresso
tecnológico, tais como uma maior velocidade de processamento e uma
maior capacidade de disco. Tendem a apresentar quedas mais
acentuadas dos preços dos computadores do que os índices de preços
convencionais e isso representa um crescimento mais rápido em termos
reais. Em resultado disso, os países que utilizam índices hedónicos
registam, em princípio, um crescimento real mais rápido do investimento
e da produção de tecnologia de informação e comunicação (TIC) do que
os países que não os utilizam. Este crescimento real mais acelerado
traduz-se num maior contributo do capital TI para o desempenho em
termos de crescimento.
a
A
a
A
7] e Van
O método utilizado no trabalho de Colecchia e Schreyer [
8] é ajustado a estas diferenças. São, pois, mais
Ark et al. [
comparáveis do que os resultados de estudos nacionais individuais.
Ainda assim, os estudos nacionais apresentam normalmente os mesmos
países a registar um grande impacto do investimento em TI no crescimento
(principalmente a Austrália, o Canadá, a Coreia, o Reino Unido e os
Estados Unidos).
52
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Tabela
2.3
O impacto do investimento em TI no crescimento do PIB:
resultados de estudos nacionais
Crescimento
do PIB
País
1990
1995
Crescimento
da prod.
laboral
Contributo
das TI
Notas
1995
2000
1990
1995
1995
2000
1990
1995
1995
2000
2,3
2,7
2,7
0,5
0,5
0,4
1,0
1,0
0,9
1991-95
1990-95
1990-95
1996-2001
1995-99
1995-2000
Estados Unidos
Oliner e Sichel (2002)
Jorgenson et al. (2002)
BLS (2002)
..
..
2,5
4,0
..
..
1,5
1,4
1,5
Japão
Miyagawa et al. (2002)
Motohashi (2002)
..
..
2,2
1,4
1,7
1,5
..
..
0,1
0,2
0,4
0,5
1990-95
1990-95
1995-98
1995-2000
2,2
2,5
2,6
2,1
0,4
0,5
1990-95
1995-2000
0,5
2,2
1,6
1,1
0,2
0,3
1990-95
1995-2000
1,4
3,1
3,0
1,5
0,4
0,6
1989-94
1994-98
1,5
4,9
1,9
4,8
..
..
..
..
0,4
0,3
0,7
0,5
1988-95
1991-95
1995-2000
1996-2000
Alemanha
RWI and Gordon (2002)
França
Cette et al. (2002)
Reino Unido
Oulton (2001)
Canadá
Armstrong et al. (2002)
Khan e Santos (2002)
Austrália
Parhann et al. (2001)
Simon e Wardrop (2002)
Gretton et al. (2002)
..
..
1,8
4,9
2,1
2,2
3,7
4,2
0,7
0,9
1,3
1,3
89/90-94/95
1991-95
94/95-99/00
1996-2000
..
..
2,2
3,5
0,6
1,1
89/90-94/95
94/95-99/00
1,5
2,8
1,9
1,9
0,3
0,5
1991-95
1995-2000
..
..
3,9
3,5
0,6
0,5
1990-95
1996-99
7,5
5,0
..
..
1,4
1,2
1991-95
1996-2000
..
..
1,3
1,5
0,4
0,6
1991-95
1996-2000
Bélgica
Kegels et al. (2002)
Finlândia
Jalava e Pohjola (2002)
Coreia
Kim (2002)
Holanda
Van der Wiel (2001)
53
O impacto do investimento em TI no crescimento económico não terminou
com o recente abrandamento. Com efeito, apesar de ele ter abrandado
ao longo do último ano, prevê-se que o progresso tecnológico na produção
de computadores, i. e. o lançamento de chips de computadores cada vez
mais poderosos, continue num futuro próximo.
A
9a McKinsey (2001), US Productivity
Growth 1995-2000: Understanding the
Contribution of Information Technology
Relative to Other Factors, McKinsey Global
Institute, Outubro.
O progresso tecnológico também continua a avançar a um ritmo acelerado
noutras TI, tais como as tecnologias de comunicação. Isto significa que
os preços das TI ajustados à qualidade irão continuar a descer, encorajando
assim o investimento em TI e um maior crescimento da produtividade.
O nível do investimento em TI deverá ser mais baixo do que o observado
antes do abrandamento, em particular nos Estados Unidos, visto que o
período de 1995 a 2000 foi caracterizado por alguns picos de investimento
únicos (por exemplo, investimentos relacionados com Y2K e a difusão da
9].
Internet [
A
9b Gordon, R. J. (2003),
«Hi-Tech Innovation and Productivity
Growth: Does Supply Create Its Own
Demand?», NBER Working Papers, n.º 9437.
54
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Análise ao Nível Macro
Conclusões-chave
• Ambientes com políticas macroeconómicas
saudáveis conduzem a um maior crescimento.
A redução dos níveis de inflação na maioria dos
países da OCDE, em particular, poderá ter estimulado
a acumulação de capital físico no sector privado e,
por isso, ter tido um efeito positivo no produto.
• As evidências empíricas fornecem alguma base
para a noção de que a dimensão global do Estado
na economia pode atingir níveis que coloquem
entraves ao crescimento.
• As actividades de investigação e desenvolvimento
realizadas pelo sector empresarial parecem produzir
elevados retornos sociais, enquanto que não pode
ser estabelecida nenhuma relação evidente entre
as actividades de I&D e o crescimento empreendido
por Governos e universidades. Existem, contudo,
possíveis interacções e spillovers internacionais
que a análise regressiva não consegue identificar.
Para além disso, alguma I&D pública (por exemplo,
nas áreas da energia, da saúde e da investigação
universitária) poderá, a longo prazo, gerar
conhecimentos básicos com possíveis «spillovers
tecnológicos».
• A evidência empírica também confirma a
importância, para o crescimento, dos mercados
financeiros e dos sistemas de comércio abertos,
tanto por auxiliarem a canalizar recursos para as
actividades mais recompensadoras, como por
incentivarem o investimento.
55
Capítulo
3
Questões-chave
• Quais são os factores que afectam a produtividade ao
nível da indústria e de que modo se relacionam com a
produtividade multifactorial (PMF)?
• De que modo os quadros institucionais e as políticas
do mercado de trabalho afectam o crescimento?
• Existe alguma correlação entre a regulamentação
do mercado de trabalho e a produtividade?
Capítulo
3
Análise ao Nível
Industrial
A dinâmica do mercado e a produtividade
A avaliação do papel das políticas e das instituições na
determinação do crescimento a longo prazo não pode ficar
limitada a uma análise agregada. É também necessário explorar o
papel desempenhado pelos desenvolvimentos operados a nível
interno nas indústrias, bem como na redistribuição de recursos
entre indústrias e empresas.
Na verdade, a análise macroeconómica feita no capítulo anterior
poderá não ser capaz de captar os efeitos que determinadas
políticas específicas – tais como a regulamentação do mercado
de produtos e as restrições às trocas comerciais – podem ter no
desempenho da indústria. Da mesma forma, as diferenças
registadas nos padrões de crescimento ao nível industrial
poderão apontar para variações na extensão dos benefícios que
os países estão a retirar de mudanças económicas mais
alargadas ou do potencial oferecido pelas novas tecnologias.
Por exemplo, conforme foi discutido no Capítulo 1, as mudanças
tecnológicas permitiram um rápido crescimento da produtividade
na indústria produtora de TI e, mais recentemente, nas empresas
utilizadoras de TI. No entanto, há uma variação considerável na
dimensão dos benefícios que os países têm conseguido extrair
destas oportunidades.
Este capítulo propõe-se explorar estes aspectos do crescimento,
utilizando dados respeitantes ao nível industrial.
Capítulo
3
Análise ao Nível Industrial
A dinâmica do mercado e a produtividade
O crescimento industrial
Estrutura e trabalho
Partindo de uma perspectiva histórica de longo prazo, as mudanças estruturais
têm sido um factor importante na geração de crescimento. Historicamente,
os recursos têm sido deslocados de sectores agrícolas poucos produtivos
para indústrias transformadoras mais produtivas. Mais recentemente, como
é evidente, tem-se registado uma rápida expansão do sector dos serviços.
No entanto, a curto e médio prazo, os dados parecem sugerir a existência de
um contributo substancial para o crescimento da produtividade global por
parte das variações de produtividade dentro das indústrias, e não tanto de
desvios significativos do emprego entre indústrias. Isto pode ser confirmado
na
Figura 3.1, onde se decompõe o crescimento da produtividade do
trabalho no sector empresarial em três elementos:
a
• Um «efeito intra-sectorial», que mede o crescimento da
produtividade no interior das indústrias;
• Um «efeito de deslocamento líquido», que mede o impacto do
desvio de emprego entre indústrias na produtividade; e
• Um terceiro efeito residual, o «efeito de interacção». Este efeito
é positivo quando os sectores com produtividade em crescimento
apresentam uma percentagem de emprego crescente ou quando
as indústrias com produtividade relativa em queda diminuem
de dimensão. É negativo quando as indústrias com produtividade
relativa em crescimento diminuem de dimensão ou quando
indústrias em queda de produtividade aumentam em dimensão.
Os resultados destes cálculos mostram que o efeito intra-industrial é aquele
que mais contribui para o crescimento da produtividade no sector não agrícola
[
Figura 3.1]. O efeito de deslocamento líquido dá também um importante
contributo, devido, especialmente, à grande dimensão do sector dos serviços,
mas o seu impacto parece ter-se desvanecido ao longo dos anos 90. O efeito
de interacção tende a ser negativo na maior parte dos países. Estes resultados
confirmam-se se considerarmos apenas as indústrias transformadoras: os
desvios de emprego entre indústrias transformadoras desempenharam um
papel muito modesto na maior parte dos países.
a
A constatação de que o crescimento da produtividade tem, mais do que
nunca, que ver com a melhoria do desempenho no interior das indústrias
talvez não seja surpreendente, uma vez que cerca de 70% do valor
acrescentado nos países considerados provém já dos serviços. Contudo,
outros países da OCDE, incluindo a Irlanda e o Japão, assim como outros
países com baixos rendimentos, têm um sector de serviços muito mais
pequeno, o que sugere que talvez haja um campo mais alargado para as
mudanças estruturais.
58
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Figura
3.1
Decomposição do crescimento da produtividade do trabalho
agregada em crescimento da produtividade intra-sectorial
e desvios de emprego inter-sectoriais
Sector empresarial não rural
1973-1982
Percentagem
1982-1991
1991-1999
Taxa composta do crescimento anual da produtividade do trabalho
Percentagem
Ho
lan
da
Re
in
o
Un
id
Es
o
ta
do
sU
ni
do
s
1
Co
re
ia
1
Ja
pã
o
Itá
lia
1
1
Al
em
an
ha
Fr
an
ça
Di
na
m
ar
ca
Fi
nl
ân
di
a
Ca
na
dá
2
6
5
4
3
2
1
0
-1
Efeito intra-sectorial: crescimento da produtividade no interior dos sectores
Percentagem
Ho
lan
da
Re
in
o
Un
id
Es
o
ta
do
sU
ni
do
s
1
Co
re
ia
Ja
pã
o
Itá
lia
1
1
Al
em
an
ha
1
Fr
an
ça
Di
na
m
ar
ca
Fi
nl
ân
di
a
Ca
na
dá
2
6
5
4
3
2
1
0
-1
Efeito de deslocamento líquido: desvios de emprego entre sectores
Percentagem
Ho
lan
da
Re
in
o
Un
id
Es
o
ta
do
sU
ni
do
s
1
Co
re
ia
Ja
pã
o
Itá
lia
1
1
Al
em
an
ha
1
Fr
an
ça
Di
na
m
ar
ca
Fi
nl
ân
di
a
Ca
na
dá
2
6
5
4
3
2
1
0
-1
Efeito residual: interacção entre o crescimento da produtividade intra-sectorial
e os desvios de emprego inter-sectoriais
1
Co
re
ia
Ho
lan
da
Re
in
o
Un
id
Es
o
ta
do
sU
ni
do
s
1
Ja
pã
o
1
Al
em
an
ha
Itá
lia
1
Fr
an
ça
Di
na
m
ar
ca
Fi
nl
ân
di
a
Ca
na
dá
2
6
5
4
3
2
1
0
-1
1. 1991-1998 em vez de 1991-1999.
2. 1991-1996 em vez de 1991-1999.
59
Crescimento e trabalho
O crescimento da produtividade do trabalho difere significativamente entre
as indústrias de cada país. Note-se que o sector da transformação contribuiu
com cerca de metade do crescimento da produtividade global durante os
anos 90 em vários países, incluindo a maior parte das grandes economias,
apesar de ser responsável por apenas cerca de 20% do total do emprego.
Mais interessante, contudo, é o facto de o contributo para o crescimento
da produtividade de determinadas indústrias variar entre as maiores
economias da OCDE [
Figura 3.2]. Nos Estados Unidos, as indústrias
transformadoras e de serviços que estão mais directamente ligadas às TI,
tanto em termos de produção como de utilização (por exemplo, máquinas
e equipamentos no sector transformador e actividades comerciais e
financeiras no sector dos serviços) contribuíram fortemente para a aceleração
do crescimento da produtividade do trabalho entre a primeira e a segunda
metades dos anos 90. A Europa e o Japão não beneficiaram deste contributo
dado pelas indústrias ligadas às TI e o crescimento global da sua
produtividade do trabalho permaneceu bastante estável, entrando, por
vezes, em queda. Esta enorme variação entre países no que diz respeito
às taxas de crescimento da produtividade industrial e à composição das
indústrias poderá reflectir políticas e quadros de regulamentação diferentes
que afectam os incentivos à inovação e à transição para actividades que
são de crescimento rápido, mas também potencialmente mais incertas.
a
Análise empírica
Os dados da OCDE relativos ao nível industrial foram utilizados para estudar
o efeito das instituições e da regulamentação no crescimento da
produtividade multifactorial, i. e. o crescimento da produtividade que
permanece depois de considerados tanto o capital como o trabalho. Tal
como nas regressões macroeconómicas descritas anteriormente, a
«convergência» foi incluída na análise. Neste caso, foi medida por uma
variável representando a distância da fronteira tecnológica (indicada pelo
país mais produtivo). Este quadro permite explorar não só os efeitos directos
das instituições e da regulamentação na eficiência, mas também as
influências indirectas através da velocidade de convergência.
A análise empírica cobre 23 indústrias transformadoras e de serviços
empresariais em 18 países da OCDE durante o período de 1984 a 1998.
O termo de convergência é representado pela diferença entre o nível de PMF
de uma determinada indústria e o nível mais elevado, entre todos os países,
atingido por essa mesma indústria. Embora imperfeita, esta medida confirma,
de uma maneira geral, as expectativas quanto aos países e regiões que
tendem a estar na linha da frente da tecnologia em certas áreas: os Estados
Unidos e o Japão estiveram muitas vezes na fronteira na maior parte das
indústrias durante o período considerado, mas vários países europeus
estiveram também próximos dela, quando foram tidos em conta os seus
níveis mais baixos de horas de trabalho. A comparação dos níveis de PMF
60
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Figura
3.2
Contributo das empresas relacionadas com as TI
para o crescimento da produtividade do trabalho
Variações percentuais do valor acrescentado por trabalhador (1989-1995 e 1995-1999)
1
Indústrias utilizadoras de TI
Máquinas e equipamento
Outras indústrias
Painel A. 1989-1995
3,5
3,0
2,5
2,0
1,5
1,0
0,5
0,0
-0,5
Estados
Unidos
2
Japão
Canadá
Holanda
Itália
Dinamarca
3
Alemanha
2
Finlândia
Painel B. 1995-1999
3,5
3,0
2,5
2,0
1,5
1,0
0,5
0,0
-0,5
Holanda
Itália
4
Japão
Dinamarca
Reino
Unido
5
Alemanha
Estados
Unidos
Coreia Finlândia2
1. Comércio por grosso e a retalho, reparações; actividades financeiras, de seguros, imobiliárias e serviços
empresariais.
2. Valor acrescentado por hora de trabalho.
3. 1991-1995.
4. 1995-1998.
5. 1995-1997.
61
sugere também que, apenas em alguns casos, a identidade da fronteira
permanece constante, o que quer dizer que alguns países ultrapassam
outros em termos de liderança tecnológica na maior parte das indústrias.
O que interessa para o crescimento da produtividade, no entanto, é a
distância da fronteira tecnológica – que capta o potencial para transferência
de tecnologia – mais do que a identidade da própria fronteira.
Condições do mercado
A questão das condições do mercado pode ser investigada utilizando dados
do sector das indústrias transformadoras, para o qual é possível recolher a
informação estatística adequada sobre as estruturas do mercado e os
regimes tecnológicos. Para esta análise, as indústrias transformadoras foram
classificadas em duas grandes categorias: indústrias de baixa tecnologia e
indústrias de alta tecnologia. Os resultados apontam para um efeito de
convergência tecnológica mais forte e significativo nas indústrias de baixa
tecnologia, ao passo que nas indústrias de alta tecnologia esse efeito não
é estatisticamente significativo. Contudo, este último grupo, por ser bastante
heterogéneo, foi subdividido em dois grupos: de grande concentração e de
baixa concentração. Os resultados sugerem uma convergência significativa
em indústrias de alta tecnologia de grande concentração, mas não apontam
nenhuma convergência em indústrias de baixa concentração. Estas
conclusões são consistentes com a noção de que as empresas que operam
em indústrias de baixa tecnologia tendem a partilhar a mesma tecnologia,
para que os efeitos de spillover possam ser significativos. Por outro lado,
tais efeitos de spillover deverão, em princípio, ser menos marcados nos
casos em que a evolução da tecnologia estimula a diversificação de produtos
ou processos.
Políticas, instituições e produtividade
Esta secção analisa três factores, todos directa ou indirectamente influenciados
por políticas ou instituições, que poderão afectar a produtividade ao nível
industrial:
• O nível de concorrência no mercado de produtos;
• O quadro institucional no mercado de trabalho;
• A inovação no sector empresarial, que é influenciada, pelo
menos em parte, pela intervenção de políticas – tanto
directamente, através de actividades de I&D financiadas pelo
Estado, como indirectamente, através de deduções de impostos
sobre os gastos em I&D.
Concorrência
São vários os argumentos que podem ser apresentados para defender que
uma maior concorrência é susceptível de conduzir a uma PMF mais forte.
Em mercados pouco competitivos, há relativamente poucas oportunidades
62
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
para comparar o desempenho entre empresas e a sobrevivência destas
não é imediatamente ameaçada por práticas ineficientes. Por isso, podem
persistir um abrandamento e um uso subóptimo dos factores produtivos.
Contudo, as evidências empíricas capazes de sustentar estes argumentos
são ainda bastante limitadas, devido, em parte, à dificuldade que existe em
medir as pressões concorrenciais. Os indicadores tradicionais das condições
do mercado de produtos, tais como as margens de vendas, os índices de
concentração industrial ou as quotas de mercado, apresentam vários
defeitos. Por exemplo, as empresas altamente produtivas poderão ganhar
quotas de mercado e rendas de inovação num ambiente que continue a
ser muito competitivo. Em termos mais gerais, há estudos recentes que
demonstram que a relação entre estes indicadores e a concorrência, num
mercado de produtos, não é linear. Além disso, elas mesmas não conseguem
estabelecer uma ligação directa com a política ou a regulamentação, o que
dificulta a extracção de conclusões políticas. A análise empírica deste estudo
é, portanto, baseada nalguns factores determinantes de possíveis políticas
de concorrência, e não em medidas directas dessas políticas.
Os resultados empíricos mostram que a regulamentação do mercado de
produtos tem um efeito negativo directo na produtividade, qualquer que
seja o indicador considerado. No entanto, quando é considerada também a
interacção da regulamentação com o fosso tecnológico, os resultados
apontam para um efeito indirecto ainda mais forte, por via da adopção mais
lenta das tecnologias existentes: as regulamentações rígidas parecem ter
um efeito tanto mais negativo na produtividade quanto mais afastado um país
se encontra da fronteira tecnológica, possivelmente porque reduzem o
campo de acção para os spillovers de conhecimento.
Os resultados empíricos fornecem também algum conhecimento mais
aprofundado acerca dos possíveis efeitos das reformas políticas no nível
de longo prazo da PMF. Em particular, uma redução da rigidez da
regulamentação dos mercados de produtos poderá fazer diminuir
substancialmente, a longo prazo, o desfasamento na produtividade em
países como a Grécia, Portugal e Espanha. Esta análise considera apenas o
efeito indirecto das reformas da regulamentação no processo de adopção
tecnológica, mas não inclui o efeito potencial dessas reformas no aumento
da actividade de I&D.
Trabalho
Apesar de as regulamentações do mercado de trabalho terem como primeiro
objectivo a obtenção de resultados socialmente desejáveis, algumas poderão
afectar os custos de implementação de medidas direccionadas para o
aumento da eficiência. Por exemplo, as restrições colocadas às contratações
e aos despedimentos acabam muitas vezes por reduzir os incentivos à
eficiência interna, por dificultarem ajustes no trabalho. Ao mesmo tempo,
os sistemas de negociação poderão afectar o modo como os ganhos obtidos
com a inovação de processos e produtos são distribuídos entre as empresas
© OCDE 2004 Análise ao Nível Industrial
63
e os trabalhadores. Os sistemas que favorecem a partilha de rendas de
inovação com os trabalhadores (por exemplo, aumentando o poder de
negociação do pessoal da empresa ou colando as negociações ao
desempenho empresarial) poderão inibir a actividade inovadora ao reduzir os
retornos de inovações esperados. Por outro lado, os sistemas que favorecem
a apropriação das rendas de inovação pelas empresas, através, por exemplo,
da coordenação dos processos de negociação individuais ao nível da indústria
e do país, e da concentração dos salários de trabalhadores qualificados,
poderão aumentar os incentivos à inovação [
1].
A
A
Inovação e I&D
1 Teulings, C. e J. Hartog (1998),
Corporatism or Competition? Labour
Contracts, Institutions and Wage Structures
in International Comparison, Cambridge
University Press.
O modo como a I&D afecta a produtividade em indústrias de alta tecnologia
parece depender da concentração da indústria. Os resultados das análises
da OCDE mostram que não existe nenhum efeito significativo da I&D na
produtividade em indústrias de alta tecnologia e baixa concentração, mas que
existe, isso sim, um forte efeito nas indústrias de grande concentração. As
indústrias de alta tecnologia e baixa concentração são muitas vezes
caracterizadas pela «destruição criativa», apresentando facilidade tecnológica
de entrada e um papel relevante das novas empresas na inovação. Os
retornos da I&D nestas indústrias podem ser de pouca duração, tendendo
a ser conduzidos pela necessidade de enveredar pela diferenciação do
produto para manter/adquirir quotas de mercado. Pelo contrário, as indústrias
de alta tecnologia, mas de grande concentração, são normalmente
caracterizadas pela «acumulação criativa», com prevalência de grandes
empresas já estabelecidas e presença de barreiras a novos inovadores. Os
retornos de I&D nestas indústrias têm, pois, tendência a ser maiores do
que os que existem nas indústrias de baixa concentração, conduzindo
possivelmente a uma liderança tecnológica duradoura.
O impacto das políticas e das instituições na actividade
de I&D
Os efeitos directos da acção das políticas e das instituições na PMF são
susceptíveis de se combinarem com os efeitos indirectos resultantes da sua
influência na actividade de I&D. Por exemplo, se a regulamentação do mercado
de produtos proteger as empresas da concorrência, então as empresas
poderão ter pouco estímulo para o desenvolvimento de novos processos e
produtos. Ou então a regulamentação do mercado de trabalho ou certos tipos
de relações industriais poderão não conduzir a mudanças das práticas de
trabalho ou de pessoal necessárias para que valha a pena implementar os
frutos da I&D. Há já, de facto, estudos, tanto teóricos como empíricos, que
corroboram a ideia de que algumas formas de regulamentação dos produtos
poderão afastar os incentivos à aposta na inovação. Por outro lado, alguns
estudos argumentam que os custos elevados com o ajustamento da força
de trabalho poderão, de facto, ter consequências importantes para a
rentabilidade da inovação. De seguida são apresentadas algumas evidências
recolhidas pela OCDE acerca desta matéria.
64
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
O trabalho da OCDE baseia-se na análise de regressão, que explora os
factores explicativos das diferenças entre países e indústrias relativamente
à intensidade da I&D (expressas sob a forma do rácio entre as despesas
das empresas com I&D e as vendas). Juntamente com um conjunto de
variáveis de controlo (tais como o capital humano), a análise mede o impacto
duma série de variáveis. Os indicadores da regulamentação do mercado
de produtos utilizados na análise incluem: medidas de controlo do Estado
e regulamentação administrativa (barreiras administrativas para novas
empresas, características do sistema de licenciamento e autorização, etc.),
indicadores de barreiras tarifárias e não tarifárias, e ainda um indicador de
protecção geral dos direitos de propriedade intelectual (DPI). A penetração
de importações é tomada como proxy das pressões concorrenciais que não
foram captadas pelos indicadores da regulamentação. Uma variável de
dimensão média das empresas capta o possível enviesamento da
intensidade de I&D entre as indústrias e os países, devido a diferentes
práticas contabilísticas entre grandes e pequenas empresas, tendo dado
provas de desempenhar um papel importante na literatura [
2].
A
2a Griliches, Z. (1990),
«Patent Statistics as Economic
Indicators: A Survey», Journal of
Economic Literature, vol. 28.
A
2b Geroski, P. A. (1991), Market
Dynamic and Entry, Basil Blackwell.
A
3 Cohen, W. e D. Levinthal
(1989), «Innovation and Learning:
The Two Faces of R&D», Economic
Journal, vol. 99.
Os resultados da regressão confirmam a associação positiva entre a
intensidade de I&D e a dimensão média das empresas em cada indústria,
aliás um resultado registado muitas vezes. Mais interessante ainda é o facto
de a actividade de I&D apresentar tendência para crescer com o grau de
exposição comercial, o que aponta talvez para a existência de spillovers de
conhecimento internacionais positivos. De facto, a exposição comercial
tende a aumentar a variedade de produtos nos mercados domésticos e
induz à imitação por parte dos produtores domésticos, o que requer, muitas
vezes, gastos em I&D [
3]. O grau de protecção dos DPI também parece
ter um efeito positivo e significativo na intensidade de I&D.
A
Quanto ao papel da regulamentação, os resultados apontam para um efeito
negativo das barreiras não tarifárias e do controlo do Estado na I&D. Em
oposição, as tarifas comerciais, assim como as barreiras ao espírito
empreendedor, estão positivamente associadas à intensidade de I&D. Este
resultado aparentemente contraditório pode, de facto, fazer sentido. As
restrições comerciais tendem a adicionar-se aos custos da concorrência
estrangeira sem alterarem os incentivos à inovação nas empresas
domésticas, mas também poderão, simultaneamente, restringir as
importações e os possíveis spillovers de conhecimento com que se
relacionam. Este último efeito tende a ser mais marcado para as barreiras
não tarifárias do que para as barreiras tarifárias, pois aquelas têm maior
impacto na difusão dos produtos e, eventualmente, na possibilidade de
imitação por parte das empresas domésticas. As associações positivas
entre as barreiras ao espírito empreendedor e a I&D poderão ficar a dever-se ao facto de estas barreiras, ao desencorajarem a entrada, poderem
contribuir para a obtenção de maiores retornos da inovação.
Os resultados da regressão mostram que a intensidade de I&D diminui com
a rigidez da LPE e aumenta com o grau de coordenação das relações
© OCDE 2004 Análise ao Nível Industrial
65
industriais. Os resultados iniciais sugeriam que ambas as variáveis actuavam
independentemente sobre a I&D. Contudo, o cenário real parece ser mais
complexo. Qualquer que seja o nível de LPE e de coordenação das relações
industriais, a sua combinação parece ter um efeito positivo na intensidade
de I&D em indústrias de alta tecnologia, e um efeito negativo em indústrias
de baixa tecnologia. A razão para este resultado é o facto de, nas indústrias
de baixa tecnologia, o campo de acção para a expansão ser, muitas vezes,
limitado, conduzindo frequentemente a inovação a uma diminuição da
dimensão e a uma reordenação da força de trabalho, o que poderá ser
desencorajado por legislação que impeça ajustes do factor trabalho. Por
outro lado, em indústrias de alta tecnologia, a coordenação tende a
compensar, em parte, a influência negativa da LPE, ao levar as empresas
a recorrerem com maior frequência a formação dentro da própria empresa.
66
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Enfoque nas TI
O contributo das TI ao nível industrial
O impacto das TI ao nível industrial é mais notório nos sectores
produtores e utilizadores de TI. O sector produtor de TI tem particular
interesse para vários países, uma vez que tem sido caracterizado por
taxas de crescimento da produtividade muito elevadas, dando um
Figura 3.3
contributo considerável para o desempenho global. A
apresenta o contributo da produção de TI para o crescimento da
produtividade durante os anos 90, distinguindo entre a primeira e a
segunda metades da década. Na maior parte dos países da OCDE, o
contributo da produção de TI para o crescimento global da produtividade
do trabalho aumentou durante os anos 90. Isto pode ser atribuído, em
parte, a um progresso tecnológico mais acelerado na produção de certos
bens de TI, tais como os semicondutores, o que contribuiu para uma
queda mais rápida dos preços e, por isso, para um maior crescimento
4]. No entanto, há uma enorme disparidade nos
em termos reais [
tipos de produtos de TI produzidos nos diferentes países da OCDE.
Alguns países só produzem equipamento periférico, que é caracterizado
por um progresso tecnológico muito mais lento e, consequentemente,
por variações muito menores dos preços.
a
A
4 Jorgenson, D. W.(2001),
«Information Technology and the
U.S. Economy», American
Economic Review, vol. 91, n.º 1.
A
A produção de TI foi aquela que mais contribuiu para o crescimento da
produtividade global na Finlândia, na Irlanda, no Japão, na Coreia, na
Suécia e nos Estados Unidos. Na Finlândia, na Irlanda e na Coreia, perto
de 1% do crescimento da produtividade global no período de 1995-2001
ficou a dever-se à produção de TI. O sector de serviços das TI
(telecomunicações e serviços informáticos) desempenha um papel
menos importante no crescimento da produtividade global, mas também
Figura 3.4]. Isto
tem sido caracterizado por um progresso rápido [
está, em parte, relacionado com a liberalização dos mercados das
telecomunicações e com a grande velocidade das mudanças
tecnológicas neste mercado.
a
O contributo deste sector para o crescimento da produtividade global
aumentou em vários países durante os anos 90, principalmente no
Canadá, na Finlândia, na França, na Alemanha e na Holanda. Uma parte
do crescimento verificado no fornecimento de serviços de TI deve-se à
emergência da indústria dos serviços informáticos, que tem acompanhado
a difusão das TI nos países da OCDE. O desenvolvimento destes serviços
tem sido importante na implementação das TI, visto que as empresas,
nestes sectores, oferecem serviços de aconselhamento e formação
fundamentais, auxiliando também a desenvolver software apropriado
para ser utilizado em combinação com o hardware de TI.
O sector das TI é, assim, um importante motor de aceleração do
crescimento da produtividade apenas num conjunto limitado de países
da OCDE, principalmente na Finlândia, na Irlanda, no Japão, na Coreia, na
© OCDE 2004 Análise ao Nível Industrial
67
Suécia e nos Estados Unidos. Isto deve-se ao facto de apenas alguns
países da OCDE serem especialistas nas áreas do sector das TI que são
caracterizadas por um progresso tecnológico muito rápido, como por
exemplo a produção de semicondutores. Na verdade, uma grande parte
da produção de hardware informático está altamente concentrada, devido
às suas grandes economias de escala e aos seus elevados custos de
entrada. Criar uma nova fábrica de semicondutores custava cerca de
100 milhões de dólares no início dos anos 80, mas em 1999 já custava
5]. E aquelas partes da produção de hardware
1200 milhões [
informático que podem estabelecer-se facilmente, tal como a montagem
de PC, terão, provavelmente, menos spinoffs de tecnologia do que a
produção de alta tecnologia de semicondutores. Por outras palavras, um
sector de hardware não pode ser estabelecido facilmente e apenas
alguns países terão as vantagens comparativas necessárias para terem
sucesso nesse empreendimento. Além disso, têm sido os países
importadores e os utilizadores a receber uma parte substancial dos
benefícios da produção de TI, porque beneficiam de efeitos de termos de
troca e de um aumento do excedente do consumidor.
A
A
5 United States Council of Economic
Advisers (2001), Economic Report of the
President, 2001, United States Government
Printing Office, Fevereiro.
A
6a McGucking, R. H. e K. J. Stiroh
(2001), «Do Computers Make Output Harder
to Measure?», Journal of Technology
Transfer, vol. 26.
Uma parte bem mais significativa da economia utiliza as TI no processo
produtivo. De facto, vários estudos têm distinguido um sector utilizador de
6]. Se
TI composto por indústrias que são suas utilizadoras intensivas [
examinarmos o desempenho destes sectores ao longo do tempo e o
compararmos com o dos sectores da economia que não utilizam TI, teremos
facilitada a tarefa de identificar o papel das TI no desempenho global. Um
método mais sistemático consistiria em examinar a relação que existe entre
o uso de TI e o desempenho da produtividade por indústria. Infelizmente, os
dados para se poder realizar semelhante estudo são ainda bastante limitados
Figura 3.5 mostra o contributo
ou existem apenas para alguns anos. A
dos serviços utilizadores de TI mais importantes (comércio grossista e
retalhista, finanças, seguros e serviços às empresas) para o crescimento da
produtividade global durante os anos 90.
A
6b Pilat, D., F. Lee e B. van Ark (2002),
«Production and Use of ICT: A Sectoral
Perspective on Productivity Growth in the
OECD Area», OECD Economic Studies,
n.º 35.
A
7a McKinsey (2001), US Productivity
Growth 1995-2000: Understanding the
Contribution of Information Technology
Relative to Other Factors, McKinsey Global
Institute, Outubro.
7b Triplett, J. E. e B. B. Bosworth (2002),
«“Baumol’s Disease” Has Been Cured: IT
and Multi-Factor Productivity in U.S.
Services Industries», documento preparado
para o Brookins Workshop on Services
Industry Productivity, Brookings Institution,
Setembro.
a
O gráfico sugere poucas melhorias no contributo dos serviços utilizadores
de TI na Finlândia, na Holanda, na Noruega e na Suécia e aumentos
substanciais na Austrália, no Canadá, no México, no Reino Unido e nos
Estados Unidos. Os Estados Unidos conheceram a melhoria mais
expressiva do crescimento da produtividade nos serviços utilizadores
de TI durante os anos 90, que se ficou a dever a um crescimento mais
rápido da produtividade no comércio grossista e retalhista e nos serviços
financeiros (títulos de crédito). Este resultado, para os Estados Unidos,
7].
é confirmado por muitos outros estudos [
A
Nalguns países, os serviços utilizadores de TI contribuíram
negativamente para o crescimento da produtividade global. Este foi o
caso particular da Suíça, na primeira metade dos anos 90, em resultado
do fraco crescimento verificado no sector bancário. Parte das culpas
poderão recair na deficiente medição da produtividade nos serviços
financeiros. A OCDE está actualmente a trabalhar com países-membros
68
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Figura
3.3
Contributo da produção de TI para o crescimento anual médio
da produtividade do trabalho
1990-1995*
1996-2001**
Pontos
percentuais
1,00
0,80
0,60
0,40
0,20
It
Es ália
pa
n
No ha
ru
eg
Mé a
xic
Ho o
Di land
na a
m
ar
c
Ca a
na
d
Á á
Re ust
in ria
o
Un
id
o
Su
íça
Bé
l
Al gica
em
an
ha
Es
F
ta
do ranç
sU a
ni
do
s
Ja
pã
Su o
éc
i
Irl a
a
Fi nda
nl
ân
di
Co a
re
ia
0
* 1991-95 para a Alemanha; 1992-95 para a França e a Itália; 1993-95 para a Coreia.
** 1996-98 para a Suécia; 1996-99 para a Coreia e a Espanha; 1996-2000 para a Bélgica, a França, a Alemanha,
a Irlanda, o Japão, o México, a Noruega e a Suíça.
Fonte: Pilat et al. (2002) e base de dados STAN da OCDE.
Figura
3.4
Contributo dos serviços produtores de TI para o crescimento
anual médio da produtividade do trabalho
1990-1995
Pontos
percentuais
1996-2001
1,00
0,80
0,60
0,40
0,20
Bé
lg
ica
Su
íç
Áu a
st
Es Es ria
ta pa
do nh
sU a
Di nido
na s
m
ar
Ho ca
lan
d
Mé a
xic
Fr o
an
ça
Ja
p
No ão
ru
eg
Ca a
na
d
Su á
éc
ia
Re Itá
in lia
o
Un
id
Irl o
an
Fi da
nl
ân
di
a
Co
Al rei
em a
an
ha
0
Nota: Ver a Figura 3.3 para o período abrangido.
Fonte: Pilat et al. (2002) e base de dados STAN da OCDE.
69
para desenvolver métodos capazes de captar o crescimento da
produtividade neste sector.
O maior crescimento da produtividade do trabalho nas indústrias
produtoras e utilizadoras de TI deve-se, em parte, a um maior uso de
capital. Há estimativas do crescimento da PMF que se ajustam às
variações no uso de capital e podem ajudar a mostrar se os sectores
utilizadores de TI têm, de facto, gerado mudanças tecnológicas não
incorporadas. A desagregação do crescimento da PMF global nos
contributos de cada sector poderá também ajudar a mostrar se as
variações no crescimento da PMF deverão ser atribuídas aos sectores
produtores de TI, aos sectores utilizadores de TI, ou a outros sectores.
Figura 3.6 apresenta o contributo de todas as actividades para o
A
crescimento da PMF global dos sete países para os quais as estimativas
do stock de capital ao nível industrial estão actualmente disponíveis na
base de dados STAN da OCDE.
a
Base de dados STAN
da OCDE
Esta base de dados inclui
os valores anuais relativos
a produção, trabalho,
investimento e comércio
internacional para os países
da OCDE desde 1970. Sendo
compatível com outras bases
de dados da OCDE, a STAN
baseia-se na International
Standard Industrial Classification
of all Economic Activities,
Revision 3 (SIC Rev. 3) e abrange
todas as actividades (incluindo
os serviços).
a
A
Figura 3.6 mostra que a produção de TI deu um importante
contributo para a aceleração do crescimento da produtividade na Finlândia.
Relativamente aos serviços utilizadores de TI, as estimativas da PMF
apontam para um crescimento dos contributos para a produtividade
agregada na Dinamarca e na Finlândia. Em vários outros países, o
crescimento da PMF nos serviços utilizadores de TI foi negativo durante
a década de 90.
A
A
8 Oliner, S. D. e D. E. Sichel (2002),
«Information Technology and Productivity:
Where Are We Now and Where Are We
Going?», Federal Reserve Bank of Atlanta
Economic Review, third quarter.
A
A
A base de dados STAN da OCDE não inclui ainda o stock de capital para
os Estados Unidos, o que significa que as estimativas da PMF para os
Estados Unidos não podem ser extraídas desta fonte. Contudo, vários
estudos fornecem estimativas dos contributos sectoriais para o
Tabela 3.1]. Os resultados apresentam
crescimento da PMF dos EUA [
8] não encontraram nenhum
variações consideráveis. Oliner e Sichel [
contributo de indústrias não produtoras de TI para o crescimento da PMF;
9] e Jorgenson, Ho e Stiroh [
10] encontraram um
Gordon [
contributo relativamente pequeno, enquanto Baily [
11] e o US Council
5] encontraram um contributo muito mais
of Economic Advisors [
substancial. As diferenças entre os vários estudos norte-americanos
ficaram a dever-se, em parte, às fontes de informação e à metodologia
utilizada, assim como ao timing dos vários estudos.
9 Gordon, R. J. (2002), «Technology
and American Performance in the American
Economy», NBER Working Papers, n.º 8771.
10 Jorgenson, D. W., M. S. Ho e K. J.
Stiroh (2002), «Projecting Productivity
Growth: Lessons from the US Growth
Resurgence», Federal Reserve Bank
of Atlanta Economic Review, third quarter.
A
11 Baily, M. N. (2002), «The New
Economy: Post Mortem or Second Wind»,
Journal of Economic Perspectives, vol. 16,
n.º 2, Primavera de 2002.
a A
A
a
Tabela 3.1
O problema com alguns dos estudos apresentados na
é que todos os sectores não produtores de TI estão agregados e o
contributo do sector não produtor de TI para o crescimento agregado
da PMF é calculado como sendo residual. Um exame mais detalhado
do crescimento da PMF nos Estados Unidos sugere que este resíduo
é, de facto, pequeno, mas normalmente composto por um contributo
positivo dado pelo comércio por grosso e a retalho e pelos serviços
financeiros para o crescimento da PMF, e um contributo negativo dado
por outros sectores dos serviços. Um estudo recente de Triplett e
7b] descobre uma recuperação relativamente acentuada
Bosworth [
A
70
AA
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Figura
3.5
Contributo dos serviços utilizadores de TI para o crescimento
anual médio da produtividade do trabalho
1990-1995
1996-20011
Pontos
percentuais Países onde o crescimento da produtividade
dos serviços utilizadores de TI aumentou
Es
ta Mé
do xic
sU o
ni
Au dos
Re strá
in lia
o
Un
id
Irl o
an
d
Su a
éc
Ca ia
na
No dá
ru
eg
a
Su
í
ç
Ho a
la
Fi nda
nl
ân
Es dia
pa
nh
Áu a
st
ria
Co
re
Bé ia
Di lgic
na a
m
ar
ca
Ja
Al pão
em
an
ha
Itá
lia
1,4
1,2
1,0
0,8
0,6
0,4
0,2
0
-0,2
-0,4
-0,6
Países onde o crescimento
da produtividade dos serviços
utilizadores de TI diminuiu
Nota: Ver a Figura 3.3 para o período abrangido. As estimativas para a Austrália são referentes a
1996-2001.
1. Ou o último ano disponível.
Fonte: Pilat et al. (2002) e base de dados STAN da OCDE.
Figura
3.6
Contributos de sectores-chave para o crescimento global
da PMF (1990-1995 e 1996-20011)
Contributos para as taxas de crescimento anual médio, em pontos percentuais
Pontos
percentuais
Indústrias produtoras de TI
Serviços utilizadores de TI
Outras actividades
4,0
3,0
2,0
1,0
0,0
-1,0
in
lâ
19 ndi
90 a
19 -199
96 5
-2
00
1
am
19 arc
90 a
19 199
96 5
-2
00
1
F
em
a
19 nh
90 a
19 -199
96 5
-2
00
Di
1
n
Ca
n
19 ad
90 á
19 -199
96 5
-2
00
Al
1
Fr
a
19 nça
90
19 -199
96 5
-2
00
1
I
19 tália
90
19 -199
96 5
-2
00
1
Ja
19 pão
90
19 -199
96 5
-2
00
1
-2,0
Nota: As estimativas baseiam-se em estimativas oficiais de stock de capital e das quotas do factor trabalho
específicas do sector (ajustadas aos rendimentos de trabalho independente). Não é feito nenhum ajuste para
serviços de capital.
1. Ou último ano disponível, i.e. 2000 para a Alemanha, a França e a Finlândia; 1999 para a Itália e 1998 para o Japão.
Fonte: Pilat et al. (2002) e base de dados STAN da OCDE.
71
do crescimento da PMF em certas áreas do sector dos serviços nos
EUA. Estes autores estimaram que o crescimento da PMF no comércio
por grosso terá acelerado de uma taxa anual de 1,1% para 2,4% entre
1987-1995 e 1995-2000. No comércio a retalho, o salto foi de 0,4%
ao ano para 3,0%, e nos títulos de crédito a aceleração foi de 2,9%
para 11,2%. Combinado com o peso relativamente grande destes
sectores na economia, isto traduz-se num contributo considerável
para um crescimento mais rápido da PMF global nestes serviços
utilizadores de TI.
A
Existe, assim, evidência de um forte crescimento da PMF, nos Estados
Unidos, nos serviços utilizadores de TI. Estudos mais detalhados sugerem
o modo como estas alterações na produtividade, devidas ao uso de TI
nos Estados Unidos, poderão ser interpretadas. Em primeiro lugar, uma
parte considerável da recuperação do crescimento da produtividade pode
ser atribuída ao comércio a retalho, onde empresas como a Walmart
fizeram uso de práticas inovadoras, tais como a utilização apropriada de
TI, para ganharem quotas de mercado aos seus concorrentes. A maior
quota de mercado da Walmart e de outras empresas produtivas aumentou
a produtividade média e forçou também os concorrentes da Walmart a
melhorarem os seus próprios desempenhos. Entre os outros serviços
utilizadores de TI, os títulos de crédito foram responsáveis por uma grande
parte da recuperação no crescimento da produtividade nos anos 90.
O seu forte desempenho foi atribuído a uma combinação de mercados
financeiros animados (i. e. grande volume de negociação) com uma
utilização eficaz de TI (principalmente com a automatização dos processos
7a].
de negociação) e uma concorrência mais forte [
12 OECD (2001),
The New Economy: Beyond the Hype.
A
Estes impactos das TI na PMF devem-se, portanto, principalmente ao
uso eficiente do factor trabalho e do capital ligado ao uso das TI no
processo produtivo, e não necessariamente aos efeitos de rede, nos
quais o uso das TI por uma empresa produz externalidades positivas para
a totalidade da economia.
Contudo, os efeitos de spillover também poderão ter influência, uma
vez que o investimento em TI começou mais cedo e foi mais intenso
nos Estados Unidos do que na maior parte dos países da OCDE. Além
disso, trabalhos anteriores da OCDE demonstraram que a economia dos
EUA poderá ser capaz de obter maiores benefícios do uso das TI por ter
estabelecido as respectivas bases muito antes de a maioria dos países
12]. De facto, os Estados Unidos podem ter sido os
da OCDE [
primeiros a beneficiar do investimento nas TI, à frente de outros países
da OCDE, por já possuírem altos níveis de concorrência nos anos 80,
que reforçaram através de reformas da regulamentação operadas nos
anos 80 e 90. Por exemplo, a extensa liberalização, que cedo foi
estabelecida no sector das telecomunicações, deu um impulso à
concorrência em segmentos dinâmicos do mercado de TI. A combinação
de políticas macroeconómicas saudáveis, bom funcionamento de
instituições e mercados, e um ambiente económico competitivo poderão,
A
72
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Tabela
3.1
Valores da aceleração do crescimento da produtividade nos EUA
(sector empresarial não rural)
Oliner-Sichel
Gordon (2002),
US Council of
Jorgenson,
(2002), 1974-1990
1972-1995
Economic
Ho e Stiroh
versus
versus
Advisors
(2002)
1996-2001
1995-2000
(2001)
Produto por hora
0,89
1,44
1,39
0,92
Ciclo
n.d.
0,40
n.d.
n.d.
Tendência
0,89
1,04
1,39
0,92
0,40
0,37
0,44
0,52
0,56
0,60
0,59
0,44
-0,17
-0,23
-0,15
0,08
Qualidade do trabalho
0,03
0,01
0,04
-0,06
Crescimento da PMF
0,46
0,52
0,91
0,47
0,47
0,30
0,18
0,27
-0,01
0,22
0,72
0,20
Contributos de:
Serviços de capital
Capital TI
Outro capital
Sector informático
Outra PMF
Fonte: Gordon (2002); Jorgenson, Ho e Stiroh (2002); Oliber e Sichel (2002) actualizado com base nas estimativas de: Dan Sichel;
“Council of Economic Advisors” (2001) conforme com actualização em Baily (2002).
73
A
assim, estar na origem do sucesso norte-americano. Um estudo
13] confirma estes resultados e
recente de Gust e Marquez [
atribui o investimento relativamente baixo praticado pelos países
europeus, em parte, às regulamentações restritivas do trabalho e
do mercado de produtos, que têm impedido as empresas de
arrecadarem os retornos suficientes dos seus investimentos.
Os Estados Unidos não são o único país onde o uso das TI já pode
ter tido impacto no crescimento da PMF. Estudos relativos à
14] sugerem que uma série de reformas estruturais
Austrália [
tem sido importante na condução da forte adopção de TI pelas
empresas, tendo ainda permitido que esses investimentos fossem
utilizados de forma a poderem gerar ganhos de produtividade. Isto
é particularmente evidente no comércio por grosso e a retalho e
na intermediação financeira, onde se deu a maior parte dos ganhos
da produtividade australiana na segunda metade dos anos 90.
A
A
13 Gust, C. e J. Marquez (2002),
«International Comparisons of Productivity
Growth: The Role of Information Technology
and Regulatory Practices», International
Finance Discussion Papers, n,º 727, Federal
Reserve Board, Maio.
A
14a Parham, D., P. Roberts e H.
Sun (2001), «Information Technology
and Australia’s Productivity Surge»,
Staff Research Paper, Productivity
Commission, AusInfo.
14b Simon, J. e S. Wardrop (2002),
«Australian Use of Information Technology
and Its Contribution to Growth», Research
Discussion Paper RDP2002-02, Reserve
Bank of Australia, Janeiro.
74
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Análise ao Nível Industrial
Conclusões-chave
• Enquadramentos de regulamentação rígida do
mercado de produtos e legislação laboral pouco
flexível têm um efeito negativo na produtividade
ao nível industrial. Contudo, estas influências
políticas dependem de um conjunto de factores.
• O impacto das regulamentações e instituições no
desempenho varia, dependendo do mercado e das
condições tecnológicas da indústria. O peso das
regulamentações rígidas do mercado de produtos
na produtividade parece ser maior quanto maior
for o desfasamento tecnológico em relação à
indústria/ao país-líder: uma regulamentação
rígida dificulta a adopção de tecnologias
existentes, possivelmente porque reduz as
pressões concorrenciais ou as transferências
internacionais de tecnologia. Além disso, as
regulamentações rígidas do mercado de produtos
também exercem um impacto negativo no próprio
processo de inovação.
• A relação entre a legislação de protecção do
trabalho e a produtividade é também complexa.
Há evidência que sugere que elevados custos de
contratação e despedimento enfraquecem o
desempenho da produtividade, especialmente
quando não são compensados por uma maior
coordenação dos quadros salariais e/ou formação
interna, conduzindo, desse modo, a ajustes
subóptimos da força de trabalho às mudanças
tecnológicas e à inovação.
• Há uma variação considerável no efeito da
actividade de I&D na produtividade, que depende
das estruturas do mercado e dos regimes
tecnológicos.
• O crescimento do contributo da produção de TI
para a produtividade do trabalho, durante os anos
90, contribuiu para uma rápida queda dos preços
e um maior crescimento.
75
Capítulo
4
Questões-chave
• Quais são os factores que afectam a produtividade ao
nível da indústria e de que modo se relacionam com a
produtividade multifactorial (PMF)?
• De que modo os quadros institucionais e as políticas
do mercado de trabalho afectam o crescimento?
• Existe alguma correlação entre a regulamentação
do mercado de trabalho e a produtividade?
Capítulo
4
Análise ao Nível
Empresarial
Os cenários da dinâmica, da produtividade
e da política
Este capítulo dá um passo em frente na análise dos microfactores
determinantes do crescimento económico, focando o contributo
dado pela redistribuição de recursos dentro de indústrias bem
definidas, em resultado da expansão de empresas mais
produtivas, da entrada de novas empresas e da saída de
outras obsoletas.
Avalia-se aqui o contributo da dinâmica das empresas para o
crescimento da produtividade ao nível industrial. Trata-se da
primeira tentativa feita, ao nível da literatura dedicada à
microeconomia, para estudar o papel da dinâmica empresarial
num conjunto relativamente vasto de países e – o que é mais
importante – com base em dados harmonizados.
Capítulo
4
Análise ao Nível Empresarial
Os cenários da dinâmica, da produtividade e da política
Crescimento empresarial
O capítulo anterior mostrou que os ganhos de produtividade globais
resultam, predominantemente, de um efeito intra-industrial. O próximo
passo natural é, portanto, olhar para o interior de diferentes indústrias para
perceber de que modo a redistribuição de recursos entre empresas
estabelecidas, assim como entre empresas que entram ou saem de uma
indústria, influenciam o crescimento da produtividade. Este processo de
«destruição criativa», por meio do qual as novas empresas tomam o lugar
de empresas obsoletas, poderá ser especialmente importante no actual
período de difusão de uma nova tecnologia, como é o caso das TI.
Destruição criativa
A denominação «destruição
criativa» aplicada ao
comportamento empresarial
(que costuma ser atribuída a
Joseph Schumpeter) há muito
que tem sido reconhecida
como sendo um elemento de
potencial importância para se
perceber o crescimento
económico. O elemento que
distingue a teoria de
Schumpeter das teorias-padrão de comportamento
empresarial tem que ver com
o facto de esta reconhecer a
heterogeneidade dos
produtores e o facto de a
mudança contínua na
composição da população
empresarial através de
entradas, saídas, expansões
e contracções pode ser
importante no
desenvolvimento e na criação
de novos processos, produtos
e mercados.
Questões metodológicas
A análise oferece uma comparação consistente, a nível internacional, da
dinâmica das empresas e do seu contributo para a produtividade global,
utilizando, para o efeito, um conjunto de dados de empresas especialmente
construído para 10 países da OCDE (Estados Unidos, Alemanha, França,
Itália, Reino Unido, Canadá, Dinamarca, Finlândia, Holanda e Portugal).
Estes dados harmonizados são utilizados mais adiante para avaliar o papel
da entrada, da saída e da redistribuição, entre as empresas instaladas, no
crescimento da produtividade total. Apesar dos esforços encetados para
minimizar inconsistências a diferentes níveis (ex. divisão sectorial, horizonte
temporal, definição de entrada e de saída, etc.), algumas diferenças que
permaneceram devem ser tomadas em consideração na interpretação
dos resultados.
Pode-se considerar que a média de crescimento da produtividade numa
indústria resulta da combinação de:
• ganhos de produtividade nas empresas instaladas;
• aumento da quota de mercado de empresas altamente
produtivas;
• entrada de novas empresas que tomam o lugar de empresas
menos produtivas.
O crescimento da produtividade nas empresas depende de alterações
introduzidas na eficiência e na intensidade com que os factores produtivos
são utilizados na produção. Esta fonte de crescimento da produtividade
agregada está, portanto, associada ao processo de progresso tecnológico.
As variações das quotas de mercado entre empresas mais produtivas e
empresas menos produtivas também afectam as tendências da
produtividade agregada, tal como a redistribuição de recursos entre as
empresas que entram e aquelas que saem. Importa sublinhar que esta
simples taxinomia omite interacções importantes. A entrada de empresas
78
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
altamente produtivas num determinado mercado pode estimular o
investimento num incremento da produtividade por parte das empresas
estabelecidas, que tentam manter as suas quotas de mercado. Para além
disso, é provável que as empresas que registam um crescimento da
produtividade mais alto do que a média ganhem quotas de mercado, se
esta melhoria resultar de uma expansão bem sucedida, perdendo quotas
de mercado se essa melhoria tiver sido conduzida por um processo de
reestruturação associado a uma diminuição da dimensão.
Há várias maneiras de decompor a produtividade agregada numa
componente intra-empresarial e em diferentes componentes devido
à redistribuição de recursos entre empresas. As decomposições
apresentadas adiante baseiam-se na abordagem desenvolvida por
Griliches e Regev [
1], que é aplicada tanto ao factor trabalho como
à produtividade multifactorial (PMF) e se baseia em janelas sucessivas
de cinco anos para todos os períodos e indústrias relativamente aos
quais haja dados disponíveis.
A
1 Griliches, Z. e H. Regev (1995),
«Firm Productivity in Israeli Industry,
1970-1988», Journal of Econometrics,
vol. 65.
A
a
Crescimento da produtividade do trabalho
A
Figura 4.1 apresenta a decomposição do crescimento da
produtividade do trabalho nos sectores da transformação para dois
intervalos de cinco anos, 1987-1992 e 1992-1997. Esta figura sugere que
a produtividade de cada empresa foi responsável pelo grosso do
crescimento da produtividade global do trabalho. O impacto da
redistribuição do produto entre as empresas instaladas (o efeito
interempresas) na produtividade varia consideravelmente entre países e
ao longo do tempo, mas é geralmente pequeno. Por fim, a contribuição
líquida da entrada e da saída de empresas (entrada líquida) para o
crescimento da produtividade global do trabalho é positiva na maior parte
dos países (com excepção da Alemanha Ocidental durante os anos 90),
sendo responsável por cerca de 20% a 40% do crescimento total da
produtividade.
A entrada de novas empresas tem efeitos variáveis no crescimento da
produtividade global. No seu conjunto, os dados dos países europeus
mostram que as novas empresas costumam contribuir positivamente para
o crescimento da produtividade global [
Tabela 4.1], apesar de o efeito
ser, geralmente, reduzido. Em oposição, na maior parte das indústrias nos
Estados Unidos, o contributo das entradas é negativo. Um forte contributo para
o crescimento da produtividade nos Estados Unidos vem, isso sim, da saída
de empresas de baixa produtividade. Esta conclusão está em consonância
com outras evidências apresentadas adiante, indicando um processo de
entrada (e saída) de empresas de natureza, de certa forma, diferente nos
Estados Unidos, em comparação com a maioria dos outros países.
a
Apesar de as forças que orientam o crescimento da produtividade agregada
do trabalho divergirem de país para país, é possível identificar alguns
© OCDE 2004 Análise ao Nível Empresarial
79
Figura
4.1
Componentes do crescimento da produtividade do trabalho
no sector das transformadoras
Percentagem de cada componente no crecimento anual da produtividade total1
Contributos de:
Redistribuição do produto
entre empresas instaladas
Saída de empresas
Crescimento da produtividade dentro das empresas
Entrada de empresas
Percentagem
(2,3) (4,1)
(5,3) (4,7)
(2,5) (3,1)
n
19 ido
87 s
-1
19 992
92
-1
99
7
rt
lan
19 uga
87 l
19 1992
Re 92in 199
o
Un 7
19 ido
87
Es 19 1992
ta
92
do -1
s U 997
(3,9) (4,3)
19 da
87
-1
19 992
92
Po 1997
-1
9
Oc anh
id a
e
19 nta
92 l
r
Fi
nl
â
19 ndi
87 a
a
19 nça
87
Al -199
em 2
(2,1)
Itá 97
19 lia
(2,3)
19 199
89 2
-1
9
F 94
(5,0) (5,2)
87
-1
19 992
92
-1
9
Ho 97
(1,6) (3,0)
155
115
75
35
-5
-45
Nota: Os valores entre parêntesis dizem respeito a taxas de crescimento da produtividade global (variação percentual anual).
1. Os componentes poderão não totalizar 100 devido a arredondamento.
Figura
4.3
Componentes do crescimento da produtividade multifactorial
no sector das transformadoras
Percentagem de cada componente no crecimento anual da produtividade total1
Contributos de:
Percentagem
120
100
80
60
40
20
0
-20
Crescimento da produtividade dentro das empresas
Redistribuição do produto
entre empresas instaladas
Entrada de empresas
Saída de empresas
(1,6)
(1,9)
219
97
Es
ta
do
sU
ni
d
19 os
9
Un
19 ido
87
-1
99
2
(1,8)
Re
in
o
819
93
(5,3)
19
92
-1
99
7
719
92
It
19 ália
8
Fr
a
19 nça
87
-1
99
2
(4,9)
Ho
lan
19 da
8
(0,9)
(2,8)
19
89
-1
99
4
Fi
nl
ân
19 dia
8
719
92
(2,4)
Nota: Valores entre parêntesis são taxas de crescimento da produtividade global (variação percentual anual)
1. Os componentes poderão não chegar aos 100 devido a arredondamento.
80
Figura
4.2
Componentes do crescimento da produtividade do trabalho
em determinados sectores de serviços
Percentagem de cada componente no crecimento anual da produtividade total1
Contributos de:
Redistribuição do produto
entre empresas instaladas
Saída de empresas
Crescimento da produtividade dentro das empresas
Entrada de empresas
Percentagem Transporte e armazenagem
160
(2,6)
(3,9)
120
(3,9)
(2,7)
(5,4)
(3,2)
(6,7)
80
40
0
7
19
92
-1
19
99
92
Po
rt
19 uga
87 l
-
7
99
-1
92
19
I
19 táli
85 a
-1
99
0
97
19
2-
-1
19
93
-1
Percentagem
Al
em
Oc anh
id a
e
19 nta
9 l
8
99
3
99
Fi
nl
â
19 ndi
88 a
2
-40
Comunicações
(6,7)
100
(11,7)
(4,7)
(10,9)
(11,2)
80
60
40
20
Percentagem
7
19
92
-1
99
92
It
19
Po
rt
19 uga
87 l
-
19 ália
87
-1
99
2
8
19
93
-1
99
3
-1
99
Fi
nl
â
19 ndi
88 a
0
Comércio por grosso e a retalho; restaurantes e hotéis
(1,2)
(1,5)
160
120
80
40
0
-40
-80
(1,1)
(-2,3)
(4,9)
7
92
-1
99
2
19
-1
99
Po
rt
19 uga
87 l
7
99
-1
92
19
I
19 táli
87 a
-1
99
2
8
93
-1
99
3
19
-1
99
Fi
nl
â
19 ndi
88 a
3
(2,9)
Nota: Os valores entre parêntesis dizem respeito a taxas de crescimento da produtividade global
(variação percentual anual).
1. Os componentes poderão não totalizar 100 devido a arredondamento.
2. Transporte, armazenagem e comunicações.
3. Comércio por grosso e a retalho.
81
A
padrões comuns [
2]. Em particular, nas indústrias mais directamente
relacionadas com as TI, a componente de entrada fornece um contributo
mais forte do que a média para o crescimento da produtividade do trabalho.
Este é, particularmente, o caso dos Estados Unidos, onde o contributo
das empresas que entram nos sectores das TI para o crescimento da
produtividade do trabalho é fortemente positivo, em contraste com o efeito
negativo observado na maior parte das outras indústrias transformadoras.
Este resultado sugere que as novas empresas desempenham um papel
importante numa área que é caracterizada por uma enorme vaga de
mudanças tecnológicas. O oposto parece acontecer no caso das indústrias
mais maduras, onde se verifica um contributo mais significativo tanto do
crescimento das empresas como da saída de empresas (presumivelmente)
ineficientes.
A
2 Scarpetta, S., P. Hemmings,
T. Tressel e J. Woo (2002), «The Role
of Policy and Institutions for Productivity
and Firms Dynamics: Evidence from Micro
and Industry Data», OECD Economics
Department Working Papers, n.º 329.
A decomposição do crescimento da produtividade do trabalho no sector
dos serviços apresenta, sem dúvida, resultados mais variados do que os
que foram apresentados para a indústria transformadora, devido às
dificuldades sentidas para medir adequadamente o produto nesta área da
economia. No entanto, nalguns sectores mais abrangentes, transportes
e armazenagem, comunicações e comércio por grosso e a retalho,
os resultados surgem na mesma linha qualitativa daqueles que
foram apresentados para a indústria transformadora [
Figura 4.2].
A componente intra-empresarial é geralmente maior do que a que está
relacionada com as entradas líquidas e com a redistribuição entre as
empresas instaladas, apesar de nos transportes e na armazenagem, assim
como nas comunicações, as empresas que entram parecerem, na
generalidade, apresentar um nível de produtividade acima da média,
aumentando assim o crescimento global agregado.
a
a
Produtividade multifactorial
A
Figura 4.3 apresenta a decomposição do crescimento da PMF dos
sectores de transformação de seis países. Deve-se sublinhar, desde logo,
que as estimativas da PMF não são tão consistentes quanto as relativas
à produtividade do trabalho, devido à dificuldade que existe em medir o
stock de capital ao nível das empresas. Tendo este alerta em mente, a
decomposição do crescimento da PMF sugere um cenário um tanto ou
quanto diferente daquele que é apresentado para a produtividade do
trabalho. Assim, apesar de conduzir ainda as flutuações globais, a
componente intra-empresarial dá um contributo comparativamente menor
para o crescimento total da PMF. Ao mesmo tempo, a redistribuição de
recursos entre empresas estabelecidas (i. e., o efeito interempresarial)
desempenha um papel de certa forma mais influente. Mais importante
ainda é o facto de um forte contributo para o crescimento da PMF estar
geralmente associado ao número líquido de entradas. Na verdade, a
(limitada) informação disponível sugere que a entrada de novas empresas
altamente produtivas, teve, no passado recente, um impacto marcante
nas tendências agregadas.
82
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Tabela
4.1
Análise de componentes da produtividade entre indústrias
Painel A. Percentagem dos contributos positivos para o crescimento
da produtividade do trabalho entre indústrias de transformação1
Número total de
observações
Contributo
das entradas
(%)
Contributo
das saídas
(%)
Componente
interempresarial
(%)
Finlândia
420
57
93
62
França
126
47
81
40
Itália
348
84
89
85
Holanda
344
76
77
51
Portugal
211
63
91
49
Reino Unido
392
62
92
45
Estados Unidos
58
10
98
31
Painel B. Percentabem dos contributos positivos para o crescimento da produtividade do trabalho
entre serviços empresariais1
Número total de
observações
Contributo
das entradas
(%)
Contributo
das saídas
(%)
Componente
interempresarial
(%)
Finlândia
24
50
79
46
Alemanha Ocidental
18
56
71
50
Itália
227
30
54
29
Portugal
191
39
66
43
Nota: Estes cálculos são baseados em todos os dados disponíveis para a indústria
transformadora e para o sector dos serviços empresariais. Os períodos de tempo
considerados variam consideravelmente entre países.
1. Número de casos em que os diferentes componentes deram um contributo positivo
para o crescimento da produtividade do trabalho (em percentagem do número total
de casos).
83
Combinando a informação acerca do factor trabalho e as decomposições
da PMF, é possível lançar a hipótese experimental de que as empresas
estabelecidas foram capazes de aumentar a produtividade do trabalho
principalmente através da substituição de trabalho pelo factor capital
(intensificação do capital), ou simplesmente através da sua saída do
mercado, mas não necessariamente por meio de uma melhoria acentuada
da eficiência global dos processos produtivos. Pelo contrário, as novas
empresas entraram no mercado com a combinação «adequada» de
factores produtivos e novas tecnologias, o que conduziu a um crescimento
mais rápido da PMF.
Decomposição da produtividade
A decomposição da produtividade referida anteriormente é um mero
exercício contabilístico, que não considera possíveis interacções entre os
seus diferentes componentes. A este respeito, poder-se-á inferir algumas
conclusões acerca da variação da produtividade do trabalho em cada um
dos componentes da produtividade:
• Há uma correlação positiva entre a taxa de entradas numa
determinada indústria e os níveis médios de produtividade
do trabalho, o que quer dizer que às indústrias altamente
produtivas estão associadas taxas de entrada relativamente
elevadas. Isto poderá significar que as novas empresas
pressionam, em termos concorrenciais, as empresas
estabelecidas, ou que as indústrias altamente produtivas
atraem mais empresas novas.
• Dentro de cada país, as indústrias de alta produtividade
tendem a apresentar uma maior dispersão dos níveis de
produtividade do que outras indústrias. Ou seja, apesar de a
maior parte das indústrias, independentemente do seu nível
de produtividade agregada, ter um conjunto de empresas
com uma produtividade relativamente baixa, a elevada
produtividade global de algumas indústrias deve-se,
principalmente, à presença de empresas com desempenhos
«excepcionais».
Entrada e saída de empresas
Visto que a entrada e a saída de empresas contribuem significativamente
para o crescimento da produtividade agregada, será interessante ver, aos
níveis dos países e dos sectores, a frequência com que são criadas novas
empresas e a frequência com que unidades instaladas encerram as portas.
De facto, há um grande número de empresas que, todos os anos, entram
e saem na maior parte dos mercados [Painel A da
Figura 4.4]. Os
dados que cobrem a primeira parte dos anos 90 mostram que as taxas
de turnover das empresas (taxas de entrada mais taxas de saída) se situam
à volta dos 20% do sector empresarial, na maior parte dos países [Painel B
a
84
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
a
da
Figura 4.4]: i. e., um quinto das empresas ou são relativamente
recentes, ou irão fechar dentro de um ano.
A dimensão da indústria também torna possível comparar as taxas de
entrada e de saída e caracterizar o turnover. Se as entradas fossem
conduzidas por lucros relativamente altos numa determinada indústria e
as saídas ocorressem principalmente em sectores com lucros
relativamente baixos, haveria uma correlação cross-sectional negativa
entre as taxas de entrada e as taxas de saída. Contudo, confirmando
evidências anteriores, as taxas de entrada e de saída mantêm uma
correlação geralmente forte nas várias indústrias dos países da OCDE
(o que se torna particularmente evidente quando as taxas são ponderadas
pelo emprego). Esta descoberta sugere um processo de «destruição
criativa» por meio do qual há novas empresas que tomam continuamente
o lugar de empresas obsoletas.
A variabilidade das taxas de turnover para a mesma indústria entre países
é comparável, em grandeza, à que se regista entre as indústrias de cada
país. Por outras palavras, a variabilidade do turnover observada entre países
pode ser explicada tanto por efeitos específicos duma indústria como dum
país. Em termos globais, os dados sugerem uma taxa de «movimentação
das empresas» semelhante na Europa e nos Estados Unidos: à excepção
da Alemanha e da Itália, todos os países apresentam taxas de entrada
mais altas do que os Estados Unidos, mas as diferenças são pequenas e
seriam, de facto, ainda menores se as diferentes dimensões das empresas
entre os países fossem tidas em consideração.
Quanto aos factores específicos da indústria, foi descoberto (embora não
se possa aplicá-lo a todos os países) que as taxas de turnover são um
pouco mais altas no sector dos serviços do que no da transformação
[Painel B da
Figura 4.4]. A um nível mais pormenorizado, depois de
incluídos os efeitos do país e os efeitos da dimensão, as indústrias
transformadoras de alta tecnologia e algumas indústrias de serviços
empresariais, em particular as relacionadas com as TI, beneficiam de taxas
de entrada mais altas do que a média [
Figura 4.5].
a
a
Alguns estudos têm argumentado que a variação nas taxas de entrada
das empresas entre indústrias tem, em parte, que ver com diferenças
nos ciclos dos produtos. Algumas evidências sugerem que, após a
introdução comercial de um novo produto, há uma fase inicial de rápida
entrada de empresas, seguida de uma estabilização e uma diminuição do
seu número. Por exemplo, a observação de «vagas» de entrada em
diferentes momentos entre indústrias poderá reflectir fases iniciais do
ciclo dum produto. Neste contexto, as elevadas taxas de entrada
observadas nas indústrias relacionadas com as TI poderão estar a mostrar
que os produtos de TI estão ainda numa fase relativamente inicial dos
seus ciclos. Esta perspectiva é suportada indirectamente pelo facto de
a correlação entre as várias fileiras de indústrias (ordenadas de acordo
© OCDE 2004 Análise ao Nível Empresarial
85
Figura
4.4
Taxas de turnover empresariais elevadas nos países da OCDE
Taxas de entrada e de saída1 (média anual, 1989-1994)
2
Painel A. Taxas de entrada e de saída em todo o sector empresarial
Taxas de entrada
Taxas de saída
Percentagem
16
12
8
4
Painel B. Turnover global das empresas em sectores gerais
Po
rtu
ga
l
Es
ta
do
sU
ni
do
s
Fr
an
ça
Ca
na
dá
Ho
lan
da
Al
em
Oc an
id ha
en
ta
l
Fi
nl
ân
di
a
Di
na
m
ar
ca
Itá
lia
0
Sector empresarial2
Sector da transformação
Sector dos serviços empresariais
Percentagem
24
20
16
12
8
4
Es
ta
do
sU
ni
do
s
Re
in
o
Un
id
o
Ca
na
dá
Po
rtu
ga
l
Di
na
m
ar
ca
Fr
an
ça
Fi
nl
ân
di
a
lia
Itá
Al
em
Oc an
id ha
en
ta
l
Ho
lan
da
0
1. A taxa de entrada é o rácio entre as novas empresas e o total da população. A taxa de saída é o rácio entre
empresas em saída e a população de origem. As taxas de turnover são a soma das taxas de entrada e de saída.
2. Total da economia excepto agricultura e serviços colectivos.
86
Figura
4.5
Diferenças nas taxas de entrada entre indústrias
Estimativa das taxas de entrada por indústria1 relativas ao total do sector empresarial
Indústria transformadora
Alta tecnologia
Produtos farmacêuticos **
Máquinas de escritório e equipamento para tratamento de informação ***
Equipamentos e aparelhos de rádio, televisão e comunicação ***
Veículos aeronáuticos e espaciais **
Tecnologia média-alta
Produtos químicos excepto produtos farmacêuticos
Máquinas e equipamento n.e.2
Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.
Instrumentos médico-cirúrgicos de precisão e óptica
Veículos automóveis, reboques e semi-reboques
Equipamento de transporte e para caminhos-de-ferro n.e. **
Tecnologia média-baixa
Coque, produtos petrolíferos refinados e combustível nuclear
Artigos de borracha e de matérias plásticas
Outros produtos minerais não metálicos
Metalúrgicas básicas *
Produtos metálicos excepto máquinas e equipamento
Construção e reparação naval ***
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
Baixa tecnologia
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Indústrias têxteis, artigos têxteis e calçado ***
Madeira, artigos em madeira e cortiça **
Pasta de papel, artigos de papel, impressão e edição
Serviços
Comércio por grosso e a retalho; reparações
Hotéis e restaurantes ***
Transporte e armazenagem
Correios e telecomunicações ***
Intermediação financeira excepto seguros e fundos de pensões **
Seguros, fundos de pensões e de outras actividades complementares
de segurança social ***
Actividades auxiliares de intermediação financeira ***
Actividades imobiliárias ***
Aluguer de máquinas e de equipamentos ***
Actividades informáticas e conexas ***
Investigação e desenvolvimento ***
Outras actividades empresariais ***
-1
0
1
2
3
4
5
6
Percentagem
* indica significância ao nível de 1%, ** a 5% e *** de 10%.
1. Os valores apresentados são os efeitos fixos da indústria numa equação de entrada que inclui os efeitos fixos
para o país, a dimensão e o tempo.
2. n.e.: não especificado.
87
com a sua taxa de turnover), em diferentes momentos, não ser muito
elevada e tender a diminuir à medida que as observações anuais se vão
afastando [
Tabela 4.2]. Daí que as indústrias com elevadas taxas de
entrada num determinado momento não se encontrem necessariamente
no topo da lista de indústrias com mais entradas 10 ou até mesmo cinco
anos mais tarde. Este resultado pode ser entendido como uma sugestão
de que as forças competitivas em cada mercado se alteram
significativamente ao longo do tempo, devido à maturação do mercado
no qual as empresas operam.
a
Sobrevivência empresarial
A elevada correlação entre entradas e saídas nas indústrias pode resultar
do afastamento de velhas unidades obsoletas por novas empresas, assim
como das altas taxas de insucesso entre empresas recentes nos seus
primeiros anos de vida. Uma observação das taxas de sobrevivência,
i. e. da probabilidade de novas empresas sobreviverem para além de
uma certa idade [
Figura 4.6], poderá ajudar a avaliar a situação.
A probabilidade de sobrevivência dos grupos de empresas que entraram
no seu respectivo mercado no final dos anos 80 entrou em queda
acelerada nas fases iniciais da sua vida: apenas cerca de 60% a 70% das
empresas que entraram no mercado sobreviveram após os primeiros
dois anos. Ao ultrapassarem os primeiros anos, as perspectivas das
empresas melhoram no período subsequente: aquelas que permanecem
em actividade após os primeiros dois anos, têm 50% a 80% de
probabilidades de sobreviverem mais cinco anos. No entanto, em média,
apenas 40% a 50% das empresas que entram num determinado ano
sobrevivem para além do sétimo ano seguinte.
a
Tal como acontece no caso do turnover das empresas, as diferenças
verificadas no conjunto das indústrias entre países poderiam, em parte,
encobrir a comparação internacional das taxas de sobrevivência. Depois de
incluída a composição sectorial, as taxas de sobrevivência, num horizonte
de quatro anos, parecem ser mais baixas nos Estados Unidos, e mais
ainda no Reino Unido, do que nos países continentais. É importante notar
que uma baixa taxa de sobrevivência não é necessariamente um motivo
de preocupação. A entrada de novas empresas poderá ser vista como um
processo de experimentação e é natural, nesse processo, que a taxa de
insucesso seja alta. Mais ainda o será se novas entradas levarem as
empresas estabelecidas a aumentar as suas eficiência e rentabilidade,
como parece ser o caso nos Estados Unidos.
A grande diferença no comportamento pós-entrada das empresas nos
Estados Unidos, quando comparado com o dos países europeus, reside,
em parte, num maior desfasamento entre a dimensão à entrada e a
dimensão média das empresas estabelecidas, i. e. há um maior campo
de acção para a expansão de novos projectos de risco nos mercados
88
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Tabela
4.2
As diferenças nas taxas de entrada entre indústrias
não se mantêm ao longo do tempo.
Correlação ordinal das taxas de entrada por indústria entre anos diferentes1
Intervalo
Com base nas taxas
de entrada
Com base nas taxas
de entrada ponderadas
pelo emprego
Estados Unidos
1990-1995
0,86
0,79
Alemanha Ocidental
1990-1998
0,94
0,60
1993-1998
0,88
0,26
França
1991-1995
0,59
0,59
Itália
1988-1993
0,73
0,58
Dinamarca
1984-1994
0,82
0,56
1989-1994
0,77
0,02
1990-1997
0,27
-0,02
1993-1997
0,20
-0,02
Holanda
1994-1997
0,59
0,31
Portugal
1985-1994
0,55
0,36
1989-1994
0,75
0,30
Finlândia
1. Correlação ordinal de Spearman.
89
dos Estados Unidos do que nos da Europa. Por sua vez, a menor
dimensão relativa das empresas que entram no mercado pode ser
entendida como um indicador de um maior grau de experimentação,
com as empresas a começarem pequenas e, caso tenham sucesso, a
expandirem-se rapidamente para atingir a escala mínima de eficiência.
As características das empresas à entrada são influenciadas pelas
condições do mercado (concentração, diversificação dos produtos,
custos publicitários, etc.), mas poderão também estar dependentes da
regulamentação e das instituições capazes de afectar os custos de
arranque e as decisões de aumento da eficiência tomadas por parte das
empresas já instaladas.
Regulamentação, instituições e entrada
de empresas
As diferenças entre os padrões de entrada de empresas observados em
diferentes países podem ser parcialmente explicadas por factores políticos.
De modo a poder explorar este assunto, o estudo interligou o conjunto
dos dados das empresas descrito anteriormente e os indicadores da
OCDE relativos aos quadros de regulamentação e às disposições
institucionais. Mas a decisão que uma empresa toma de entrar no mercado
pode depender de um conjunto de factores adicionais que não são
controlados. Além disso, o número de países abrangidos é bastante
limitado. Assim sendo, a evidência, e as suas implicações políticas, devem
ser encaradas como especulativas.
A equação de entrada é baseada num modelo teórico em que a entrada
depende dos lucros (pós-entrada) esperados, líquidos dos custos de
entrada. Os proxies concretos utilizados para estas duas variáveis são
a taxa de crescimento alisada do valor acrescentado da indústria e a
intensidade de capital alisada (i. e., o stock de capital dividido pelo valor
acrescentado). Uma grande intensidade de capital implica uma grande
fatia de custos fixos e, portanto, um aumento dos custos de entrada.
Neste enquadramento, os indicadores da rigidez da regulamentação
também poderão influenciar o espírito empreendedor. A análise dá
também conta do efeito da dimensão na dinâmica das empresas
(utilizando cinco categorias de dimensão variando entre menos de 20
empregados e mais de 500 empregados), o que nos permite testar se
os incentivos e os desincentivos às entradas diferem de acordo com a
dimensão das empresas.
As estimativas das diferenças das taxas de entrada entre países são
geralmente estatisticamente significativas, mas não demasiado
grandes, uma vez incluída a composição industrial da economia. Além
disso, à excepção da Alemanha e da Itália, as taxas de entrada são
mais altas nos Estados Unidos (o país de referência para todas as
90
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Figura
4.6
Taxas de sobrevivência empresarial para diferentes
períodos de vida1
Probabilidade de uma nova empresa sobreviver pelo menos:
2 anos
Percentagem
4 anos
7 anos
Alemanha
Ocidental
França
Sector empresarial
2
80
60
40
20
0
Canadá
Percentagem
Finlândia
Itália
Portugal
Estados
Unidos
Total do sector das transformadoras
80
60
40
20
0
Reino
Unido
Percentagem
Canadá
Finlândia
Alemanha
Ocidental
França
Itália
Portugal
Estados
Unidos
Sector dos serviços empresariais
80
60
40
20
0
Alemanha
Ocidental
Canadá
França
Finlândia
Portugal
Itália
Estados
Unidos
1. Os valores referem-se às taxas médias de sobrevivência estimadas para diferentes grupos de empresas
que entraram no mercado a partir do final dos anos 80 e até aos anos 90.
2. Total da economia excepto agricultura e serviços colectivos.
3. Os dados para o Reino Unido referem-se a grupos de empresas que entraram no mercado no período
de 1985-1990.
91
regressões) do que noutros países. Os resultados sugerem também
uma relação não linear entre as taxas de entrada e a dimensão: as
pequenas empresas (com menos de 20 empregados) apresentam
taxas de entrada significativamente maiores do que as do grupo de
referência (com 20 a 49 empregados), enquanto que as empresas
maiores (com 50 ou mais empregados) apresentam taxas de entrada
apenas marginalmente inferiores.
92
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Enfoque nas TI
O contributo das TI ao nível
empresarial
Vários estudos resumem as primeiras obras dedicadas a TI,
produtividade e desempenho das empresas (por exemplo, Brynjolfsson
e Yang, 1996) [
3]. A maior parte destes primeiros estudos abordam
também, em primeiro lugar, a produtividade do trabalho e o retorno
do uso do computador, e não a PMF e outros impactos das TI no
desempenho empresarial. Além disso, utilizavam na sua maioria fontes
privadas, visto que as fontes oficiais ainda não estavam disponíveis.
O trabalho mais recente levado a cabo por gabinetes de estatística,
utilizando dados oficiais, permitiu adquirir novos conhecimentos acerca
do papel das TI. Para auxiliar a condução deste trabalho, que utilizou
dados ao nível das empresas, a OCDE trabalhou de perto com um
grupo de especialistas composto por investigadores e estatísticos de
13 países-membros. Esse grupo trabalhou com o Secretariado da OCDE
para conseguir obter maiores evidências da ligação entre as TI e o
desempenho empresarial. O trabalho destes e outros investigadores é
relatado em seguida neste capítulo.
A
A
3 Brynjolfsson, E. e S. Yang
(1996), «Information Technology and
Productivity: a Review of the
Literature», mimeo,
http://ebusiness.mit.edu/erik/
Vários estudos ao nível das empresas e de diversos países da OCDE
demonstram que o uso das TI tem um impacto positivo no desempenho
das empresas. Mas esse impacto é variável. A
Figura 4.7 ilustra
uma conclusão comum a vários estudos feitos ao nível das empresas:
as empresas que utilizam TI apresentam um melhor desempenho em
termos de produtividade. Esta figura mostra ainda que as empresas
canadianas que fizeram uso de uma ou mais tecnologias informáticas
obtiveram um nível de produtividade superior ao das empresas que
não utilizaram estas tecnologias. Além disso, o desfasamento entre
as empresas utilizadoras de tecnologia e as restantes aumentou entre
1988 e 1997, já que nas empresas que utilizavam tecnologia aumentou
a produtividade relativa em comparação com aquelas que não a
utilizavam. O gráfico sugere ainda que algumas TI têm maior influência
no incremento da produtividade do que outras tecnologias, sendo as
tecnologias de comunicação em rede particularmente importantes.
a
a
Os dados da
Figura 4.7 são confirmados por muitos outros estudos,
que apontam também para outros impactos das TI no desempenho
económico. Por exemplo, as empresas que utilizam TI costumam pagar
salários mais altos. Além disso, os estudos demonstram que a utilização
de TI não é uma garantia de sucesso; muitas das empresas que
melhoraram o seu desempenho graças ao uso de TI já estavam a
conseguir um desempenho melhor do que a média. Para além do mais,
os benefícios das TI parecem depender dos efeitos específicos de cada
sector, que diferem de uns sectores para os outros.
Existem também evidências de que as TI podem ajudar as empresas
no processo concorrencial. Para os Estados Unidos, descobriu-se que
© OCDE 2004 Análise ao Nível Empresarial
93
os aumentos da intensidade do capital do product mix e do uso de
tecnologias de transformação avançadas se relacionam positivamente
com a expansão de unidades fabris e negativamente com a saída destas
[
4]. Relativamente ao Canadá, verificou-se que os estabelecimentos
que utilizavam tecnologias avançadas ganhavam quotas de mercado
à custa dos não-utilizadores [
5]. Os utilizadores de tecnologias
beneficiam também de uma vantagem significativa na produtividade
do trabalho em relação aos não-utilizadores, excepto no caso de
estabelecimentos que utilizam apenas tecnologias para fabrico e
montagem. A produtividade relativa do trabalho cresceu mais
rapidamente nos estabelecimentos utilizadores de tecnologias de
inspecção e comunicação e nos que foram capazes de combinar e
integrar tecnologias nas diferentes etapas do processo produtivo.
Aqueles que utilizavam tecnologia estavam também em condições de
oferecer melhores salários do que aqueles que não a utilizavam.
A
A
4 Doms, M., T. Dunne e M. J. Roberts
(1995), «The Role of Technology Use in the
Survival and Growth of Manufacturing
Plants», International Journal of Industrial
Organization, vol. 13, n.º 4, Dezembro.
A
5 Baldwin, J. R. e B. Diverty (1995),
A
Num estudo recente para o Canadá, descobriu-se que, ao longo de
uma década, uma quantidade considerável de quotas de mercado foi
transferida de empresas em declínio para empresas em crescimento
[
6]. Ao mesmo tempo, as empresas que se encontravam em
crescimento aumentaram a sua produtividade relativa em relação
àquelas que se encontravam em declínio. Os que utilizavam tecnologias
de comunicação ou combinavam vários tipos de tecnologias foram os
que mais viram aumentar a sua produtividade relativa. Por sua vez, os
ganhos da produtividade relativa foram acompanhados por ganhos de
quotas de mercado. Outros factores relacionados com ganhos de
quotas de mercado diziam respeito à existência de instalações para
I&D e outras actividades inovadoras.
A
«Advanced Technology Use in Canadian
Manufacturing Establishments», Working
Paper n.º 85, Microeconomics Analysis
Division, Statistics Canada.
A
6 Baldwin, J. R. e Sabourin (2002),
«Impact of the Adoption of Advanced
Information and Communication
Technologies on Firm Performance in the
Canadian Manufacturing Sector», OECD STI
Working Papers, n.º 2002/1.
A
7 Atrostic, B. K. e J. Gates (2001),
«US Productivity and Electronic Processes
in Manufacturing», CES Working Papers,
n.º 01-11, Center for Economic Studies.
O papel determinante das redes informáticas
A
8 Atrostic, B. K. e S. Nguyen (2002),
«Computer Networks and US Manufacturing
Plant Productivity: New Evidence from the
CNUS Data», CES Working Papers, n.º 02-01,
Center for Economic Studies.
Algumas TI poderão ser mais importantes para o reforço do
desempenho de uma empresa do que outras. As redes informáticas
poderão ser particularmente importantes, já que permitem que uma
empresa subcontrate certas actividades, trabalhe mais de perto com
clientes e fornecedores, e integre da melhor forma as suas actividades
7]. Considera-se que estas
ao longo de toda a cadeia de valor [
tecnologias estão, muitas vezes, associadas a efeitos de rede ou de
spillover. Nos últimos anos, têm sido disponibilizados mais dados em
relação a esta tecnologia. Para os Estados Unidos, por exemplo,
há um suplemento do «Annual Survey of Manufacturers» («Estudo
Anual das Indústrias Transformadoras») que fornece dados sobre o uso
8] é o primeiro estudo
da rede informática. Atrostic e Nguyen [
detalhado que relaciona directamente o uso das redes informáticas
(tanto a transferência electrónica de dados, ou TED, como a Internet)
com a produtividade. O estudo revela que a média da produtividade
do trabalho é mais elevada em fábricas com redes informáticas e que
o impacto destas redes é positivo e significativo depois de incluídos
vários factores de produção e características da unidade fabril. Estima-se que as redes informáticas aumentem a produtividade do trabalho
em cerca de 5%, dependendo da especificação do modelo.
A
A
94
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Figura
4.7
Produtividade relativa do trabalho de utilizadores
e não-utilizadores de tecnologia avançada (Canadá)
Sector das transformadoras (1988 versus 1997)
1988
1997
Rácio entre
utilizadores e
não-utilizadores
1,40
1,35
1,30
1,25
1,20
1,15
1,10
1,05
1,00
1
2
3
C1
C2
C3
C4
Grupo de tecnologia
Nota: Distinguem-se os seguintes grupos de tecnologia: Grupo 1 (software); Grupo 2 (hardware); Grupo 3
(comunicações); Grupo C1 (software e hardware); Grupo C2 (software e comunicações); Grupo C4 (software,
hardware e comunicações).
Fonte: Baldwin e Sabourin (2002).
Figura
4.8
Uso de tecnologias informáticas de rede por actividade
(Reino Unido, 20001)
Percentagem de todas as empresas, ponderadas por actividade
Percentagem
Intranet (qualquer combinação)
Página web própria (qualquer combinação)
Intranet, Internet e página web própria
TED (qualquer combinação)
Banda larga
TED, Internet e página
web própria
Internet (qualquer combinação)
Apenas Internet
Intranet, TED, Internet e página
web própria
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Transformação
Construção
Hotéis e
Distribuição Transportes
restaurantes
e comunicações
Finanças
1. Banda larga inclui xDSL e todas as outras ligações de banda larga.
Fonte: Clayton e Waldron (2003)
95
Imobiliário
e serviços
empresariais
Todas as
actividades
A
A
9 Motohashi, K. (2001), «Economic
Analysis of Information Network Use:
Organisational and Productivity Impacts on
Japanese Firms», Research and Statistics
Department, METI, mimeo.
A
10 Bertscheck, I. e H. Fryges (2002),
«The Adoption of Business-to-Business
E-Commerce: Empirical Evidence for German
Companies», ZEW Discussions Papers,
n. º 02-05
A
11 Doms, M., R. Jarmin e S. Klimek
(2002), «IT Investment and Firm Performance
in US Retail Trade», CES Working Papers,
n.º 02-14, Center for Economic Studies.
Um trabalho semelhante foi realizado para o Japão. O estudo [
9]
utilizou o «Basic Survey on Business Structure and Activities» («Estudo-Base sobre as Estruturas e Actividades das Empresas»), que fornece
informações acerca das redes utilizadas pela empresa, de algumas das
suas características organizacionais (como por exemplo o grau de
subcontratação) e da sua estrutura ocupacional. O estudo revela que o
impacto na produtividade de redes que actuam directamente na
actividade da empresa, tais como sistemas de controlo da produção
e da logística, é muito mais evidente do que o de sistemas de apoio
de back office, tais como sistemas de gestão de recursos humanos e
planeamento da gestão. As empresas com redes informáticas
apresentam também uma maior percentagem de trabalhadores de
«colarinho branco» e subcontratam uma maior quantidade de
actividades produtivas.
A
Houve trabalhos na Alemanha que também estudaram as redes
10] encontra-se
informáticas. O trabalho de Bertscheck e Fryges [
entre os primeiros estudos pormenorizados que analisam a decisão de
implementar o comércio electrónico business-to-business (B2B). Este
estudo mostra que tanto as qualificações como a dimensão de uma
empresa têm um impacto positivo e significativo na utilização do comércio
electrónico. A concorrência internacional, medida através das exportações,
também afecta a decisão de implementar o B2B, assim como a utilização
prévia, por parte da empresa, da TED. O efeito mais significativo está
relacionado com as redes informáticas; quantas mais empresas de uma
indústria utilizarem o B2B, mais provável será que outras empresas o
implementem também.
As empresas no sector dos serviços também
beneficiam das TI
O trabalho com dados das empresas está a expandir-se também para o
sector dos serviços, onde o uso das TI está mais disseminado do que
no sector da transformação. Infelizmente, os primeiros estudos acerca
das TI não abrangiam, muitas vezes, o sector dos serviços, porque nesse
caso os dados eram mais escassos. Nos últimos tempos, esta situação
11] construíram
tem vindo a alterar-se. Por exemplo, Doms et al. [
uma nova base de dados interligados para o comércio retalhista dos
Estados Unidos, reunindo fontes diversas. Os resultados preliminares
deste estudo mostram que, nos EUA, o crescimento no sector do
comércio a retalho envolve a ocupação dos lugares de retalhistas
tradicionais por retalhistas mais sofisticados que utilizam novas
tecnologias e novos processos.
A
Os impactos das TI no desempenho de diferentes sectores da economia
também podem estar relacionados com as tecnologias específicas
Figura 4.8 apresenta resultados
utilizadas nos diferentes sectores. A
para o Reino Unido que sugerem que o sector de intermediação financeira
é aquele que tem maior tendência para utilizar tecnologias de rede,
incluindo tecnologia de banda larga, sendo também o mais propenso a
a
96
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
utilizar mais extensivamente combinações de tecnologias de rede.
A combinação de várias tecnologias de rede mostra que este sector
possui utilizadores intensivos de informação, sendo, portanto, o que tem
maiores possibilidades de beneficiar das TI.
Há também cada vez mais evidências, para outros países da OCDE,
de que as TI podem ser benéficas para o desempenho no sector dos
12] apresentou efeitos
serviços. Para a Alemanha, Hempell [
significativos das TI na produtividade do sector dos serviços alemão.
A experiência adquirida em processos de inovação anteriores ajuda
as empresas a tornarem os investimentos em TI mais produtivos.
O investimento em TI poderá, desse modo, ter contribuído para maiores
diferenças na produtividade entre empresas e, possivelmente, também
13] utilizaram
entre países. Para a Holanda, Broersma e McGuckin [
dados interligados longitudinalmente do «Annual Survey of Production
Statistics» («Estudo Anual das Estatísticas da Produção») para
atentarem na produtividade do comércio por grosso e a retalho na
Holanda. E descobriram que os investimentos informáticos têm um
impacto positivo na produtividade e que esse impacto é maior no
comércio retalhista do que no grossista. O estudo descobriu também
que as práticas flexíveis de emprego no sector retalhista estavam
relacionadas com o uso de computadores.
A
A
A
12 Hempell, T. (2002a), «Does
Experience Matter? Productivity Effects
of ICT in the German Service Sector»,
Discussion Papers, n.º 02-43, Centre for
European Economic Research.
A
13 Broersma, L. e R. H. McGuckin
(2000), «The Impact of Computers on
Productivity in the Trade Sector:
Explorations with Dutch Microdata»,
Research Memorandum GD-45, Growth
and Development Centre, Junho.
A
Factores que afectam o impacto das TI
14 Bresnahan, T. F. e S.
Greenstein (1996), «Technical Progress
and Co-Invention in Computing and the
Use of Computers», Brookings Papers
on Economic Activity: Microeconomics.
A evidência acima resumida sugere que o uso das TI tem, de facto,
impactos no desempenho das empresas, mas, principal ou
simplesmente, quando acompanhado por outras alterações e
investimentos. Os primeiros estudos acerca das taxas de retorno do
investimento em TI sugeriam que os retornos de TI eram relativamente
elevados, comparativamente a outros investimentos em activos fixos.
Isto é geralmente atribuído ao facto de o investimento em TI ser
acompanhado por muitas outras despesas na empresa que não são
necessariamente contabilizadas como investimento, como, por
exemplo, despesas com qualificações e mudanças organizacionais.
Muitos estudos empíricos confirmam que as TI afectam,
principalmente, as empresas onde foram aumentadas as qualificações
e introduzidas mudanças organizacionais. O papel destes factores
complementares é também abordado na literatura dedicada à
14], que defende que os utilizadores ajudam a tornar
co-invenção [
o investimento em tecnologias, tais como as TI, mais valioso através
das suas próprias experimentação e invenção. Sem este processo
de «co-invenção», que obedece, muitas vezes, a um ritmo mais lento
do que a invenção tecnológica, o impacto económico das TI talvez
fosse mais limitado. As evidências recolhidas ao nível das empresas
sugerem também que a adopção e o impacto das TI diferem entre as
empresas, variando de acordo com a dimensão, a idade, a actividade,
etc., de cada uma delas. Esta secção atenta nalgumas dessas
evidências e discute os principais factores complementares do
investimento em TI.
A
© OCDE 2004 Análise ao Nível Empresarial
97
A
O uso das TI complementa as qualificações
15 Baily, M. N., C. Hulten e D.
Campbell (1992), «Productivity Dynamics
in Manufacturing Plants», Brookings Papers
on Economic Activity: Microeconomics.
A
16 Krueger, A. B. (1993),
«How Computers Have Changed
the Wage Structure: Evidence from
Microdata, 1984-1989», The Quarterly
Journal of Economics, Fevereiro.
A
A
17 Dunne, T. e J. Schmitz (1995),
«Wages, Employment Structure
and Employer Size – Wage Premia: Their
Relationship to Advanced-Technology Usage
at US Manufacturing Establishments»,
Economica, Março.
A
A
18 Doms, M., T. Dunne e K. R. Troske
(1997), «Workers, Wages and Technology»,
Quarterly Journal of Economics, 112, n.º 1.
19 Luque, A. (2000),
«An Option-Value Approach to Technology
Adoption in US Manufacturing Evidence
from Plant-Level Data», CES Working Papers,
n.º 00-12, Center for Economic Studies.
A
Um número substancial de estudos longitudinais aborda a interacção
entre a tecnologia e o capital humano, e o seu impacto conjunto no
desempenho da produtividade. Apesar de poucas bases de dados
longitudinais incluírem dados sobre as qualificações e funções
dos trabalhadores, algumas abordam o capital humano através dos
salários, argumentando que estes se relacionam positivamente com as
qualificações dos trabalhadores. Para os Estados Unidos, Baily, Hulten e
15] descobriram uma relação positiva entre os salários
Campbell [
16],
e a produtividade, apesar de a causalidade não ser clara. Krueger [
utilizando dados trans-sectoriais, descobriu que os trabalhadores que
trabalham com computadores são mais bem pagos do que aqueles que
17] descobriram que os
não os utilizam. Dunne e Schmitz [
trabalhadores empregados em estabelecimentos que utilizavam
tecnologias avançadas recebiam também salários mais altos. Doms,
18] não descobriram, contudo, nenhuma correlação
Dunne e Troske [
entre a adopção de tecnologia e os salários, e concluem que as unidades
fabris tecnologicamente avançadas pagam salários mais altos tanto antes
como depois da adopção de novas tecnologias. Um estudo mais recente
19] descobriu que o progresso técnico no
de Luque e Miranda [
sector da transformação nos Estados Unidos era enviesado no sentido
das qualificações (skill-biased).
20 Entorf, H. e F. Kramarz (1998),
«The Impact of New Technologies
on Wages: Lessons from Matching Panels
on Employees and on Their Firms», Economic
Innovation and New Technology, vol. 5.
A
21 Caroli, E. e J. Van Reenen (1999),
«Organization, Skills and Technology:
Evidence from a Panel of British and French
Establishments», IFS Working Paper Series,
W99/23, Institute of Fiscal Studies, Agosto.
A
22 Greenan, N., J Mairesse
e A. Topiol-Bensaid (2001), «Information
Technology and Research and Development
Impacts on Productivity and Skills: Looking
for Correlations on French Firm Level Data»,
NBER Working Papers, n.º 8075.
A
23 Haskel, J. e Y. Heden (1999),
«Computers and the Demand for Skilled
Labour: Industry – and Establishment – Level
Panel Evidence for the UK», The Economic
Journal, 109, C68-C79, Março.
98
A
A
A
A
Também há alguns estudos disponíveis para a França. Os dados franceses
incluem pormenores acerca das características do trabalhador, o que
permite uma análise mais aprofundada dos resultados. Entorf e Kramarz
20] interligaram uma série de estatísticas oficiais do Institut National
[
de la Statistique et des Études para analisar a interacção entre o uso da
informática e os salários. E descobriram que as tecnologias informáticas
são mais utilizadas por trabalhadores com melhores qualificações, os quais
se tornam mais produtivos à medida que vão adquirindo maior experiência
nessas tecnologias. A introdução de novas tecnologias contribui também
para um pequeno aumento da diferenciação dos salários no interior das
21] descobriram que as unidades
empresas. Caroli e Van Reenen [
produtivas francesas que introduzem alterações organizacionais são mais
propensas a reduzir a sua procura de trabalhadores não qualificados do
que aquelas que o não fazem. A escassez de trabalhadores qualificados
poderá reduzir a probabilidade de alterações organizacionais. Além disso,
a introdução de alterações organizacionais em França conduziria a um
crescimento significativamente mais acelerado da produtividade. Greenan
22] descobriram também evidências de enviesamento no sentido
et al. [
das qualificações no que toca à utilização da informática. Estes autores
encontraram fortes correlações positivas entre os indicadores de
informatização e investigação, por um lado, e produtividade, média de
salários e percentagem de gestores administrativos, por outro, tendo
descoberto também correlações negativas entre estes indicadores e a
percentagem de operários.
A
A
A
A
23] utilizaram a Annual
Para o Reino Unido, Haskel e Heden [
Respondents Database do Reino Unido em conjunto com uma série de
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
dados relativos à informatização. E descobriram que a informatização
reduz a procura de trabalhadores operários, mesmo quando se considera
a endogeneidade, o melhoramento do capital humano e as oportunidades
tecnológicas. Caroli e Van Reenen descobriram evidências, para o Reino
Unido, de que o capital humano, a tecnologia e as alterações
organizacionais são complementares, e que a alteração organizacional
reduz a procura de trabalhadores não qualificados.
A
Estudos para o Canadá apontam também para uma complementaridade
24]
entre tecnologia e qualificações. Por exemplo, Baldwin et al. [
descobriram que o uso de tecnologia avançada estava associado a um
nível superior de exigência de qualificações. Nas unidades fabris
canadianas utilizadoras de tecnologias avançadas, isto conduziu a que
houvesse, frequentemente, uma maior incidência na formação. Além
disso, aqueles autores descobriram ainda que as empresas que
adoptaram tecnologias avançadas aumentaram as suas despesas com
o ensino e a formação.
A
24 Baldwin, J. R. e B. Diverty
(1995), «Advanced Technology Use in
Canadian Manufacturing
Establishments», Working Papers, n.º 85,
Microeconomics Analysis Division,
Statistics Canada.
A
25 Luque, A. e J. Miranda (2000),
«Technology Use and Worker Outcomes:
Direct Evidence from Linked EmployeeEmployer Data», CES Working Papers,
n.º 00-13, Centre for Economic Studies.
A maior parte destes estudos ao nível micro confirmou, portanto, a
complementaridade entre a tecnologia e as qualificações no incremento
do desempenho da produtividade. Muitos descobriram também que os
computadores são uma tecnologia com um enviesamento no sentido
das qualificações, i. e. aumenta a procura de trabalhadores qualificados
e reduz a procura de trabalhadores não qualificados.
A
Alguns estudos lançaram também um olhar sobre outros impactos
relacionados com os trabalhadores. Por exemplo, Luque e Miranda [
25] descobriram também que o progresso técnico enviesado, associado
à adopção de tecnologias avançadas, afecta a mobilidade dos
trabalhadores. Quanto maior for o número de tecnologias avançadas
adoptadas por uma unidade fabril, maior será a possibilidade de saída
do trabalhador. A interpretação que apresentam é a de que os
trabalhadores em unidades fabris tecnologicamente avançadas possuem
capacidades maiores que não são observáveis, podendo, dessa maneira,
ter a oportunidade de obter melhores salários quando saem. Outro
mecanismo que se encontra em funcionamento é aquele que faz com
que os trabalhadores com menos qualificações tendam a ser empurrados
para unidades fabris tecnologicamente menos avançadas.
Mudanças organizacionais – factor-chave para
rentabilizar as TI
Directamente relacionado com o capital humano está o papel das
mudanças organizacionais. Os estudos consideram normalmente que
os maiores benefícios das TI se consubstanciam quando o investimento
nelas é combinado com outras mudanças organizacionais, tais como
novas estratégias, novos processos e práticas empresariais e novas
estruturas organizacionais. Antigamente, pedia-se aos trabalhadores que
realizassem tarefas especializadas no âmbito de processos de produção
estandardizada. Na economia de hoje, são-lhes muitas vezes atribuídas
responsabilidades em diferentes domínios, sendo para tal necessárias
© OCDE 2004 Análise ao Nível Empresarial
99
A
26 Bertschek, I. e U. Kaiser (2001),
«Productivity Effects of Organizational
Change: Microeconometric Evidence», ZEW
Discussion Papers, n.º 01-32.
A
27 Falk, M. (2001), «Organizational
Change, New Information and
Communication Technologies and the
Demand for Labor in Services», ZEW
Discussion Papers, n.º 01-25.
A
28 Greenan, N. e D. Guellec (1998),
«Firm Organization, Technology and
Performance: An Empirical Study»,
Economics of Innovation and New
Technology, vol. 6, n.º 4.
múltiplas competências e capacidade de trabalho em equipa. Esta
situação reflecte-se na grande variedade de novas práticas de trabalho que
estão a ser aplicadas pelas empresas e que incluem, entre outras, trabalho
em equipa, estruturas directivas mais «achatadas», envolvimento dos
trabalhadores e esquemas de sugestão. O aspecto comum a estas
práticas é que todas elas acarretam um maior grau de responsabilidade
individual para os trabalhadores em relação ao conteúdo do seu trabalho,
e, em certa medida, uma maior proximidade entre a direcção e os
trabalhadores. Como as mudanças organizacionais tendem a ser
específicas de cada empresa, os estudos empíricos apresentam, em
média, um retorno positivo do investimento em TI, mas com uma enorme
variabilidade entre as organizações.
A
26] valem-se do Estudo
Para a Alemanha, Bertschek e Kaiser [
Empresarial do Sector dos Serviços trimestral da ZEW para explorar
o impacto das TI e das alterações organizacionais na produtividade.
O estudo revela que as alterações nas práticas de recursos humanos,
tais como um incremento do trabalho em equipa e um «alisamento» da
hierarquia, não afectam significativamente a elasticidade do produto
das empresas em relação ao capital TI, ao capital não TI e ao trabalho.
O estudo não encontra evidência de diferenças significativas nos
rendimentos à escala. Revela, no entanto, que a introdução de
alterações organizacionais aumenta a produtividade global do trabalho.
Os estudos da ZEW também têm explorado a relação entre a utilização
27]
de TI, as alterações organizacionais e o capital humano. Falk [
utilizou os resultados de um painel de inovação no sector dos serviços,
o Mannheim Innovation Panel in Services (MIP – S), que faz parte do
Community Innovation Survey («Estudo de Inovação da Comunidade»)
e descobriu que a introdução de TI e a percentagem das despesas com
a formação são motores importantes de mudanças organizacionais
tais como a introdução da gestão da qualidade total, uma administração
mais magra, hierarquias mais pequenas e delegação de autoridade.
O estudo revela que as mudanças organizacionais têm um impacto
positivo no emprego actual e futuro, excepto para grupos não
qualificados. Falk descobriu que as empresas com maior difusão de TI
empregam uma percentagem maior de trabalhadores com curso
superior, assim como especialistas em TI. Uma maior penetração das
TI está negativamente relacionada com a quantidade de trabalhadores
com qualificações baixas e médias.
A
A
28] descobriram que o uso de
Para a França, Greenan e Guellec [
tecnologias avançadas e as qualificações da força de trabalho se
relacionam positivamente com as variáveis organizacionais. Uma
organização que facilite a comunicação dentro da empresa e que inove
ao nível da organização parece estar melhor preparada para criar
condições que permitam uma adopção bem sucedida de tecnologias
avançadas. Além disso, estas alterações parecem aumentar também a
capacidade das empresas para se ajustarem às flutuações das condições
do mercado através da inovação tecnológica e da redução dos stocks.
100
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
A dimensão da empresa afecta o impacto das TI
Um número considerável de estudos analisou a relação entre as TI e
a dimensão das empresas. Esta relação pode funcionar de diferentes
maneiras. A primeira questão consiste em saber se existe uma
diferença na adopção de TI por parte de empresas com dimensões
diferentes. Esta questão foi tratada num grande número de estudos
em muitos países, os quais consideram que a adopção de tecnologias
avançadas, tais como as TI, aumenta com a dimensão das empresas
e das unidades fabris.
a
A
Figura 4.9 confirma este resultado para o Reino Unido
A
apresentando dados recentes para diversas tecnologias de rede, utilizadas
em várias combinações. Esta figura mostra que as grandes empresas,
com mais de 250 funcionários, têm uma maior tendência para utilizar
tecnologias de rede, como intranet, Internet ou transferência electrónica
de dados (TED), do que as pequenas empresas; e há também uma maior
probabilidade de possuírem uma página própria na web. Contudo, as
pequenas empresas, com 10 a 49 funcionários, têm uma maior
probabilidade de utilizar a Internet como única tecnologia informática de
rede. As grandes empresas tendem mais a usar uma combinação de
tecnologias de rede. Por exemplo, mais de 38% das grandes empresas
do Reino Unido usam intranet, TED e Internet, para além de terem a sua
própria página na web, situação que se aplica a menos de 5% das
pequenas empresas. Além disso, quase 45% de todas as grandes
empresas utilizam já tecnologias de banda larga, sendo de 7% a
percentagem correspondente nas pequenas empresas. Estas diferenças
estão relacionadas com os diferentes usos que as pequenas e as grandes
empresas fazem das tecnologias de rede; as grandes empresas poderão
utilizar as tecnologias para redesenhar os fluxos de informação e
comunicação no interior da empresa e para integrar esses fluxos no
processo produtivo; há pequenas empresas que só utilizam a Internet
para fins de marketing.
29 Hitt, L. M. (1998), «Information
Technology and Firm Boundaries:
Evidence from Panel Data»,
University of Pennsylvania, mimeo.
Há também a questão de saber se as TI têm algum efeito sobre a
dimensão das empresas, ou se alteram os limites das empresas ao
longo do tempo. Esta questão tem que ver com a expectativa de
que as TI possam ajudar a baixar os custos de transacção e, desse
modo, alterar as funções e tarefas que devem ser desempenhadas
no interior das empresas e aquelas que podem ser desempenhadas
fora dos limites das empresas. Este assunto tem sido investigado
por um menor número de estudos ao nível empresarial, a maior parte
dos quais utiliza dados privados. Por exemplo, Hitt [
29] revela
que a utilização de TI está associada a uma diminuição da integração
vertical e a um aumento da diversificação. Além disso, as empresas
que estão menos integradas verticalmente e são mais diversificadas
9]
apresentam uma maior procura de capital TI. Motohashi [
descobriu que as empresas com redes informáticas subcontratam
um maior número de actividades.
A
A
© OCDE 2004 Análise ao Nível Empresarial
101
A propriedade, a concorrência e a gestão
são importantes
Os estudos ao nível das empresas apontam também para a importância
das mudanças de propriedade e da gestão na adopção de tecnologia.
30] para o sector
Por exemplo, um estudo de McGuckin e Nguyen [
da transformação alimentar descobriu que as unidades fabris com
uma produtividade acima da média têm maior probabilidade de mudar
de proprietários, e que as empresas que as compravam tinham
também tendência para apresentar uma produtividade acima da média.
As unidades fabris que mudaram de proprietários melhoraram
geralmente a sua produtividade a seguir à mudança. De acordo com
estes autores, as mudanças de propriedade parecem estar associadas
à compra ou à integração de tecnologias avançadas e de melhores
práticas nas novas empresas.
A
A
30 McGuckin, R. H. e S. V. Nguyen
(1995), «On Productivity and Plant Ownership
Change: New Evidence from the LRD», Rand
Journal of Economics, 26, n.º 2.
A
31 Baldwin, J. R., B. Diverty e D.
Sabourin (1995), «Technology Use and
Industrial Transformation: Empirical
Perspective», Working Paper n.º 75,
Microeconomics Analysis Division,
Statistics Canada.
A
32 Licht, G. e D. Moch (1999),
«Innovation and Information Technology in
Services», Canadian Journal of Economics,
vol. 32, n.º 2, Abril.
A
33 Hempell, T. (2002), «Does
Experience Matter? Productivity Effects
of ICT in the German Service Sector»,
Discussion Papers, n.º 02-43, Centre for
European Economic Research.
A
A
Alguns estudos chamam também a atenção para o impacto da
31] descobriu que
concorrência. Um estudo de Baldwin e Diverty [
as unidades fabris de empresas estrangeiras tinham maior tendência para
adoptar tecnologias avançadas do que as unidades fabris de empresas
10] descobriram
nacionais. Para a Alemanha, Bertschek e Fryges [
que a concorrência internacional era um dos factores importantes para
levar uma empresa a decidir implementar comércio electrónico B2B.
Estas descobertas devem ser relacionadas com os resultados de vários
estudos ao nível empresarial que mostram que a implementação de
tecnologias avançadas pode auxiliar as empresas a conquistarem quotas
de mercado e a reduzir as probabilidades de saída das unidades fabris.
O uso de TI está intimamente ligado à inovação
Vários estudos chamam a atenção para uma relação importante entre o
uso de TI e a capacidade que uma empresa tem de se ajustar às variações
da procura e de inovar. O exemplo mais claro desta ligação encontra-se
no trabalho realizado pela ZEW para a Alemanha, que utiliza os resultados
32]
de inquéritos sobre inovação. Por exemplo, Licht e Moch [
descobriram que as tecnologias de informação têm impactos importantes
nos aspectos qualitativos da inovação dos serviços, mas não na
produtividade.
A
A
Hempell [
33] utiliza também dados do MIP-S, que contém informações
acerca não só de inovação, mas também de vendas, funcionários,
qualificações e investimento (tanto em capital TI como em capital não
TI). O estudo revela que as empresas que introduziram inovações nos
processos no passado são particularmente bem sucedidas no uso de
TI; estima-se que a elasticidade do produto em ordem ao capital TI destas
empresas se situe à volta dos 12%, cerca de quatro vezes mais do que
a das outras empresas. Isto sugere que o uso produtivo das TI está
intimamente ligado à inovação, em geral, e à reestruturação de processos,
em particular. Além disso, a introdução de TI tem muitas semelhanças
com a inovação, uma vez que é arriscada e incerta e apresenta potenciais
resultados positivos.
102
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Figura
4.9
Uso de tecnologias informáticas de rede por classe
de acordo com a dimensão (Reino Unido, 2000)
Percentagem de todas as empresas, ponderadas por actividade
10-49 empregados
Percentagem
50-249 empregados
> 250 empregados
Total
In
tra
ne
t,
T
In ED
In
te ,
tra
rn
pá n
et
gi et,
na In
we ter
b net
pr e
óp
ria
pá TE
gi D,
na In
we ter
b net
pr e
óp
ria
In
te
rn
et
Ap
en
as
an
da
lar
ga
(qu
alq
ue In
r c tr
om an
bin et
aç
ão
)
(qu
alq
ue
rc
om TE
bin D
aç
ão
(qu
)
alq
ue In
r c te
om rn
Pá
bin et
gi
aç
n
ão
(qu a w
)
alq eb
ue p
r c ró
om pr
bin ia
aç
ão
)
B
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Fonte: Clayton e Waldron (2003).
Figura
4.10
Nível de actividade electrónica em 2000 (percentagem
de todas as empresas que adoptaram TI em anos diferentes)
Tem página na web
Usa IT
Compra através do comércio electrónico
Percentagem
60
50
40
30
20
10
0
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
Ano em que a empresa começou a usar TI
Fonte: Clayton e Waldron (2003).
103
A
Estudos realizados noutros países confirmam esta relação. Por exemplo,
34] descobriram que as mudanças organizacionais
Greenan e Guellec [
e a absorção de tecnologias avançadas parecem aumentar a capacidade
das empresas para se adaptarem às flutuações do mercado através da
inovação tecnológica.
Os impactos das TI apenas surgem com o tempo
A
34 Greenan, N. e D. Guellec (1998),
«Firm Organization, Technology and
Performance: An Empirical Study»,
Economics of Innovation and New
Technology, vol. 6, n.º 4.
A
35 Bartelsman, E., A. Bassanini, J.
Haltiwanger, R. Jarmin, S. Scarpetta e T.
Schank (2002), «The Spread of ICT and
Productivity Growth – Is Europe Really
Lagging Behind in the New Economy?»,
Fondazione Rodolfo DeBenedetti, mimeo.
Dado o tempo que é necessário para a adaptação às TI, não admira que
os seus benefícios apenas surjam com o tempo. Isto é visível na relação
que existe entre o uso das TI e o ano em que uma empresa as adoptou
Figura 4.10 apresenta provas disso para o Reino
pela primeira vez. A
Unido, mostrando que, das empresas que já tinham adoptado TI em
1995, ou antes, cerca de 50% faziam aquisições através do comércio
electrónico em 2000. Entre as empresas que apenas tinham adoptado
TI em 2000, menos de 20% faziam aquisições através do comércio
electrónico. O gráfico sugere ainda que as empresas evoluem para formas
mais complexas de actividade electrónica ao longo do tempo; de todas
as empresas que tinham começado a utilizar TI antes de 1995, apenas 3%
não tinham passado ainda para além do uso simples das TI em 2000; a
maioria tinha criado uma página na Internet ou comprado ou vendido
utilizando o comércio electrónico. De todas as empresas que tinham
adoptado as TI em 2000, mais de 20% não tinham ainda evoluído para
além do uso simples das mesmas.
a
O impacto das TI ao nível empresarial varia
entre os países?
Os estudos acerca do impacto das TI ao nível empresarial entre os países
são ainda bastante raros, essencialmente devido ao facto de muitas das
fontes de dados originais serem de natureza ad-hoc e não permitirem
comparações entre países. Nos últimos anos, a crescente semelhança
das estatísticas oficiais tem permitido fazer um maior trabalho
comparativo. Um exemplo disso é uma comparação feita recentemente
35], que examina a relação
entre os Estados Unidos e a Alemanha [
entre a produtividade do trabalho e medidas relacionadas com a escolha
Figura 4.11 ilustra algumas das descobertas
de tecnologia. A
empíricas resultantes desse estudo. O primeiro painel mostra que as
empresas, a qualquer nível do investimento em TI, apresentam um
crescimento da produtividade muito mais forte nos Estados Unidos do
que na Alemanha. Além disso, as empresas com um elevado
investimento em TI apresentam um crescimento da produtividade mais
forte do que as que têm um baixo investimento em TI.
a
A
O segundo painel do gráfico mostra que as empresas dos Estados Unidos
apresentam uma variação muito maior no seu desempenho da
produtividade do que as empresas da Alemanha. Isto pode sugerir que
as empresas norte-americanas experimentam muito mais do que as
suas congéneres alemãs, correm maiores riscos e optam por resultados
potencialmente mais substanciais.
104
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Figura
4.11
Diferenças nos resultados da produtividade
entre a Alemanha e os Estados Unidos
Estados Unidos
Produtividade
relativa
Alemanha
A. Diferenças relativas na produtividade do trabalho, em comparação com grupo de referência
0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
Grupo 1
Grupo 2
Grupo 3
Grupo 4
Grupo 5
Grupo 6
Grupo de investimento
Estados Unidos
Alemanha
Diferenças no
B. Dispersão relativa da produtividade do trabalho, em comparação com grupo de referência
desvio-padrão
0,4
0,3
0,2
0,1
0
-0,1
-0,2
-0,3
Grupo 1
Grupo 2
Grupo 3
Grupo 4
Grupo 5
Grupo 6
Grupo de investimento
Nota: As diferenças estão em logaritmos e são apresentadas em relação a um grupo de referência de
investimento total nulo e investimento em TI nulo. Os grupos distinguem-se segundo o investimento total
(0, baixo, alto) e o investimento em TI (0, baixo, alto). O Grupo 1 apresenta investimento global baixo e
investimento em TI nulo. O Grupo 2 apresenta um investimento global baixo e um investimento em TI baixo.
O Grupo 3 apresenta um investimento global alto e um investimento em TI nulo. O Grupo 4 apresenta um
investimento global baixo e um investimento em TI elevado. O Grupo 5 apresenta um investimento global
elevado e um investimento em TI baixo. O Grupo 5 apresenta um investimento global elevado e um investimento
em TI baixo. O Grupo 6 apresenta um investimento global elevado e um investimento em TI elevado.
Fonte: Haltiwanger, Jarmin e Schank (2002).
105
Análise ao Nível Empresarial
Conclusões-chave
• O crescimento interno duma empresa constitui
um contributo mais pequeno para o crescimento
da PMF do que para o crescimento da
produtividade do trabalho.
• Os Estados Unidos, o país na dianteira da adopção
de novas tecnologias nos últimos anos, apresentou
também maior variabilidade nos níveis de
produtividade entre as novas empresas do que
outros países para os quais havia dados disponíveis.
• As empresas europeias e as empresas norte-americanas partilham as mesmas características
gerais, mas a níveis diferentes: as empresas norte-americanas que entram no mercado parecem ser
mais pequenas e menos produtivas do que as suas
congéneres europeias, mas crescem mais
rapidamente, quando são bem sucedidas.
• Em termos globais, as evidências empíricas indicam
que o uso de TI tem uma influência positiva no
desempenho das empresas. Contudo, o uso de TI não
é uma garantia de sucesso, visto que a maior parte
das empresas que melhoraram o seu desempenho
graças ao uso de TI apresentavam já um melhor
desempenho do que a média das empresas.
106
Anexo
1
Anexo
Indicadores
Macroeconómicos
do Crescimento
Económico
107
1
Anexo
1
Indicadores Macroeconómicos
do Crescimento Económico
A1.1. Medição dos factores trabalho e capital
E
E
1 Jorgenson, D. W. (1963), «Capital
Theory and Investment Behaviour»,
American Economic Review, vol. 53, n.º 2.
2 Jorgenson, D. W. e Z. Griliches
(1967), «The Explanation of Productivity
Change», Review of Economic Studies, vol.
34, n.º 3.
E
3 Ho, M. S., D. W. Jorgenson
e K. J. Stiroh (1999), «U. S. High-Tech
Investment and the Pervasive Slowdown in
the Growth of Capital Services», mimeo.
As medidas da utilização de factores com o propósito de analisar a
produtividade são construídas de modo a espelhar o papel que cada
factor desempenha como input no processo produtivo. No caso do
factor trabalho, os diferentes tipos de trabalho devem ser ponderados
de acordo com o seu contributo marginal para a actividade produtiva
em que são empregues. E como estas medidas da produtividade não
são, normalmente, observáveis, utiliza-se informação sobre os salários
relativos, de acordo com as características, para obter os diferentes
pesos necessários, de forma a agregar distintos tipos de trabalho. Em
relação ao capital físico, Jorgenson [
1] e Jorgenson e Griliches
[
2] foram os primeiros a desenvolver medições de input de capital
agregado que tinham em consideração a heterogeneidade dos activos.
Estes autores definiram o fluxo de serviços de capital para cada tipo
de activo individualmente considerado e, depois, aplicaram os custos
de utilização específicos desses activos como ponderadores para
agregar diferentes tipos de activos entre os serviços. Os custos de
utilização são preços para serviços de capital; em mercados
competitivos e condições de equilíbrio, esses preços reflectem a
produtividade marginal dos diferentes activos. Os pesos de custo de
utilização são, pois, um meio de incorporar eficazmente diferenças no
contributo produtivo de investimentos heterogéneos, conforme a
composição do investimento, e as variações do capital. As variações
do input de capital agregado têm, desse modo, duas fontes distintas
– mudanças na quantidade do capital de determinado tipo e alterações
na composição dos vários tipos de activos com produtos marginais e
custos de utilização diferentes [
3].
A
A
A
Medidas de crescimento da produtividade
sem ajustamentos para diferentes tipos
de factores produtivos
A seguinte notação é utilizada para discutir a produtividade dos factores
com e sem controlo para efeitos de qualidade:
Y
P
N
H
N*H
K
Valor acrescentado a preços correntes;
Índice de preços implícito no valor acrescentado;
Número total de pessoas empregues;
Média de horas de trabalho por pessoa;
Total de horas de trabalho;
Stock de capital bruto agregado.
As letras minúsculas representam logaritmos e ∆ o operador das
primeiras diferenças. ∆ x aproxima-se da taxa de crescimento (instantâneo)
108
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
de qualquer variável x. A medida-padrão das taxas de crescimento da
produtividade dos factores, ∆ πL e ∆ πK, é dada por:
∆ πL = ∆ y − ∆ p − (∆ n + ∆ h)
∆ πK = ∆ y − ∆ p − ∆ k
Produtividade do trabalho
Produtividade do capital
Esta especificação estandardizada não diferencia os vários tipos de
factores: atribui o mesmo peso a cada hora de trabalho e não estabelece
diferenças entre activos, apesar de o seu contributo marginal para o
produto poder ser bastante diferente. Tal diferenciação pode ser
introduzida quando houver informação acerca de quantidades e preços
dos diferentes tipos de factores produtivos. No caso do factor trabalho,
os preços irão representar a taxa salarial de acordo com as qualificações,
e no caso do capital o preço de aluguer do activo ou o custo de utilização
do capital. Doravante, os diferentes tipos de trabalho e de capital serão
distinguidos pelo índice j.
Medidas do crescimento da produtividade
com ajustamentos para diferentes tipos
de factores produtivos
Dado um determinado conjunto de observações de diferentes tipos de
trabalho ou capital e um conjunto de preços correspondentes, wj,t, é
possível construir uma variável agregada F que combine quantidades
de diferentes tipos de factores numa medida de input total de trabalho
ou de capital ajustado à qualidade. A este respeito, os estudos de
produtividade utilizam frequentemente o índice de Törnqvist e a mesma
prática é seguida aqui. Um índice de Törnqvist do factor de produção F
é dado através da expressão que se segue, em que vj,t representa a
parcela do componente j nos custos totais do factor. Esta é uma medida
conceptualmente correcta do fluxo de quantidade total de trabalho ou
de serviços de capital:
[A1.1]
Assim, a taxa de crescimento do input total do factor ∆ f, utilizando o
índice de Törnqvist, é uma média ponderada das taxas de crescimento
dos diferentes componentes. Os pesos correspondem à quota a preços
correntes no custo total de cada factor. Subtrair a medida não ajustada
do factor produtivo àquela que foi ajustada às alterações de composição
origina uma expressão ∆ cf para os efeitos da variação da qualidade do
factor nos serviços de input total dos factores:
∆ cl = ∆ l(aj) − (∆ n + ∆ h)
∆ ck = ∆ k(aj) − ∆ k
[A1.2]
[A1.3]
© OCDE 2004 Anexo 1 – Indicadores Macroeconómicos do Crescimento Económico
109
As equações [A1.2] e [A1.3] podem ser reordenadas de modo a
produzirem uma decomposição do crescimento global dos factores:
∆ l(ad) = ∆ cl + ∆ n + ∆ h
∆ k(ad) = ∆ ck + ∆ k
Factor trabalho
De modo a considerar as alterações na composição do factor trabalho,
foram considerados seis tipos diferentes de trabalho baseados no género
e três níveis distintos de escolarização: ensino abaixo do secundário
superior (below upper secondary education); ensino secundário superior
(upper secondary education) e ensino terciário (tertiary education).
Assim, na sequência da equação [A1.1] e assumindo que Lj indica o
input de trabalho j com j = 1, 2, …6 e que cada tipo de trabalho é
remunerado à taxa salarial wj, então pode-se chegar à medida do input
de trabalho ajustada. Há, contudo, uma série de aspectos que vale a
pena notar, incluindo:
• Primeiro, parte-se do princípio de que a taxa de variação
da média das horas semanais ou anuais é semelhante
dentro de um mesmo grupo de escolarização e de género,
i. e. ∆ hj = ∆ h para todos os j. Esta simplificação pode ser
usada em conjunto com a expressão ∆ lj = ∆ nj + ∆ hj;
• Segundo, os dados das taxas salariais relativas por grau de
escolaridade e género só estão disponíveis para os anos
90, tendo-se, deste modo, assumido que as taxas salariais
relativas foram constantes ao longo do período considerado
na análise. Mais especificamente, para as seis categorias
de escolaridade e género disponíveis, o spread dos salários
foi calculado da seguinte forma:
wj
wM,U-SE
, j = 2, 3, 4, 5, 6,
ou seja, como a taxa salarial de cada categoria de escolarização
relativamente aos salários dos trabalhadores masculinos
com escolaridade ao nível do ensino secundário superior
(wM,U-SE);
• Terceiro, as ponderações wj,c da equação [A1.1], para o
país c podem ser reformuladas em termos de salários
relativos:
110
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Factor capital
As medições estandardizadas do capital (baseadas na agregação de
stocks constituídos por um montante variável de investimento a preços
de aquisição reais) assentam em dois pressupostos [
4]:
A
• O fluxo de serviços de capital é uma percentagem constante
de uma medida estimada do stocks de capital e, por isso, a
taxa de variação dos serviços de capital ao longo do tempo
coincide com a taxa de variação do stocks de capital, sendo
esta estimada através da acumulação de investimento
quantificável, de acordo com pressupostos acerca do tempo
de vida dos activos, depreciação física, etc.;
• O stocks de capital agregado é composto por uma classe
homogénea de activos ou, alternativamente, por activos
diferentes que geram as mesmas receitas marginais em
termos de produção.
E
4a Bassanini, A., S. Scarpetta
e I. Visco (2000), «Knowledge,
Technology and Economic Growth:
Recent Evidence from OECD
Countries», OCDE Economics
Department Working Papers, n.º 259.
A
4b Colecchia, A., e P. Schreyer (2002),
«ICT Investment and Economic Growth
in the 1990s: Is the United States a
Unique Case? A Comparative Study of
Nine OECD Countries», Review of
Economic Dynamics, vol. 5, n.º 2.
Alternativamente, Jorgenson e Griliches (1967) [
2] propuseram calcular
as taxas de crescimento do serviço de capital de activos individuais a partir
da informação dada acerca dos fluxos de investimento, da duração do
serviço e do perfil de uso e desgaste de um activo. Sugeriram, depois,
que se agregasse esses diferentes activos fixos tangíveis de acordo com
as suas produtividades marginais, utilizando como proxy os custos de
utilização. Os custos de utilização são compostos por:
• custo da oportunidade de investir dinheiro em activos
financeiros (ou outros) em vez de num bem de capital;
• depreciação física, i. e. perda de eficiência/produtividade do
activo fixo tangível à medida que ele vai envelhecendo;
• os ganhos ou perdas (esperados) de capital (alteração do
valor real do activo não relacionada com a depreciação física).
Estes três componentes reflectem-se na seguinte expressão,
em que qj é o preço de aquisição do activo, r é a taxa de juro
real, e dj é a taxa de depreciação do activo. Na sequência da
expressão [A1.1], o factor de ponderação de cada activo µj é
estimado pelos custos de utilização da seguinte forma:
[A1.4]
A inclusão da depreciação do mercado (−∆ qj), assim como a sua
quantificação exacta, têm sido debatidas na literatura. O próprio Griliches
sugere que só a depreciação física deve ser considerada no custo de
utilização, mas não a depreciação do mercado. A escolha depende, na
verdade, do modelo. Num modelo putty-clay vintage, a produtividade
mantém-se inalterada durante todo o tempo de vida da máquina; assim,
se o tempo de vida for suficientemente longo, é possível uma aproximação
© OCDE 2004 Anexo 1 – Indicadores Macroeconómicos do Crescimento Económico
111
à produtividade marginal do capital através do lado direito da equação
[A1.4], sem o termo de depreciação do mercado. Por outro lado, a equação
[A1.4] poderá ser racionalizada através da evolução ao longo da trajectória
de crescimento equilibrado de um modelo putty-putty vintage com previsão
e
perfeita (i. e. q j = qj). Contudo, fora da trajectória de crescimento equilibrado,
a depreciação do mercado num modelo putty-putty vintage deve ser
introduzida na equação [A1.4] nos termos esperados [• 1]. Na prática, a
expressão proposta por Jorgenson e Griliches [
2], que é a mais utilizada
na literatura, assume expectativas extrapolativas, enquanto que uma
expressão sem a depreciação de mercado deveria ser racionalizada de
acordo com expectativas reduzidas.
A
E
5 Hodrick, R. e E. Prescott (1997),
«Post-War US Business Cycles: An
Empirical Investigation», Journal of Money,
Credit and Banking, vol. 29.
• 1 Importa notar também que a
agregação através dos custos de
utilização (qualquer que seja a
maneira como eles são definidos)
presume que os activos são
homogéneos. Isto implica que
diferentes gerações (vintages) da
mesma máquina sejam contabilizadas
como activos diferentes, enquanto que
os seus preços correntes (expressos
em termos do deflator do produto)
aparecem na equação [A1.4]. Na
prática, contudo, isto iria introduzir
problemas insolúveis na construção
das taxas de crescimento para novas
máquinas. A solução apresentada por
Jorgenson e Griliches (1967) sugere
uma ampliação do processo anterior,
para agregar diferentes gerações do
mesmo activo através da utilização de
índices de preços hedónicos. Desta
maneira, o fluxo agregado de serviços
de capital de cada activo entre todas
as gerações pode ser considerado
proporcional ao stock existente desse
activo de capital expresso em
unidades de eficiência.
A
A medida do serviço de capital aqui utilizada foi extraída de Colechia
e Schreyer [
4b], sendo calculada para nove países (incluindo os do
G-7) baseando-se numa agregação entre sete tipos de bens de capital
(incluindo três bens de capital TI – hardware informático, equipamento
de comunicação e software), ponderados pelos seus custos de utilização,
considerando também ganhos ou perdas de capital e deflatores
hedónicos. Dada a grande heterogeneidade dos activos de capital físico,
este é um nível ainda bastante elevado de agregação. Como termo de
comparação, Jorgenson utiliza normalmente uma decomposição do
capital em 69 activos diferentes.
Dada a série cronológica que depende de KPj,t e µj,t, as ponderações
específicas dos activos vj,t, como na equação [A1.1] são dadas por:
A1.2. Estimativas das tendências do produto
e da produtividade do trabalho
Esta secção descreve o método utilizado para estimar a tendência de
séries cronológicas, ou seja, o filtro de Hodrick-Prescott alargado
(extended Hodrick-Prescott filter) [
5]. Os valores reais e estimados
do crescimento do PIB, do PIB per capita e do PIB por trabalhador (em
toda a economia e apenas no sector empresarial) são apresentados nas
[
Tabelas A1.1 a A1.8]. O filtro de Hodrick-Prescott (H-P) pertence a
uma família de abordagens estocásticas que trata a componente cíclica
do output observado como um fenómeno estocástico. A componente
cíclica (choques da procura) está separada da componente permanente
(choques da oferta), partindo do pressuposto de que a primeira tem um
efeito apenas temporário, enquanto que a última se mantém. O filtro
H-P é obtido mediante a minimização da soma dos quadrados dos
desvios da variável log (por exemplo, o PIB) (y) da tendência estimada τy,
sujeita a uma restrição de alisamento que penaliza as variações quadradas
a
112
A
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
no crescimento das séries da tendência estimadas. Assim, os valores
da tendência H-P são aqueles que minimizam:
[A1.5]
A variável tendência estimada τy é uma função de λ e, simultaneamente,
dos valores passados e futuros de y. Os valores mais elevados de λ significam
um peso maior sobre o alisamento da série de tendência estimada (para
valores muito elevados, a série de tendência estimada irá convergir para
uma tendência temporal linear). Para além da escolha arbitrária do parâmetro
λ (estabelecido de acordo com o valor-padrão de 400 para séries cronológicas
semi-anuais), o filtro H-P poderá conduzir a resultados «imprecisos», caso
a componente temporária apresente demasiada persistência. A distinção
entre as componentes temporária e permanente torna-se, então,
particularmente complicada, especialmente no final da amostra, quando o
filtro H-P sofre de um problema de alteração na fase de amostra.
E
6a Butler, L. (1996), «A Semi-Structural Approach to Estimate
Potential Output: Combining Economic
Theory with a Time-Series Filter», Bank
of Canada Technical Report, n.º 76.
6b Conway, P. e B. Hunt (1997),
«Estimating Potential Output: A Semi-Structural Approach», Bank of New
Zealand Discussion Papers, n.º G97/9.
De modo a reduzir o problema do final da amostra, o filtro H-P é alterado por
forma a ter em conta a informação contida na taxa média de crescimento
histórico [
6]. Assim, os valores de tendência obtidos através do filtro de
Hodrick-Prescott Alargado (HPA) seriam aqueles que minimizassem:
[A1.6]
A
• 2 Scarpetta et al. (2000) também
comparam as séries de tendência
obtidas por esta abordagem com as
obtidas mediante a ampliação das
séries cronológicas através do Cenário
de Referência a Médio Prazo [Medium
Term Reference Scenario (MTRS)] da
OCDE. Os resultados são geralmente
semelhantes, apesar de, nalgumas
circunstâncias, as taxas de
crescimento estimadas para os anos
mais recentes apresentarem
diferenças. Entre os países do G-7,
a tendência das taxas de crescimento
do PIB para o Japão em 2000 será,
de certo modo, mais baixa utilizando
o MTRS, sendo igualmente possível
encontrar diferenças significativas
para 1999 e 2000 para Irlanda, Coreia,
México e Turquia (com taxas de
crescimento do PIB mais baixas dadas
pela utilização do MTRS) assim como
para a Grécia (com uma taxa
de crescimento do PIB mais alta
obtida através do MTRS).
em que os dois parâmetros vectoriais w são os vectores dos pesos
anexados aos termos de hiato, ∆ τy é a taxa de crescimento da tendência
estimada de produto e g é a taxa de crescimento histórico entre as datas
T1 e T2. A escolha dos pesos determina a importância dos dois hiatos
no problema da minimização. Nas estimativas utilizadas anteriormente,
w1 é definido como sendo igual a 1 no período de amostra e a 0 mais
tarde, w2 é definido como sendo igual a 0 no período da amostra e a 1
mais tarde. Como o objectivo era estimar os padrões de crescimento
recentes, esta forma de resolver o problema do ponto final pode ser
considerada uma abordagem prudente.
De facto, ela subvaloriza desvios acentuados do padrão histórico na
vizinhança do final da amostra. Por outro lado, as suas estimativas podem
ser consideradas como um limite inferior no caso de haver uma
aceleração da taxa de crescimento nos anos mais recentes (ou vice-versa, em caso de desaceleração) [• 2].
O problema do ponto final não é a única deficiência teórica grave do
filtro HP. Quando os componentes da parte da oferta são sujeitos a
choques estocásticos temporários com uma variância maior do que a
da componente da parte da procura, ou quando a componente da parte
da procura apresenta um grau significativo de persistência, a
© OCDE 2004 Anexo 1 – Indicadores Macroeconómicos do Crescimento Económico
113
A
E
7 Harvey, A. C. e A. Jaeger (1993),
«Detrending, Stylized Facts and the
Business Cycle», Journal of Applied
Econometrics, vol. 8.
E
8 Scarpetta, S., A. Bassanini,
D. Pilat e P. Schreyer (2000), «Economic
Growth in the OECD Area: Recent Trends
at the Aggregate and Sectoral Level»,
OECD Economics Department Working
Papers, n.º 248.
E
9a Gordon, R. J. (1997), «The Time-Varying NAIRU and Its Implications for
Economic Policy», Journal of Economic
Perspectives, vol. 11.
E
E
E
E
9b OCDE (1999), Implementing
the OECD Jobs Strategy: Assessing
Performance and Policy.
9c OCDE (1999), OECD Economic
Outlook, n.º 68.
10 Moosa, I. A. (1997), «A Cross-country Comparison of Okun’s Coefficient»,
Journal of Comparative Economics, vol. 24.
11a Laxton, D. e R. Tetlow (1992),
«A Simple Multivariate Filter for the
Measurement of Potential Output», Bank of
Canada Technical Report, n.º 59.
E
11b Apel, M. e P. Jansson (1999),
«A Theory-Consistent Approach for
Estimating Potential Output and the
NAIRU», Economics Letters, n.º 74.
• 3 O uso de ambas não é frequente
A
na literatura: a Curva de Phillips tem
sido mais utilizada [
9]; contudo,
a Lei de Okun tem sido utilizada
por Moosa [
10]. Laxton e
Tetlow, Conway e Hunt e Apel e
Jansson [
6b-11] utilizam ambas.
A
A
A
decomposição do ciclo e da tendência estimada por um filtro H-P revela-se imprecisa [
6b-7]. Scarpetta et al. [
8] apresentam também
uma análise de sensibilidade na qual as séries do H-P alargado do
crescimento do PIB são comparadas com as baseadas num filtro
multivariável (MV). Com o filtro MV, a informação acerca do processo
de inflação-produto (Curva de Phillips) e do processo produto-emprego
(Lei de Okun) é incluída no problema da optimização [• 3]. Desde que
estes dois processos estejam bem identificados, os dados sobre a
inflação e o emprego ajudam a identificar a tendência do produto.
A combinação da estimativa da tendência do produto com a curva de
Phillips e a curva de Okun garante uma estimativa consistente da
tendência do produto e do emprego. Além disso, o rácio das duas séries
produz uma medida consistente da tendência da produtividade do
trabalho. Também neste caso, as estimativas da tendência das taxas de
crescimento do PIB são geralmente consistentes com as obtidas pelo
filtro alargado de HP referido anteriormente.
114
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Tabela
A1.1
Crescimento do PIB efectivo na zona da OCDE
Total da economia, taxa de variação anual (percentagem)
Total da economia 1970-00
Estados Unidos
Japão
Alemanha
Alemanha Ocidental
França
Itália
Reino Unido
Canadá
Austrália
Áustria
Bélgica
República Checa
Dinamarca
Finlândia
Grécia
Hungria
Islândia
Irlanda
Coreia
Luxemburgo
México
Holanda
Nova Zelândia
Noruega
Parte continental
da Noruega
Polónia
Portugal
Espanha
Suécia
Suíça
Turquia
1970-80
1980-90
19901-00
1996-00
3,2
3,3
..
2,5
2,5
2,5
2,3
3,3
3,3
2,8
2,5
..
2,2
2,9
2,5
..
3,9
5,2
7,5
4,3
4,0
2,7
2,2
3,5
3,2
4,4
..
2,7
3,3
3,6
1,9
4,3
3,2
3,6
3,4
..
2,2
3,5
4,6
..
6,3
4,7
7,6
2,6
6,6
2,9
1,6
4,7
3,2
4,1
..
2,2
2,4
2,2
2,7
2,8
3,2
2,3
2,1
..
1,9
3,1
0,7
..
2,7
3,6
8,9
4,5
1,8
2,2
2,5
2,4
3,2
1,3
1,6
..
1,8
1,6
2,3
2,8
3,5
2,3
2,1
1,5
2,3
2,2
2,3
2,3
2,6
7,3
6,1
5,9
3,5
2,9
2,6
3,4
4,2
0,7
2,0
..
2,9
2,1
2,9
4,4
4,2
2,7
3,2
0,1
2,8
5,3
3,7
4,7
4,6
10,4
4,3
7,1
5,6
3,8
2,2
2,6
2,9
..
3,5
3,0
1,9
1,4
4,3
4,4
..
4,7
3,5
1,9
1,4
4,1
1,5
..
3,2
2,9
2,2
2,1
5,2
2,8
3,6
2,7
2,6
1,7
0,9
3,6
2,6
4,9
3,6
4,1
3,3
2,2
3,1
Coeficiente de variação
Total da OCDE
0,38
UE 15
0,30
OCDE 242
0,28
0,41
0,28
0,35
0,51
0,34
0,34
0,51
0,58
0,51
0,83
0,80
0,87
1. 1991 para a Alemanha e a Hungria; 1992 para a República Checa.
2. Excluindo República Checa, Hungria, Coreia, México, Polónia e República Eslovaca.
Fonte: OECD (2001), OECD Economic Outlook, n.º 70.
116
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
1990
1991
1992
1,8
5,3
..
5,7
2,6
2,0
0,8
0,2
1,3
4,7
2,9
..
1,0
0,0
0,0
..
1,1
8,5
7,8
2,2
5,1
4,1
0,6
2,0
-0,5
3,1
..
..
1,0
1,4
-1,4
-2,1
-0,6
3,3
1,8
..
1,1
-6,3
3,1
..
0,7
1,9
9,2
6,1
4,2
2,3
-1,9
3,1
3,1
0,9
1,8
..
1,3
0,8
0,2
0,9
2,4
2,3
1,6
..
0,6
-3,3
0,7
-3,1
-3,3
3,3
5,4
4,5
3,6
2,0
0,8
3,3
1,0
..
4,4
3,8
1,1
3,7
9,3
1,4
-7,0
2,3
2,5
-1,1
-0,8
0,9
2,2
2,5
2,5
0,9
-1,7
-0,1
6,0
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2,7
0,4
-1,1
..
-0,9
-0,9
2,5
2,4
3,9
0,4
-1,5
-0,9
0,0
-1,1
-1,6
-0,6
0,6
2,7
5,5
8,7
2,0
0,8
4,7
3,1
4,0
1,0
2,3
..
1,8
2,2
4,7
4,7
4,7
2,6
2,8
2,6
5,5
4,0
2,0
2,9
4,5
5,8
8,3
4,2
4,5
3,2
6,1
5,5
2,7
1,6
1,7
..
1,9
2,9
2,9
2,8
4,1
1,6
2,6
5,9
2,8
3,8
0,1
1,5
0,1
10,0
8,9
3,8
-6,2
2,3
3,9
3,8
3,6
3,5
0,8
..
1,1
1,1
2,6
1,6
4,1
2,0
1,2
4,3
2,5
4,0
2,4
1,3
5,2
7,8
6,8
3,6
5,1
3,0
3,3
4,9
4,4
1,8
1,4
..
1,9
2,0
3,4
4,3
3,5
1,6
3,6
-0,8
3,0
6,3
3,6
4,6
4,8
10,8
5,0
9,0
6,8
3,8
2,9
4,7
4,3
-1,1
2,0
..
3,5
1,8
3,0
3,9
5,4
3,5
2,2
-1,2
2,8
5,3
3,4
4,9
4,6
8,6
-6,7
5,8
4,9
4,3
-0,6
2,4
4,1
0,8
1,8
..
3,0
1,6
2,1
5,1
4,5
2,8
3,0
-0,4
2,1
4,0
3,4
4,2
4,0
10,8
10,9
6,0
3,8
3,7
3,7
1,1
4,1
1,5
3,0
..
3,4
2,9
2,9
4,4
3,4
3,0
4,0
2,9
3,2
5,7
4,3
5,2
5,0
11,5
8,8
7,5
6,9
3,5
3,0
2,3
2,8
3,7
-1,1
-1,0
-1,8
-0,5
8,0
4,1
5,2
2,2
2,4
4,1
0,5
-5,5
2,9
7,0
2,8
2,8
3,7
0,5
7,2
3,8
6,0
3,7
2,4
1,1
0,3
7,0
4,2
6,8
3,8
4,0
2,1
1,7
7,5
3,6
4,9
3,8
4,3
3,6
2,4
3,1
1,0
4,0
3,3
4,1
4,1
1,6
-4,7
1,8
4,0
3,3
4,1
3,5
3,0
7,2
© OCDE 2004 Anexo 1 – Indicadores Macroeconómicos do Crescimento Económico
117
Tabela
A1.2
Crescimento do PIB efectivo per capita na zona da OCDE
Total da economia, taxa de variação anual (percentagem)
Total da economia 1970-00
1970-80
1980-90
19901-00
1996-00
2,2
2,6
..
1,5
2,0
2,2
2,1
2,0
1,9
2,5
2,3
..
1,9
2,5
1,9
..
2,8
4,3
6,2
3,4
1,5
2,0
1,2
3,0
2,1
3,3
..
2,6
2,7
3,1
1,8
2,8
1,5
3,5
3,2
..
1,8
3,1
3,6
..
5,2
3,3
5,8
1,9
3,3
2,1
0,5
4,2
2,2
3,5
..
2,0
1,8
2,2
2,5
1,5
1,7
2,1
2,0
..
1,9
2,7
0,2
..
1,6
3,3
7,6
3,9
-0,3
1,6
1,9
2,0
2,2
1,1
1,3
..
1,4
1,4
1,9
1,7
2,3
1,8
1,8
1,6
2,0
1,8
1,9
3,4
1,6
6,4
5,1
4,5
1,7
2,2
1,2
2,8
3,3
0,5
2,0
..
2,6
1,9
2,4
3,5
3,0
2,6
3,0
0,2
2,4
5,0
3,5
5,1
3,4
9,2
3,3
5,7
4,2
3,2
1,4
2,0
2,4
..
3,0
2,5
1,6
1,0
2,1
3,8
..
3,4
2,5
1,6
1,2
1,8
1,1
..
3,1
2,6
1,9
1,5
2,8
2,2
3,5
2,5
2,5
1,4
0,2
1,8
2,0
4,9
3,2
4,0
3,2
1,8
1,5
Coeficiente de variação
0,44
Total da OCDE
0,31
UE 15
0,32
OCDE 242
0,43
0,26
0,40
0,61
0,38
0,35
0,58
0,60
0,59
0,55
0,52
0,56
Estados Unidos
Japão
Alemanha
Alemanha Ocidental
França
Itália
Reino Unido
Canadá
Austrália
Áustria
Bélgica
República Checa
Dinamarca
Finlândia
Grécia
Hungria
Islândia
Irlanda
Coreia
Luxemburgo
México
Holanda
Nova Zelândia
Noruega
Parte continental
da Noruega
Polónia
Portugal
Espanha
Suécia
Suíça
Turquia
1. 1991 para a Alemanha; 1992 para a República Checa e a Hungria.
2. Excluindo República Checa, Hungria, Coreia, México, Polónia e República Eslovaca.
Fonte: OECD (2001), OECD Economic Outlook, n.º 70.
118
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
0,7
5,0
..
3,7
2,1
3,4
0,4
-1,3
-0,2
3,4
2,6
..
0,8
-0,4
-0,5
..
0,3
8,8
6,8
0,6
3,0
3,4
-0,4
1,6
-1,5
2,8
..
..
0,6
1,3
-1,8
-3,3
-1,9
1,9
1,4
..
0,9
-7,1
2,0
..
-0,5
1,3
8,1
4,7
2,2
1,4
-5,1
2,6
1,9
0,6
1,5
..
0,8
0,6
-0,1
-0,4
1,2
1,5
1,2
..
0,3
-3,6
-0,5
..
-4,5
2,6
4,3
3,0
1,6
1,3
-0,2
2,7
1,6
0,2
-1,8
..
-1,3
-1,2
2,2
1,2
2,9
-1,0
-1,9
-1,1
-0,3
-1,6
-2,1
-0,3
-0,4
2,3
4,4
7,2
0,0
0,1
3,5
2,5
3,0
0,8
2,0
..
1,5
1,9
4,3
3,5
3,6
2,1
2,4
2,6
5,1
3,5
1,6
3,3
3,6
5,2
7,2
2,7
2,4
2,6
4,7
4,9
1,7
1,1
1,4
..
1,5
2,7
2,5
1,7
2,9
1,4
2,2
6,0
2,3
3,4
1,8
1,8
-0,4
9,4
7,8
2,2
-8,1
1,7
2,4
3,3
2,6
3,2
0,5
..
0,7
0,9
2,3
0,5
2,8
1,8
1,2
4,4
1,9
3,7
2,3
1,7
4,6
7,0
5,7
2,9
2,9
2,6
1,7
4,4
3,4
1,6
1,2
..
1,6
1,8
3,1
3,2
2,3
1,4
3,3
-0,6
2,5
6,0
3,3
5,0
4,0
9,8
4,0
7,6
4,8
3,3
1,6
4,1
3,3
-1,4
2,0
..
3,2
1,7
2,6
3,0
4,3
3,4
2,0
-1,1
2,4
5,1
3,2
5,3
3,5
7,3
-7,6
4,5
3,0
3,7
-1,5
1,8
3,2
0,6
1,8
..
2,6
1,5
1,7
4,2
3,4
2,6
2,8
-0,3
1,8
3,7
3,4
4,6
2,7
9,7
9,9
4,5
1,8
3,0
3,2
0,4
3,2
1,4
2,9
..
2,9
2,7
2,4
3,6
2,2
2,8
3,8
3,0
2,9
5,5
4,1
5,6
3,5
10,2
7,8
6,0
7,1
2,7
2,5
1,6
0,6
..
4,8
3,6
0,3
2,7
6,7
0,9
-7,3
2,5
2,4
-1,8
-2,1
-1,0
1,6
2,2
2,9
0,7
-2,3
-1,2
4,0
2,2
3,5
-1,2
-1,2
-2,4
-1,4
6,1
3,5
5,0
2,2
2,2
3,4
-0,6
-7,1
2,4
6,9
2,8
2,6
3,2
0,2
5,3
3,3
5,9
3,5
2,3
0,9
-0,1
5,2
3,6
6,8
3,7
3,9
2,0
1,5
5,8
3,0
4,8
2,9
4,2
3,5
2,1
1,4
0,4
4,0
3,1
4,0
4,0
1,1
-6,2
1,2
4,0
3,1
4,0
3,4
2,4
5,5
© OCDE 2004 Anexo 1 – Indicadores Macroeconómicos do Crescimento Económico
119
Tabela
A1.3
PIB efectivo por pessoa empregada na zona da OCDE
Total da economia, taxa de variação anual (percentagem)
Total da economia 1970-001
1970-80
19802-90
19903-001
1996-001
1,4
2,5
..
1,3
2,0
2,2
1,9
1,1
1,6
2,3
2,3
..
1,6
2,6
1,8
..
2,1
3,4
4,7
3,3
,
1,6
1,0
2,4
0,8
3,6
..
2,6
2,7
2,9
1,7
0,8
1,7
3,0
3,2
..
1,8
2,5
4,0
..
3,6
3,8
3,9
1,5
..
2,6
0,0
3,2
1,4
2,8
..
1,7
2,1
2,1
2,0
1,1
1,0
2,1
2,0
..
1,0
2,4
-0,3
..
1,0
3,6
5,9
3,7
0,1
1,3
2,3
1,8
1,9
1,0
1,5
..
1,3
1,7
2,0
1,4
2,1
1,9
1,7
..
2,1
2,9
1,8
4,2
1,5
3,0
4,5
4,6
0,3
0,8
0,7
2,3
2,6
0,9
1,1
..
1,4
0,9
1,5
1,8
2,2
1,8
2,0
1,4
1,8
2,9
3,1
3,1
2,2
3,2
4,0
4,8
1,8
0,8
1,5
1,0
1,7
..
2,1
2,5
1,7
0,7
2,7
2,7
..
3,0
3,8
1,0
1,2
2,2
0,9
..
1,7
2,3
1,6
0,3
3,6
1,6
5,8
1,7
1,5
2,5
0,6
2,5
1,1
5,7
1,5
0,2
2,1
1,6
2,9
Coeficiente de variação
0,28
UE 15
0,33
0,49
0,45
0,59
0,34
0,46
0,53
0,46
0,52
Estados Unidos
Japão
Alemanha
Alemanha Ocidental
França
Itália
Reino Unido
Canadá
Austrália
Áustria
Bélgica
República Checa
Dinamarca
Finlândia
Grécia
Hungria
Islândia
Irlanda
Coreia
Luxemburgo
,México
Holanda
Nova Zelândia
Noruega
Parte continental
da Noruega
Polónia
Portugal
Espanha
Suécia
Suíça
Turquia
OCDE 24
4
1. 1999 para a Irlanda.
2. 1983 para o México.
3. 1991 para Hungria e Alemanha; 1992 para a República Checa; 1993 para a Polónia.
4. Excluindo República Checa, Hungria, Coreia, México, Polónia e República Eslovaca.
Fonte: OECD (2001), OECD Economic Outlook, n.º 70.
120
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
0,5
3,3
..
2,7
1,8
0,7
0,5
0,2
-0,2
3,0
2,0
..
0,4
0,1
-1,3
..
2,2
3,9
4,7
0,7
2,2
1,0
-0,3
2,9
0,4
1,2
..
..
1,0
0,7
1,7
-0,4
1,5
1,9
1,7
..
1,7
-1,2
5,6
..
0,8
2,2
5,8
4,7
1,4
-0,3
-0,6
4,2
2,4
-0,1
3,8
..
1,9
1,8
2,4
1,6
3,1
2,1
2,1
..
1,1
4,1
-0,7
7,2
-1,9
2,8
3,5
4,3
-0,1
0,4
0,0
3,6
1,1
0,2
0,3
..
0,3
2,3
2,9
1,6
3,5
1,1
-0,8
0,3
2,3
5,3
-2,4
6,2
1,4
1,2
3,9
9,0
-1,7
0,1
2,0
3,1
1,7
0,9
2,5
..
1,7
3,9
3,7
2,7
1,5
2,7
3,1
1,5
6,1
4,8
0,1
6,5
4,0
2,4
5,1
3,4
1,2
3,3
1,3
3,9
1,2
1,5
1,5
..
1,0
3,6
1,5
0,9
0,0
1,6
1,9
5,0
0,7
1,6
1,2
3,4
-0,7
4,8
6,1
2,8
-6,2
-0,2
-1,2
1,6
2,1
3,0
1,1
..
0,9
0,6
1,5
0,8
2,7
2,6
0,8
4,2
1,4
2,6
2,7
1,9
2,8
3,7
4,8
2,6
1,1
1,0
-0,4
2,3
2,1
0,7
1,6
..
1,3
1,6
1,4
1,9
2,6
1,1
2,8
-0,2
1,3
4,2
4,3
4,3
2,9
6,9
3,6
7,7
0,7
0,4
2,5
1,7
2,8
-0,4
0,9
..
2,1
0,7
1,8
1,2
3,6
2,7
1,0
0,2
2,3
2,9
-0,7
3,4
1,2
-1,5
-1,5
3,8
1,5
1,0
0,0
0,0
2,5
1,6
0,6
..
1,2
0,4
0,9
2,2
2,2
1,4
1,6
1,9
1,2
0,7
4,2
0,5
1,2
4,3
9,3
3,3
2,6
0,7
2,2
0,7
2,8
1,8
1,3
..
1,1
1,0
1,8
1,8
0,4
2,1
2,4
3,7
2,5
3,9
4,6
4,2
3,4
..
4,8
4,6
2,2
1,2
1,4
1,8
2,1
..
2,1
1,1
0,1
0,6
7,4
2,8
..
-0,6
2,3
0,9
-3,2
-1,6
2,4
..
1,6
2,9
2,6
1,2
5,6
2,7
..
0,9
3,4
4,2
0,1
14,1
2,5
6,9
2,4
3,3
5,1
2,3
-11,9
0,5
6,1
3,4
0,9
2,1
-0,1
4,6
1,2
4,8
3,2
1,0
1,7
-0,1
4,5
1,1
5,4
1,9
1,1
3,2
2,1
7,7
1,1
3,6
1,3
0,8
2,1
0,9
0,6
0,7
8,2
1,4
-0,5
1,8
1,2
-7,1
1,2
5,7
1,5
-0,6
1,3
2,0
11,4
© OCDE 2004 Anexo 1 – Indicadores Macroeconómicos do Crescimento Económico
121
Tabela
A1.4
Crescimento da tendência do PIB na zona da OCDE
Total da economia, taxa de variação anual (percentagem)
Total da economia 1970-00
1970-80
1980-90
19901-00
1996-00
3,1
3,4
..
2,6
2,5
2,5
2,3
3,1
3,3
2,8
2,5
2,2
2,9
2,5
3,6
5,1
7,5
4,2
3,9
2,7
2,1
3,5
3,0
4,7
..
2,7
3,3
3,5
1,9
4,0
3,3
3,5
3,2
2,3
3,5
4,4
5,5
4,6
8,1
2,4
6,2
2,9
1,9
4,3
3,1
3,9
..
2,2
2,2
2,3
2,5
2,6
3,1
2,3
2,1
1,9
2,6
0,9
2,8
3,3
8,4
4,5
2,1
2,1
2,0
2,8
3,3
1,7
1,5
..
1,9
1,7
2,4
2,8
3,6
2,4
2,2
2,2
2,5
2,2
2,5
7,4
6,1
5,8
3,4
3,0
2,5
3,3
3,7
1,1
1,7
..
2,3
1,8
2,7
3,6
4,0
2,5
2,6
2,7
4,1
2,9
3,7
9,1
5,2
6,0
4,1
3,3
2,6
3,2
2,8
3,5
3,0
2,0
1,4
4,3
4,1
4,3
3,4
2,1
1,3
4,5
1,8
3,1
2,6
2,0
1,9
4,5
2,6
3,0
2,8
1,8
1,1
3,9
2,8
3,1
3,3
2,7
1,5
3,5
Coeficiente de variação
0,38
Total da OCDE2
0,29
UE 15
0,28
OCDE 243
0,40
0,26
0,32
0,49
0,32
0,31
0,49
0,56
0,48
0,48
0,56
0,50
Estados Unidos
Japão
Alemanha
Alemanha Ocidental
França
Itália
Reino Unido
Canadá
Austrália
Áustria
Bélgica
Dinamarca
Finlândia
Grécia
Islândia
Irlanda
Coreia
Luxemburgo
México
Holanda
Nova Zelândia
Noruega
Parte continental
da Noruega
Portugal
Espanha
Suécia
Suíça
Turquia
1. 1991 para a Alemanha.
2. Excluindo República Checa, Hungria, Polónia e República Eslovaca.
3. Excluindo República Checa, Hungria, Coreia, México, Polónia e República Eslovaca.
Fonte: OECD (2001), OECD Economic Outlook, n.º 70.
122
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2,7
3,7
..
3,2
2,2
2,0
2,1
1,9
2,9
2,9
2,4
1,3
0,7
1,4
1,2
4,6
8,4
6,1
2,6
2,9
1,4
2,5
2,6
3,2
..
..
1,9
1,8
1,9
1,7
2,9
2,8
2,2
1,4
0,2
1,4
1,0
4,8
7,9
6,0
2,8
2,8
1,6
2,8
2,6
2,6
1,2
..
1,6
1,6
1,9
1,8
3,0
2,6
2,0
1,5
0,3
1,4
1,0
5,2
7,4
5,9
2,8
2,7
2,0
3,1
2,8
2,1
1,2
..
1,5
1,5
2,1
2,0
3,2
2,4
1,9
1,8
0,8
1,5
1,3
5,7
6,9
5,7
2,7
2,7
2,4
3,4
3,0
1,8
1,3
..
1,5
1,5
2,3
2,4
3,5
2,3
1,9
2,1
1,6
1,7
1,8
6,5
6,5
5,6
2,7
2,7
2,8
3,6
3,3
1,5
1,4
..
1,6
1,6
2,5
2,7
3,7
2,2
2,0
2,4
2,4
2,0
2,4
7,3
6,0
5,6
2,9
2,9
3,0
3,7
3,5
1,4
1,5
..
1,8
1,6
2,7
3,1
3,9
2,2
2,2
2,6
3,2
2,4
3,0
8,1
5,6
5,7
3,2
3,1
2,9
3,7
3,7
1,2
1,6
..
2,0
1,7
2,7
3,3
4,0
2,3
2,4
2,7
3,8
2,7
3,4
8,7
5,2
5,8
3,7
3,2
2,8
3,5
3,8
1,1
1,7
..
2,3
1,8
2,7
3,6
4,0
2,4
2,5
2,7
4,2
2,9
3,7
9,1
5,0
6,0
4,1
3,3
2,7
3,2
3,8
1,0
1,8
..
2,4
1,9
2,7
3,7
4,0
2,5
2,7
2,7
4,3
3,0
3,9
9,3
5,2
6,0
4,3
3,4
2,6
3,0
3,7
1,1
1,8
..
2,5
1,9
2,6
3,7
3,8
2,6
2,7
2,6
4,2
3,0
3,9
9,4
5,4
6,0
4,5
3,4
2,5
2,9
1,2
3,7
3,2
1,1
1,7
4,6
1,5
3,3
2,8
0,8
1,3
4,4
1,9
2,9
2,4
0,8
0,9
4,2
2,4
2,7
2,3
1,0
0,7
4,0
2,7
2,6
2,3
1,3
0,7
3,9
3,0
2,7
2,5
1,7
0,8
3,9
3,1
2,9
2,8
2,1
1,0
3,9
3,0
3,0
3,1
2,4
1,2
3,8
2,9
3,1
3,3
2,7
1,4
3,6
2,7
3,2
3,4
2,8
1,6
3,4
2,5
3,2
3,5
2,8
1,7
3,4
© OCDE 2004 Anexo 1 – Indicadores Macroeconómicos do Crescimento Económico
123
Tabela
A1.5
Crescimento da tendência do PIB per capita na zona da OCDE
Total da economia, taxa de variação anual (percentagem)
Total da economia 1970-00
1970-80
1980-90
19901-00
1996-00
2,1
2,8
..
1,5
1,9
2,3
2,0
1,9
1,9
2,5
3,2
1,9
2,5
1,9
2,5
4,2
6,2
3,4
1,5
2,0
1,1
3,0
1,9
3,6
..
2,5
2,7
3,0
1,8
2,6
1,6
3,4
3,0
1,9
3,1
3,4
4,3
3,1
6,3
1,7
2,9
2,1
0,8
3,8
2,1
3,3
..
1,9
1,6
2,3
2,2
1,4
1,6
2,1
2,0
1,9
2,2
0,5
1,7
3,0
7,2
4,0
0,0
1,6
1,4
2,5
2,3
1,4
1,2
..
1,5
1,5
2,1
1,7
2,4
1,9
1,9
1,9
2,1
1,8
1,5
6,4
5,1
4,5
1,6
2,4
1,2
2,7
2,8
0,9
1,7
..
1,9
1,7
2,3
2,6
2,8
2,3
2,3
2,3
3,9
2,7
2,6
7,9
4,2
4,6
2,7
2,7
1,8
2,5
2,3
3,0
2,4
1,6
1,0
2,1
3,5
3,0
2,3
1,8
1,1
2,2
1,4
3,1
2,3
1,7
1,4
2,1
2,0
2,8
2,7
1,5
0,4
2,1
2,2
2,7
3,2
2,6
1,1
1,9
Coeficiente de variação
Total da OCDE2
0,44
UE 15
0,30
OCDE 243
0,31
0,42
0,24
0,35
0,60
0,37
0,35
0,57
0,56
0,55
0,49
0,52
0,51
Estados Unidos
Japão
Alemanha
Alemanha Ocidental
França
Itália
Reino Unido
Canadá
Austrália
Áustria
Bélgica
Dinamarca
Finlândia
Grécia
Islândia
Irlanda
Coreia
Luxemburgo
México
Holanda
Nova Zelândia
Noruega
Parte continental
da Noruega
Portugal
Espanha
Suécia
Suíça
Turquia
1. 1991 para a Alemanha.
2. Excluindo República Checa, Hungria, Polónia e República Eslovaca.
3. Excluindo República Checa, Hungria, Coreia, México, Polónia e República Eslovaca.
Fonte: OECD (2001), OECD Economic Outlook, n.º 70.
124
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
1,6
3,4
..
1,2
1,7
3,5
1,8
0,3
1,4
1,7
2,1
1,1
0,2
0,9
0,4
4,9
7,3
4,5
0,6
2,2
0,4
2,1
1,5
2,8
..
..
1,4
1,7
1,5
0,5
1,6
1,4
1,8
1,1
-0,6
0,3
-0,3
4,2
6,8
4,5
0,8
1,9
-1,7
2,3
1,5
2,3
0,4
..
1,2
1,4
1,6
0,5
1,7
1,8
1,6
1,2
0,0
0,2
-0,2
4,4
6,3
4,4
0,8
1,9
0,9
2,5
1,7
1,9
0,5
..
1,1
1,1
1,8
0,9
2,2
1,0
1,5
1,5
0,3
1,0
0,3
5,3
5,8
4,2
0,8
1,9
1,3
2,8
2,0
1,6
1,0
..
1,2
1,2
2,0
1,2
2,4
1,8
1,6
1,8
1,1
1,3
1,0
5,9
5,4
4,2
0,7
2,1
1,4
3,0
2,3
1,1
1,1
..
1,3
1,4
2,2
1,6
2,5
2,0
1,6
1,9
2,0
1,8
1,9
6,8
5,0
4,0
0,8
2,4
1,5
3,2
2,5
1,1
1,2
..
1,5
1,5
2,3
1,9
2,5
2,1
2,2
1,9
2,9
2,3
2,4
7,3
4,5
5,0
1,0
2,6
1,3
3,2
2,7
0,9
1,4
..
1,7
1,5
2,4
2,3
2,8
2,2
2,1
2,2
3,5
2,3
2,7
7,7
4,2
4,5
1,7
2,7
1,5
2,9
2,8
0,8
1,7
..
1,9
1,7
2,4
2,7
2,9
2,4
2,3
2,4
3,9
2,7
2,6
7,8
4,1
4,6
2,2
2,7
1,8
2,6
2,9
0,9
1,7
..
2,0
1,8
2,2
2,8
2,8
2,3
2,4
2,3
3,9
3,0
2,6
8,2
4,2
4,6
2,3
2,7
2,1
2,3
2,8
0,9
1,8
..
2,0
1,7
2,2
2,8
2,6
2,4
2,5
2,3
4,0
2,8
2,4
8,2
4,5
4,6
4,7
2,7
1,9
2,2
0,9
4,2
3,0
0,3
0,7
2,1
1,0
3,4
2,6
0,2
0,0
2,4
1,4
3,3
2,2
0,2
-0,2
2,2
1,8
2,6
2,1
0,4
-0,2
2,1
2,1
2,6
2,1
0,6
-0,5
2,1
2,4
2,6
2,3
1,2
0,5
2,1
2,5
2,7
2,6
1,9
0,5
2,2
2,5
2,9
2,9
2,3
0,9
2,1
2,3
2,2
3,2
2,6
1,1
1,9
2,1
3,0
3,3
2,7
1,1
1,8
1,9
2,9
3,4
2,6
1,1
1,8
© OCDE 2004 Anexo 1 – Indicadores Macroeconómicos do Crescimento Económico
125
Tabela
A1.6
Tendência do PIB por pessoa empregada na zona da OCDE
Total da economia, taxa de variação anual (percentagem)
Total da economia 1970-001
1970-80
19802-90
19903-001
1996-001
1,3
2,6
..
1,3
2,0
2,3
1,9
1,1
1,6
2,4
2,3
1,6
2,6
1,8
1,9
3,5
4,8
3,3
..
1,6
0,9
2,4
0,7
3,9
..
2,7
2,8
2,9
1,9
0,9
1,8
3,1
3,2
1,8
2,6
3,7
2,8
4,0
4,4
1,5
..
2,8
0,2
2,7
1,3
2,6
..
1,6
2,0
2,2
1,9
0,9
1,1
2,1
2,0
1,1
2,4
0,1
1,2
3,2
5,6
3,8
-0,4
1,1
1,8
2,1
1,8
1,2
1,4
..
1,4
1,7
1,8
1,4
1,9
2,0
1,7
1,9
2,9
1,6
1,6
3,5
4,4
4,5
0,2
0,8
0,7
2,3
2,2
1,0
1,2
..
1,3
1,3
1,7
1,6
2,0
2,0
1,7
2,0
2,9
2,3
1,9
3,8
4,3
4,2
0,7
0,9
0,7
1,6
1,7
2,1
2,5
1,7
0,7
2,7
2,4
2,6
3,8
1,2
1,3
2,7
1,1
1,8
2,4
1,7
0,2
2,9
1,6
1,9
1,4
2,4
0,7
2,6
1,3
1,8
0,7
2,2
1,1
2,6
Coeficiente de variação
0,28
UE 15
0,35
OCDE 244
0,30
0,43
0,44
0,48
0,45
0,45
0,50
0,47
Estados Unidos
Japão
Alemanha
Alemanha Ocidental
França
Itália
Reino Unido
Canadá
Austrália
Áustria
Bélgica
Dinamarca
Finlândia
Grécia
Islândia
Irlanda
Coreia
Luxemburgo
México
Holanda
Nova Zelândia
Noruega
Parte continental
da Noruega
Portugal
Espanha
Suécia
Suíça
Turquia
1. 1999 para a Irlanda.
2. 1983 para o México.
3. 1991 para a Alemanha.
4. Excluindo República Checa, Hungria, Coreia, México, Polónia e República Eslovaca.
Fonte: OECD (2001), OECD Economic Outlook, n.º 70.
126
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1,3
2,3
..
1,9
1,9
2,2
1,5
0,9
1,1
2,3
1,9
1,2
2,4
1,0
1,5
3,5
5,0
5,1
0,0
0,8
1,3
2,8
1,3
1,9
..
..
1,7
2,1
1,7
1,0
1,4
2,2
1,8
1,5
2,5
1,0
1,3
3,3
4,8
5,0
0,0
0,8
1,0
2,9
1,4
1,6
1,7
..
1,5
2,1
1,8
1,1
1,6
2,1
1,7
1,8
2,7
0,9
1,3
3,2
4,6
5,0
-0,1
0,8
0,8
3,0
1,5
1,3
1,6
..
1,4
2,1
2,0
1,2
1,8
2,1
1,7
2,0
2,9
0,9
1,3
3,1
4,5
4,9
-0,3
0,8
0,7
2,9
1,6
1,2
1,6
..
1,3
2,1
2,0
1,3
1,9
2,0
1,6
2,1
3,0
1,1
1,4
3,2
4,4
4,7
-0,3
0,8
0,6
2,7
1,8
1,1
1,5
..
1,3
2,0
2,0
1,4
2,0
2,0
1,6
2,1
3,0
1,3
1,6
3,4
4,3
4,5
-0,3
0,8
0,6
2,4
1,6
2,2
2,1
1,9
0,2
2,9
1,8
2,1
2,1
2,1
0,2
2,8
1,9
2,0
2,2
2,3
0,3
2,8
1,9
2,0
2,1
2,6
0,4
2,6
1,8
2,0
1,9
2,7
0,6
2,4
1,6
2,1
1,7
2,7
0,7
2,3
1996
1997
1998
1999
2000
1,9
1,1
1,4
..
1,3
1,7
1,9
1,5
2,1
2,0
1,7
2,1
3,0
1,7
1,7
3,5
4,2
4,4
0,0
0,8
0,6
2,1
2,1
1,1
1,3
..
1,3
1,5
1,8
1,5
2,1
2,0
1,7
2,0
3,0
2,0
1,8
3,7
4,2
4,4
0,3
0,8
0,7
1,8
2,2
1,0
1,2
..
1,3
1,3
1,7
1,6
2,1
1,9
1,7
2,0
2,9
2,2
1,9
3,8
4,2
4,3
0,6
0,9
0,7
1,6
2,3
1,0
1,2
..
1,3
1,2
1,7
1,6
1,9
1,9
1,7
1,9
2,8
2,4
2,0
3,9
4,3
4,2
0,9
0,9
0,8
1,5
2,3
1,1
1,2
..
1,3
1,1
1,6
1,6
1,8
2,0
1,8
1,9
2,8
2,5
2,0
..
4,4
4,1
1,1
0,9
0,7
1,5
1,5
2,1
1,4
2,6
0,9
2,4
1,4
2,0
1,1
2,5
1,0
2,5
1,3
1,8
0,8
2,3
1,1
2,5
1,2
1,7
0,6
2,1
1,1
2,6
1,2
1,6
0,5
2,0
1,2
2,9
© OCDE 2004 Anexo 1 – Indicadores Macroeconómicos do Crescimento Económico
127
Tabela
A1.7
Crescimento da tendência do PIB na zona da OCDE
Sector empresarial, taxa de variação anual (percentagem)
Sector empresarial 19701-002
19701-80
1980-90
19903-002
1996-002
3,4
3,6
..
2,7
2,6
2,7
2,4
3,3
3,6
2,9
2,4
2,0
2,8
2,2
3,7
5,2
7,7
..
..
2,7
2,2
2,6
3,2
2,8
2,0
1,2
4,6
3,2
4,8
..
2,7
3,5
3,7
2,0
4,1
2,9
3,6
2,8
1,3
2,8
3,9
5,9
4,7
7,5
..
..
2,8
2,2
3,8
4,2
3,2
1,4
1,1
3,4
3,3
4,1
..
2,3
2,3
2,5
3,1
2,7
3,5
2,4
2,3
2,2
2,6
0,7
2,8
4,0
9,2
..
1,3
2,2
1,3
1,4
2,8
2,4
2,1
1,7
5,5
3,6
1,7
1,8
..
2,1
1,9
2,0
3,1
4,1
2,7
2,1
2,6
2,9
2,1
2,0
7,4
6,1
6,2
2,5
3,1
2,9
2,5
2,1
2,9
2,4
0,5
5,0
4,1
1,0
2,1
..
2,6
2,1
2,6
4,0
4,5
2,6
2,2
3,1
4,9
2,8
3,3
8,7
4,1
6,4
..
3,4
3,3
2,9
..
3,5
3,4
..
..
Coeficiente de variação
0,42
Total da OCDE5
0,28
UE 15
0,30
OCDE 246
0,42
0,33
0,36
0,59
0,29
0,39
0,52
0,55
0,51
0,46
0,52
0,47
Estados Unidos
Japão
Alemanha
Alemanha Ocidental
França
Itália
Reino Unido
Canadá
Austrália
Áustria
Bélgica
Dinamarca
Finlândia
Grécia
Islândia
Irlanda
Coreia
Luxemburgo
México
Holanda
Nova Zelândia
Noruega4
Portugal
Espanha
Suécia
Suíça
Turquia
1. 1971 para a Dinamarca; 1972 para a Turquia; 1975 para a Austrália e a Coreia.
2. 1993 para a Turquia; 1995 para Portugal; 1996 para o México e a Suíça; 1997 para a Áustria,
a Bélgica e a Nova Zelândia; 1998 para a Islândia, a Irlanda, a Coreia e a Holanda;
1999 para o Japão, o Reino Unido, a Dinamarca, a Grécia e o Luxemburgo.
3. 1991 para a Alemanha e o Luxemburgo.
4. Apenas a parte continental.
5. Excluindo República Checa, Hungria, Polónia e República Eslovaca.
6. Excluindo República Checa, Hungria, Coreia, México, Polónia e República Eslovaca.
Fonte: OECD (2001), OECD Economic Outlook, n.º 70.
128
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2,8
4,0
..
3,4
2,3
2,2
2,1
1,8
3,3
3,2
2,7
1,5
0,6
1,3
1,1
5,6
8,9
..
2,9
3,1
1,2
0,6
3,3
3,1
1,4
1,3
9,8
2,8
3,4
..
..
2,0
1,9
1,6
1,7
3,3
3,1
2,4
1,6
0,2
1,4
0,8
5,7
8,3
6,0
3,0
3,0
1,6
1,0
2,7
2,7
1,1
1,0
0,7
2,9
2,7
1,5
..
1,7
1,7
1,4
1,8
3,4
2,9
2,1
1,8
0,3
1,5
0,8
6,0
7,8
6,0
2,9
2,9
2,2
1,5
2,2
2,4
1,1
0,7
6,2
3,1
2,2
1,5
..
1,6
1,7
1,4
2,2
3,7
2,7
2,0
2,1
1,0
1,6
1,2
6,5
7,2
6,0
2,6
2,9
2,8
2,1
1,9
2,3
1,3
0,4
8,3
3,4
1,8
1,6
..
1,6
1,7
1,7
2,7
4,0
2,6
1,9
2,5
1,9
1,8
1,7
7,1
6,6
6,0
2,3
2,9
3,3
2,6
1,8
2,4
1,8
0,3
..
3,6
1,5
1,7
..
1,8
1,8
2,0
3,1
4,3
2,5
2,0
2,8
2,9
2,1
2,3
7,8
5,9
6,1
2,2
3,1
3,5
2,9
1,8
2,6
2,3
0,3
..
3,9
1,3
1,8
..
2,0
1,9
2,3
3,5
4,5
2,6
2,1
3,0
3,8
2,4
2,8
8,4
5,1
6,2
2,2
3,2
3,5
3,1
..
2,9
2,7
0,3
..
4,1
1,1
1,9
..
2,3
2,0
2,6
3,8
4,6
2,6
2,2
3,1
4,5
2,7
3,2
8,7
4,4
6,3
..
3,3
3,3
3,1
..
3,2
3,1
..
..
4,1
1,0
2,0
..
2,5
2,1
2,7
4,1
4,5
..
..
3,1
4,9
2,9
3,3
8,8
3,9
6,4
..
3,4
..
3,0
..
3,5
3,4
..
..
4,2
1,0
2,1
..
2,7
2,2
2,7
4,1
4,4
..
..
3,1
5,0
2,9
..
..
..
6,4
..
..
..
2,8
..
3,6
3,5
..
..
4,1
..
2,2
..
2,8
2,2
..
4,1
4,3
..
..
..
4,9
..
..
..
..
..
..
..
..
2,6
..
3,6
3,5
..
..
© OCDE 2004 Anexo 1 – Indicadores Macroeconómicos do Crescimento Económico
129
Tabela
A1.8
Tendência do PIB por pessoa empregada na zona da OCDE
Sector empresarial, taxa de variação anual (percentagem)
Sector empresarial 19701-002
19701-80
19803-90
19904-002
1996-002
1,3
2,7
..
1,5
2,5
2,3
1,9
1,2
1,8
2,8
2,5
2,0
3,4
1,7
2,3
4,0
5,3
..
..
2,0
0,9
2,1
2,3
2,8
2,2
0,2
3,2
1,1
4,0
..
3,0
3,4
3,1
2,5
1,1
1,9
3,4
3,4
2,4
3,3
3,5
3,6
4,6
4,8
..
..
3,1
0,8
3,0
2,9
4,0
1,9
0,5
1,8
1,3
2,8
..
1,8
2,5
2,0
1,9
1,1
1,3
2,5
2,3
1,4
3,4
0,2
1,6
3,9
6,3
..
-0,4
1,5
1,3
1,4
2,0
2,7
2,0
0,1
3,9
1,7
1,3
1,5
..
1,6
1,8
1,2
1,5
2,1
2,5
1,6
2,4
3,6
1,5
1,6
3,5
4,4
2,6
-0,8
1,2
0,7
1,9
2,0
1,8
2,7
0,1
4,9
1,9
1,0
1,3
..
1,4
1,5
1,2
1,7
2,2
2,5
1,5
2,4
3,3
2,1
1,5
3,1
3,5
2,5
..
1,0
0,8
1,5
..
1,2
2,4
..
..
Coeficiente de variação
UE 15
0,3
0,4
OCDE 246
0,2
0,4
0,4
0,5
0,4
0,5
0,4
0,4
Estados Unidos
Japão
Alemanha
Alemanha Ocidental
França
Itália
Reino Unido
Canadá
Austrália
Áustria
Bélgica
Dinamarca
Finlândia
Grécia
Islândia
Irlanda
Coreia
Luxemburgo
México
Holanda
Nova Zelândia
Noruega5
Portugal
Espanha
Suécia
Suíça
Turquia
1. 1971 para a Dinamarca; 1972 para a Turquia; 1975 para a Austrália e a Coreia.
2. 1993 para a Turquia; 1995 para Portugal; 1996 para o México e a Suíça; 1997 para a Áustria,
a Bélgica e a Nova Zelândia; 1998 para a Islândia, a Irlanda, a Coreia e a Holanda;
1999 para o Japão, o Reino Unido, a Dinamarca, a Grécia e o Luxemburgo.
3. 1983 para o México.
4. 1991 para a Alemanha.
5. Apenas a parte continental.
6. Excluindo República Checa, Hungria, Coreia, México, Polónia e República Eslovaca.
Fonte: OECD (2001), OECD Economic Outlook, n.º 70.
130
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
1,3
2,5
..
2,1
2,3
2,2
1,0
1,1
1,3
2,6
2,0
1,5
3,6
1,1
1,9
4,1
5,6
..
0,2
1,4
0,9
2,1
2,3
2,4
2,2
-0,2
8,7
1,3
2,1
..
..
2,1
2,1
1,0
1,1
1,5
2,6
1,8
1,8
3,7
1,1
1,7
3,9
5,3
2,6
0,0
1,4
0,8
2,3
2,0
2,5
2,5
-0,2
0,1
1,4
1,7
1,8
..
1,9
2,1
1,1
1,3
1,8
2,5
1,7
2,2
3,8
1,0
1,6
3,7
5,1
2,7
-0,3
1,3
0,7
2,5
1,9
2,5
2,8
0,0
6,1
1,4
1,4
1,7
..
1,8
2,1
1,1
1,4
2,0
2,5
1,6
2,5
4,0
1,0
1,6
3,5
4,8
2,7
-0,6
1,3
0,6
2,4
1,9
2,4
3,1
0,1
8,7
1,5
1,2
1,7
..
1,6
2,1
1,2
1,5
2,2
2,5
1,6
2,6
4,0
1,2
1,6
3,5
4,6
2,7
-1,0
1,3
0,6
2,2
2,0
2,3
3,2
0,2
..
1,6
1,1
1,6
..
1,5
2,0
1,2
1,5
2,2
2,5
1,6
2,6
3,8
1,4
1,6
3,5
4,3
2,7
-1,3
1,2
0,6
1,9
2,0
2,0
3,1
0,2
..
1,7
1,0
1,4
..
1,5
1,8
1,2
1,6
2,3
2,5
1,5
2,6
3,6
1,7
1,6
3,4
4,0
2,7
-1,4
1,1
0,7
1,7
..
1,7
3,0
0,2
..
1,8
1,0
1,3
..
1,4
1,7
1,2
1,6
2,3
2,5
1,5
2,5
3,5
2,0
1,5
3,2
3,6
2,6
..
1,0
0,8
1,6
..
1,4
2,7
..
..
1,9
1,0
1,3
..
1,4
1,5
1,2
1,7
2,3
..
..
2,4
3,3
2,1
1,4
3,0
3,4
2,5
..
1,0
..
1,5
..
1,2
2,5
..
..
2,0
1,0
1,2
..
1,4
1,4
1,3
1,7
2,1
..
..
2,4
3,2
2,2
..
..
..
2,5
..
..
..
1,5
..
1,1
2,3
..
..
2,0
..
1,2
..
1,4
1,4
..
1,7
2,0
..
..
..
3,2
..
..
..
..
..
..
..
..
1,5
..
1,1
2,2
..
..
© OCDE 2004 Anexo 1 – Indicadores Macroeconómicos do Crescimento Económico
131
Tabela
A1.9
Análise de sensibilidade: estimativas do crescimento da PMF
(ajustada às horas de trabalho) (1980-2000)
Taxas de crescimento anual médio
1980-19901 1990-20002 1996-20003
Estados Unidos Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Japão
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Alemanha4
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
França
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Itália
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Reino Unido
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Canadá
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Austrália
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Áustria
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Bélgica
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Dinamarca
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
1,05
0,91
0,92
2,14
2,03
2,15
1,50
1,45
1,49
1,92
1,71
1,86
1,29
1,50
1,55
2,30
2,00
..
0,76
0,65
0,63
0,35
0,53
0,57
2,09
1,78
1,82
1,79
1,74
1,72
1,25
0,98
1,00
1,20
1,14
1,13
0,82
1,17
1,02
0,75
0,96
0,94
1,02
1,10
1,00
1,02
1,10
1,03
0,74
0,73
0,74
1,34
1,29
1,30
1,68
1,34
1,31
1,39
1,67
1,56
1,19
1,28
1,24
1,44
1,47
1,45
1,53
1,36
1,34
0,32
0,86
0,71
0,63
0,86
0,81
1,53
1,21
1,13
0,50
0,87
0,75
..
..
..
1,96
1,68
1,66
1,94
1,46
1,43
..
..
..
..
..
..
0,93
1,49
1,45
1. 1983-1990 para a Bélgica, a Dinamarca, a Grécia e a Irlanda; 1985-1990 para a Áustria e a Nova Zelândia.
2. 1991-1996 para a Suíça; 1991-1998 para a Islândia; 1991-2000 para a Alemanha; 1990-1996 para a Irlanda
e a Suécia; 1990-1997 para a Áustria, a Bélgica, a Nova Zelândia e o Reino Unido; 1990-1998 para a Holanda;
1990-1999 para a Austrália, a Dinamarca, a França, a Grécia, a Itália e o Japão.
3. 1996-1999 para a Austrália, a Dinamarca, a França, a Grécia, a Itália e o Japão.
4. Alemanha Ocidental para 1980-1990.
132
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
1980-19901 1990-20002 1996-20003
Finlândia
Grécia
Islândia
Irlanda
Holanda
Nova Zelândia
Noruega
Espanha
Suécia
Suíça
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
Quotas de factores médias (séries efectivas)
Quotas de factores médias (séries de tendência)
Quotas de factores variáveis no tempo (séries de tendência)
© OCDE 2004 Anexo 1 – Indicadores Macroeconómicos do Crescimento Económico
2,39
2,29
2,38
1,68
0,59
0,64
..
..
..
4,15
3,55
3,60
2,29
2,21
2,26
0,09
0,17
0,20
0,82
1,11
1,19
2,07
1,90
2,06
1,02
1,01
1,03
..
..
..
133
2,94
3,10
3,16
0,71
0,91
0,84
1,48
1,15
1,20
3,72
4,39
4,41
1,45
1,60
1,58
0,79
0,75
0,76
1,83
1,79
1,74
0,81
0,81
0,72
1,38
1,44
1,42
-0,15
-0,49
-0,41
3,86
3,54
3,60
1,72
1,04
0,92
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
0,96
1,39
1,34
0,43
0,56
0,49
..
..
..
..
..
..
Anexo
2
Anexo
O Modelo
de Crescimento
Aumentado
de Políticas
e Instituições
135
2
Anexo
2
O Modelo de Crescimento Aumentado
de Políticas e Instituições
A
Seguindo uma abordagem estandardizada (ver por exemplo, Mankiw et
al.; e Barro e Sala-i-Martin [
1]), o modelo-padrão de crescimento
neoclássico deriva de uma função de produção de rendimentos constantes
à escala com dois factores (capital e trabalho), que são remunerados aos
seus produtos marginais. A produção no momento t é dada por:
[A2.1]
E
em que Y, K, H e L são, respectivamente, o produto, o capital físico, o
capital humano e o trabalho, α é a elasticidade parcial do produto em
relação ao capital físico, β é a elasticidade parcial do produto relativamente
Weil (1992), «A Contribution do the Empirics
ao capital humano e A(t) é o nível de eficiência tecnológica e económica.
of Economic Growth», Quarterly Journal of
Pode-se presumir que o nível de eficiência tecnológica e económica A(t)
Economics, vol. 107, n.º 2.
possui dois componentes: a eficiência económica I(t), dependente das
instituições e das políticas económicas [um vector V(t)], e o nível de
1b Barro, R. J. e X. Sala-i-Martin (1995),
progresso tecnológico Ω(t) (ver, entre outros, Cellini et al. para uma
Economic Growth, McGraw-Hill.
formulação semelhante [
2]). Por sua vez, I(t) pode escrever-se como,
2 Cellini, R., M. Cortese e N. Rossi
por exemplo, uma função log-linear de variáveis institucionais e políticas,
(1999), «Social Catastrophes and Growth»,
enquanto se presume que Ω(t) cresça à taxa de g(t).
University of Bologne, mimeo.
As trajectórias temporais das variáveis do lado direito são descritas pelas
seguintes equações (daqui em diante, as variáveis assinaladas com um
ponto representam derivadas em relação ao tempo):
1a Mankiw, G. N., D. Romer e D. N.
A
E
[A2.2]
em que k = K/L, h = H/L, y = Y/L simbolizam os rácios do capital trabalho,
do capital humano médio e do produto por trabalhador, respectivamente;
sk e sh representam a taxa de investimento de capital físico e de capital
humano, respectivamente; d representa a taxa (constante) de depreciação;
e n é a taxa de crescimento da população. Partindo-se do princípio de que
α + β < 1 (i. e. rendimentos decrescentes nos factores reproduzíveis),
este sistema de equações pode ser resolvido para obter valores de
crescimento equilibrado de k* e h* definidos por:
[A2.3]
Substituindo estas duas equações na função de produção e logaritmizando,
temos a expressão de estado estacionário do produto na forma intensiva.
136
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Este último pode ser expresso ou como uma função de sh (investimento
em capital humano) e das outras variáveis, ou como uma função de h*
(o stock de capital humano de estado estacionário) e das outras variáveis.
Uma vez que o capital humano é representado pela média de anos de
escolarização da população em idade de trabalhar, foi assegurada uma
formulação em termos de stock de capital humano. A trajectória de estado
estacionário do produto na forma intensiva pode ser apresentada da
seguinte maneira [• 1]:
[A2.4]
E
3 Bassanini, A. e S. Scarpetta
(2002), «Does Human Capital Matter for
Growth in OECD Countries? A Pooled
Mean Group Approach», Economics
Letters, vol. 74, n.º 3.
A
Contudo, o stock de capital humano de estado estacionário não é
observado. Conforme foi demonstrado por Bassanini e Scarpetta [
3],
a expressão para h* como uma função do capital humano efectivo é:
[A2.5]
em que ψ é uma função de (α, β) e n + g + d.
• 1 Estritamente falando, a equação
[A2.4] é escrita na suposição
simplificadora de que as variáveis
políticas e institucionais não se
alteram persistentemente a longo
prazo. Se não for este o caso,
ln(g+n+d) deve ser aumentado de
acordo com um termo que retrate a
taxa de alteração das variáveis
políticas e institucionais. Uma vez que
a equação a ser estimada é
linearizada e contém, de qualquer
forma, dinâmicas de curto prazo, este
termo será omitido daqui em diante,
para maior simplicidade.
A equação [A2.4] seria uma especificação válida na análise empírica entre
países se os países estivessem no estado estacionário ou se os desvios
do estado estacionário fossem distribuídos idêntica e independentemente.
Se as taxas de crescimento observadas incluírem uma dinâmica fora do
estado estacionário, então as dinâmicas transitórias deverão ser modeladas
explicitamente. Uma aproximação linear das dinâmicas transitórias pode
ser expressa da seguinte forma:
[A2.6]
em que
prazo à equação [A2.6], temos:
. Adicionando uma dinâmica de curto
[A2.7]
A equação [A2.7] representa a forma funcional genérica. As estimativas
de coeficientes de estado estacionário, assim como dos parâmetros da
função de produção, podem ser feitas com base nos coeficientes
estimados desta equação, comparando-a com a equação [A2.6]. Por
exemplo, uma estimativa da elasticidade do produto de estado estacionário
em relação à taxa de investimento (o efeito, a longo prazo, da taxa de
investimento sobre o produto) é dada através de
em que ^
identifica os coeficientes estimados. Por outro lado, uma estimativa da
proporção do capital físico no produto (o parâmetro α da função de
produção) pode ser obtida como
.
© OCDE 2004 Anexo 2 – O Modelo de Crescimento Aumentado de Políticas e Instituições
137
Anexo
3
Anexo
Detalhes
Metodológicos sobre
a Análise Empírica
da Produtividade
Multifactorial
da Indústria
139
3
Anexo
3
Detalhes Metodológicos sobre a Análise Empírica da Produtividade Multifactorial da Indústria
A3.1. Enquadramento teórico
O enquadramento básico da análise começa com uma função de produção-padrão (no país i e no sector j), com concorrência perfeita e rendimentos
constantes à escala. Isto pode ser formalizado da seguinte forma:
onde Y é o produto [• 1], A é um parâmetro de progresso técnico neutro
à Hicks [• 2], Fij é uma função de produção específica do país/sector, K
é o capital físico e L o trabalho. Assumindo uma função de produção
Cobb-Douglas e logaritmizando, obtemos:
• 1 A análise segue um conceito de
valor acrescentado do produto, que
não requer medidas de consumo
intermédio. Esta é a abordagem
apropriada, porque as indústrias que
utilizamos poderão ter vários níveis de
agregação.
Neste contexto, o crescimento da produtividade multifactorial pode ser
representado pelo denominado «resíduo de Solow», como se segue:
• 2 O progresso técnico é «neutral
segundo Hicks», ou «aumentador do
produto», quando pode ser
representado por um deslocamento
para fora/direita da função de
produção que afecta todos os factores
de produção na mesma proporção.
A equação de convergência
De modo a poder avaliar as forças motrizes do crescimento da PMF, o
modelo adopta uma especificação de convergência (catch-up) pela qual,
dentro de cada indústria, o conjunto de possibilidades de produção é
influenciado pela transferência tecnológica e organizacional do país da
fronteira tecnológica para outros países. O modelo de co-integração da
PMF poderá também explicar a transmissão internacional de ciclos
económicos entre os países da OCDE (por exemplo, canais comerciais
e financeiros). Neste contexto, a produtividade multifactorial para uma
determinada indústria j do país i à data t (PMFijt) pode ser modelada
como um processo de desfasamento auto-regressivo distribuído (autoregressive distributed lag – ADL) (1,1) no qual o nível da PMF é co-integrado com o nível de PMF do país da fronteira tecnológica F.
Formalmente:
[A3.1]
em que ω representa todos os factores observáveis e não observáveis
que influenciam o nível de PMF. Presumindo a homogeneidade a longo
prazo (1 – β1 = β2 + β3) e reordenando a equação [A3.1] obtém-se a
equação de convergência:
[A3.2]
onde RPMFijt = ln(PMFijt) – ln(PMFFjt) é o desfasamento tecnológico
entre o país i e o país líder F. Esta é a especificação utilizada na análise
140
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
empírica. Além disso, o seguinte índice (de produtividade) é utilizado
como uma medida do nível de PMF:
[A3.3]
onde a barra denota a média geométrica para todos os países para uma
determinada indústria j e ano t. O índice tem as propriedades desejáveis
de superlatividade e transitividade que tornam possível a comparação
dos níveis nacionais de produtividade [
1]. Contudo, a comparação dos
níveis de produtividade requer também a conversão dos dados
subjacentes numa moeda comum, tomando em consideração, ao
mesmo tempo, as diferenças de poder de compra entre países. Estes
assuntos serão tratados na próxima secção.
A
E
1 Caves, D., L. Christensen
e E. Diewert (1982), «Multilateral
Comparisons of Output, Input, and
Productivity Using Superlative Index
Numbers», Economic Journal, vol. 92,
n.º 365.
E
O resíduo na equação [A3.2] é formulado da seguinte maneira:
2 Scarpetta, S. e T. Tressel
(2002), «Productivity and Convergence
in a Panel of OECD Industries: Do
Regulations and Institutions Matter?»,
OECD Economics Department
Working Papers, n.º 342.
[A3.4]
onde (Vijt) é um vector de covariáveis (por exemplo, regulamentação do
mercado de produtos e de trabalho, capital humano, ou I&D) que afectam
o nível de PMF; fi, gj e dt são, respectivamente, efeitos fixos de país,
indústria e ano; ε é um choque 2d. Além disso, a equação [A3.2] pode ser
resolvida para a PMF de estado estacionário, no país i, relativamente
ao país-fronteira na indústria j, permitindo adquirir conhecimento acerca
dos efeitos destes factores específicos do país e/ou país-indústria sobre
o nível de estado estacionário da PMF.
O equilíbrio de estado estacionário
Num equilíbrio de estado estacionário, as variáveis independentes
mantêm-se constantes ao longo do tempo (ωijt = ωij) e a produtividade
total dos factores no sector j cresce à mesma taxa constante em todos
os países: ∆ lnMFPijt = ∆ lnMFPFj.
Simplificando, o resíduo na equação é redefinido da seguinte forma:
[A3.5]
onde ω’ e ω’’ correspondem aos factores que afectam a taxa de
crescimento de PMF respectivamente de forma directa ou através da
difusão de tecnologia ou práticas organizacionais. Resolvendo para o
estado estacionário, pode-se obter a seguinte expressão para o nível
de PMF do país i em relação ao país-fronteira na indústria j:
[A3.6]
A
Para detalhes acerca do método de estimação (abordagem seguida, testes
2].
de diagnóstico, análises de sensibilidade, etc.) ver Scarpetta e Tressel [
© OCDE 2004 Anexo 3 – Análise Empírica da Produtividade Multifactorial da Indústria
141
Anexo
4
Anexo
Pormenores
dos Dados Relativos
ao Nível Empresarial
143
4
Anexo
4
Pormenores dos Dados Relativos
ao Nível Empresarial
A4.1. Os dados e indicadores da dinâmica
e da sobrevivência das empresas
Dados brutos da dinâmica e da sobrevivência
das empresas
A análise das entradas, saídas e sobrevivência das empresas apresentada
anteriormente tem por base registos comerciais (Canadá, Dinamarca,
1 EUROSTAT (1995), «Recommendation França, Finlândia, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos) ou bases de
dados da segurança social (Alemanha e Itália). Os dados para Portugal
Manual: Business Register»,
foram extraídos de uma base de dados de indivíduos empregados que
http://europa.eu.int/comm/eurostat
contém informação acerca de estabelecimentos e empresas.
E
As características fundamentais destes dados relativos à dinâmica e à
sobrevivência das empresas são as seguintes:
Unidade de observação: Os dados utilizados neste estudo
referem-se à empresa como unidade de referência, excepto
no caso da Alemanha, onde os dados disponíveis se referem
apenas a estabelecimentos. Mais especificamente, a maior
parte dos dados estão em conformidade com a seguinte
definição [
1]: «Uma unidade organizacional que produz
bens ou serviços e que beneficia de um determinado grau de
autonomia na tomada de decisões, especialmente para a
afectação dos seus recursos actuais». Em geral, isto dirá
respeito a um nível superior ao do estabelecimento. Contudo,
as empresas que possuam unidades operativas em vários
países da UE terão pelo menos uma unidade contada em cada
país. Naturalmente que pode dar-se o caso de as fronteiras
nacionais, que dão origem a uma divisão estatística de uma
empresa, dividirem também, de facto, uma empresa em
sentido «real». Igualmente relacionada com a unidade de análise
está a matéria das fusões e aquisições. Apenas em alguns
países os registos comerciais acompanham de perto estas
alterações organizativas que se dão no interior das empresas
ou entre empresas. Além disso, as próprias estruturas de
propriedade poderão variar de uns países para os outros, devido
a questões fiscais ou outros factores que influenciem o modo
como as actividades económicas estão organizadas no interior
da estrutura das entidades legais definidas.
A
Limite de dimensão: Enquanto que alguns registos chegam
a incluir empresas em nome individual, outros omitem
empresas abaixo de uma certa dimensão, normalmente em
termos de empregados, mas também, por vezes, em termos
de outros indicadores, tais como as vendas (é o caso dos dados
144
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
para a França e a Itália). Os dados utilizados neste estudo
excluem empresas em nome individual. No entanto, como as
empresas mais pequenas têm tendência para apresentar uma
dinâmica empresarial mais volátil, devem ser tidas em conta as
restantes diferenças nos limites de dimensão entre diferentes
bases de dados de vários países na comparação internacional.
Período da análise: Os dados relativos à sobrevivência e à
dinâmica das empresas são compilados anualmente, cobrindo
vários períodos de tempo. Os registos de dados para a
Alemanha, a Dinamarca e a Finlândia cobrem períodos de
tempo mais extensos, enquanto que os dados disponíveis para
os outros países dizem respeito a períodos de tempo mais
curtos ou então, embora estejam disponíveis para períodos
mais alargados, incluem quebras significativas nas definições
ou na abrangência. Na maior parte da análise apresentada, os
dados referem-se ao período de 1989-1994, garantindo a maior
cobertura de países.
Sectores abrangidos: Encetaram-se esforços no sentido de
organizar os dados de acordo com uma classificação industrial
comum (CITA Rev. 3 [
Tabela A4.1]) que fosse compatível
com a base de dados STAN da OCDE. No painel de dados que foi
construído para dar origem às classificações, as empresas foram
colocadas na indústria STAN em que melhor encaixavam as suas
actividades ao longo do espectro total de tempo. É de notar que,
nos países onde a recolha de dados efectuada pelo gabinete de
estatística variava entre os maiores sectores (por exemplo a
construção, a indústria, os serviços), uma empresa que mudasse
de sector, entre os maiores, não era considerada como a mesma
empresa em continuidade, acabando por dar origem a uma saída
de um sector e a uma entrada noutro. A maior parte dos países
tem sido capaz de fornecer dados demográficos para as empresas
da maior parte dos sectores da economia, à excepção dos
serviços públicos, que muitas das vezes não são incluídos (o
Reino Unido é um caso especial, uma vez que os seus dados
dizem respeito apenas à indústria transformadora).
a
Indicadores recolhidos para a dinâmica e a sobrevivência
das empresas
A utilização de dados anuais acerca da dinâmica empresarial implica uma
volatilidade significativa dos indicadores resultantes. De modo a limitar
o possível impacto de problemas com as medições, decidiu-se utilizar
definições de empresas em continuidade, em entrada e de saída tomando
por base três (em vez do número comum de dois) períodos de tempo.
Assim, as classificações da dinâmica das empresas consideram as
seguintes variáveis:
© OCDE 2004 Anexo 4 – Pormenores dos Dados Relativos ao Nível Empresarial
145
• Entrada de empresas: inclui as empresas observadas (fora,
dentro, dentro) do registo, no tempo (t – 1, t, t +1);
• Saída de empresas: inclui as empresas observadas (dentro,
dentro, fora) do registo, no tempo (t – 1, t, t + 1);
• Empresas em continuidade: inclui as empresas observadas
(dentro, dentro, dentro) do registo, no tempo (t – 1, t, t + 1);
• Empresas com um ano, inclui as empresas observadas
(dentro, fora, dentro) do registo no tempo (t – 1, t, t + 1)
Este método de definição de empresas em continuidade, entrada e saída
implica que uma alteração no conjunto das empresas em continuidade
(C) se relacione com as entradas (E) e as saídas (X) da seguinte forma:
[A4.1]
Isto tem implicações na medição adequada do turnover das empresas.
Visto que as empresas em continuidade, entrada e saída e com um ano
de vida (O) existem todas no tempo t, o número total de empresas (T) é:
[A4.2]
Posto isto, a variação no número total de empresas de um ano para o outro,
tendo em conta a equação [A4.1], pode ser escrita da seguinte forma:
[A4.3]
Assim, uma medida de turnover que seja consistente com a contribuição
da entrada líquida para a variação do número total de empresas deve
basear-se na soma das entradas contemporâneas com as saídas
desfasadas. Na prática, surgem várias complicações quando se constrói
e interpreta dados que caibam na definição de empresas em
continuidade, entrada e saída descritas acima. A categoria das empresas
com «um ano», em particular, representa, em princípio, empresas com
uma existência curta que são observadas no tempo t, mas não em
períodos de tempo adjacentes, podendo, desse modo, ser tratada como
uma informação adicional na avaliação da demografia das empresas.
No entanto, nalgumas bases de dados, esta categoria inclui também
erros de medição e, possivelmente, dados mal definidos. Por isso, o
número total de empresas na análise, no texto principal, exclui estas
empresas de «um ano».
Os dados disponíveis permitiram também acompanhar as novas empresas
ao longo do tempo e dar conta do contributo da dinâmica das empresas
para o turnover global de empregos por indústria e ao longo do tempo. Foram
construídos, em particular, os seguintes indicadores:
• A análise da sobrevivência: Os grupos de novas empresas que
entraram no mercado foram acompanhados, o que permitiu
dar conta da probabilidade de insucesso e das taxas de
146
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
sobrevivência por duração. Além disso, foi também recolhida
informação acerca do emprego nestas empresas, tanto no ano
de entrada como nos anos seguintes;
• Criação e destruição de emprego: A informação adicional acerca
das variações de emprego nas empresas em continuidade
permitiu também calcular o turnover global de empregos por
indústria e ao longo do tempo, bem como avaliar o contributo
da dinâmica empresarial para este processo [• 1].
E
A4.2. Dados da decomposição da produtividade
2 Davis, S. J., J. Haltiwanger
e S. Schu (1996), «Small Business and
Job Creation: Dissecting the Myth and
Reassessing the Facts», Small Business
Economics, vol. 8.
Utilizando principalmente estudos empresariais longitudinais, a análise
fornece uma decomposição do crescimento da produtividade industrial
no contributo do crescimento intra-empresarial e no que é devido à
reafectação dos recursos entre empresas – o que inclui tanto a reafectação
entre as empresas estabelecidas como a reafectação devida à entrada
de novas unidades e/ou à saída de outras. Os resultados pormenorizados
são apresentados nas
Tabelas A4.2 a A4.8, no final deste anexo.
A
E
E
E
3 Griliches, Z. e H. Regev (1995),
«Firm Productivity in Israeli
Industry,1979-1988», Journal of
Econometrics, vol. 65.
a
4 Foster, L., J. C. Haltiwanger e C.
J. Krizan (1998), «Aggregate Productivity
Growth: Lessons from Microeconomic
Evidence», NBER Working Papers, n.º 6803.
Esses resultados têm por base a abordagem desenvolvida por Griliches
e Regev [
3] (referida doravante como «método GR»), mas também
foram feitos outros cálculos para verificar a robustez dos resultados,
baseados no método desenvolvido por Foster, Haltiwanger e Krizan [
4]
(referido daqui em diante como «método FHK»). Esta secção do anexo
procura fornecer pormenores metodológicos acerca das duas abordagens.
Os pormenores completos acerca dos seus resultados podem ser
encontrados em Scarpetta et al. [
5].
A
5 Scarpetta, S., P. Hemmings, T.
Tressel e J. Woo (2002), «The Role of
Policy and Institutions for Productivity
and Firm Dynamics: Evidence from Micro
and Industry Data», OECD Economics
Department Working Papers, n.º 329.
A
Definição de entrada e de saída
Seguindo os procedimentos habituais, as decomposições da produtividade
tiveram por base um intervalo de tempo bastante longo (neste caso, cinco
anos). Assim, ao contrário do que sucede para os dados anuais da
demografia das empresas, foi utilizado um método mais convencional de
definição de empresas em continuidade, entrada e saída:
• 1 Note-se que os fluxos brutos
de emprego apresentados a partir
dos registos estatísticos não
coincidem necessariamente com
dados de fluxos brutos de emprego
apresentados a partir dos inquéritos
de produção, tais como os utilizados
por Davis et al. [
2]
• Empresas em continuidade: observadas tanto no primeiro
ano (t – k) como no último ano (t) do período;
A
• Empresas em entrada: observadas no último ano (t), mas
não no primeiro ano (t – k);
• Empresas de saída: observadas no primeiro ano (t – k), mas
não no último (t).
Métodos de decomposição
O método GR pode ser melhor compreendido olhando primeiro para o
método FHK, uma vez que o primeiro é, no essencial, uma simplificação
© OCDE 2004 Anexo 4 – Pormenores dos Dados Relativos ao Nível Empresarial
147
do segundo. O método FHK decompõe o crescimento da produtividade
agregada em cinco componentes, normalmente denominadas «efeito
intra-empresarial», «efeito interempresarial», «efeito transversal», «efeito
de entrada» e «efeito de saída», da seguinte forma:
[A4.4]
• 2 As quotas baseiam-se normalmente
no emprego, em decomposições da
produtividade do trabalho, e no produto,
em decomposições da produtividade total
dos factores.
em que ∆ representa as variações ao longo do intervalo dos anos-k entre
o primeiro ano (t – k) e o último ano (t); θit é a quota da empresa i num
determinado sector no tempo t; C, N e X são conjuntos de empresas em
continuidade, em entrada e de saída, respectivamente; e Pt-k é o nível de
produtividade agregada (i. e. a média ponderada) do sector a partir do
primeiro ano (t – k) [• 2]. Assim, os componentes da decomposição FHK
são definidos da seguinte maneira:
• O efeito intra-empresarial é o crescimento da produtividade
intra-empresarial ponderado pelas quotas do produto inicial;
• O efeito interempresarial capta os ganhos da produtividade
agregada provenientes do mercado em expansão de
empresas altamente produtivas, ou de empresas pouco
produtivas com quotas em contracção ponderadas pelas
quotas iniciais;
• O «efeito transversal» reflecte os ganhos da produtividade
de empresas altamente produtivas com quotas em
expansão ou de empresas pouco produtivas com quotas
em contracção;
• O efeito de entrada é a soma das diferenças entre a
produtividade de cada nova empresa e a produtividade inicial
na indústria, ponderadas pela respectiva quota de mercado;
• O efeito de saída é a soma das diferenças entre a produtividade de cada empresa de saída e a produtividade inicial na
indústria, ponderadas pela respectiva quota de mercado.
Enquanto que o método FHK utiliza os valores dos primeiros anos
da quota de uma empresa em continuidade (θit-k), o seu nível de
produtividade (pit-k) e o nível médio da produtividade de todo o sector
(Pi-t-k), o método GR utiliza as médias temporais do primeiro e último ano
destes valores (θi, pi e P ). Assim sendo, o efeito transversal ou termo (de
covariância) no método FHK desaparece da decomposição. A fórmula
resultante é:
[A4.5]
148
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
em que uma barra sobre uma variável indica a média dessa variável entre
o primeiro ano (t – k) e o último ano (t). Assim, os componentes da
decomposição GR podem ser descritos da seguinte forma:
• O efeito intra-empresarial descreve o crescimento da
produtividade dentro das empresas ponderado pela quota
média da empresa durante o intervalo de tempo do cálculo;
• O efeito interempresarial capta os ganhos da produtividade
agregada provenientes das quotas em expansão de empresas
altamente produtivas ou das quotas em contracção de
empresas pouco produtivas ponderadas pela média das
quotas de mercado durante o intervalo de tempo do cálculo;
• 3 De modo semelhante, no caso
da utilização de quotas do produto
na decomposição da produtividade
total dos factores, erros aleatórios
na medição do produto poderão
produzir uma covariância positiva
entre a variação da produtividade
e a variação nas quotas, pelo que
o efeito interempresarial poderá
ser falsamente baixo.
• O efeito de entrada é a soma das diferenças entre a
produtividade de cada nova empresa que entra e a produtividade
média na indústria, ponderada pela sua quota de mercado;
• O efeito de saída é a soma das diferenças entre a produtividade
de cada empresa que sai e a produtividade média na indústria,
ponderada pela sua quota de mercado.
É necessário ter em mente alguns aspectos da decomposição ao
interpretar os dados:
O «efeito intra-empresarial» de FHK reflecte a contribuição pura do
crescimento da produtividade das empresas individuais em continuidade,
uma vez que é ponderado pelas quotas iniciais. O «efeito interempresarial»
reflecte a contribuição da alteração das quotas do mercado, dado o nível
de produtividade inicial, e o efeito transversal, ou «termo de covariância»,
revela se as empresas com produtividade crescente têm também, ou
não, tendência para aumentar a sua quota de mercado.
Por seu lado, no método GR, a distinção entre efeitos intra e
interempresarial é, de certa forma, difuso, no sentido em que as médias
temporais fazem com que o efeito intra-empresarial seja afectado por
alterações das quotas das empresas ao longo do tempo, e o efeito
interempresarial pelas mudanças na produtividade ao longo do tempo.
Apesar de apresentar desvantagens em certos aspectos, foi sugerido
que o método GR é menos sensível do que o método FHK às flutuações
anuais dos dados subjacentes e, possivelmente, a erros de medição. Por
exemplo, empresas com um input de trabalho sobreavaliado num
determinado ano irão apresentar uma medida falsamente baixa da
produtividade do trabalho e uma medida falsamente alta da quota de
empregos nesse ano, o que dará possivelmente origem a uma covariância
negativa entre a produtividade e as alterações das quotas. Neste caso,
o efeito intra-empresarial no método FHK poderá ser enganadoramente
elevado [• 3].
© OCDE 2004 Anexo 4 – Pormenores dos Dados Relativos ao Nível Empresarial
149
Tabela
A4.1
A lista STAN das indústrias (com base na CITA Rev. 3)
Designação da Indústria
Designação da Indústria
Códigos CITA Rev. 3
Códigos CITA Rev. 3
Total
01-05
10-14
15-37
15-16
17-19
20
21-22
Total
40-41
45
50-99
50-74
50-55
Total
Agricultura, caça, silvicultura e pescas
Indústrias extractivas
Total da indústria transformadora
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Têxteis, produtos têxteis, peles e calçado
Madeira, produtos de madeira e cortiça
Pasta de papel, artigos de papel, impressão
e edição
23-25
Produtos químicos, borrachas, plásticos
e combustíveis
23-24
Produtos químicos e combustíveis
23
Coque e produtos petrolíferos refinados
e tratamento de combustível nuclear
24
Produtos químicos
24 ex 2423
Produtos químicos excepto produtos
farmacêuticos
2423
Produtos farmacêuticos
25
Produtos de borracha e plásticos
26
Outros produtos minerais não-metálicos
27-35
Metalurgia de base, produtos metálicos,
máquinas e equipamento
27-33
Metalurgia de base, produtos metálicos,
máquinas e equipamento, excluindo o transporte
27-28
Metalurgias de base e produtos metálicos
27
Metalurgia de base
28
Produtos metálicos excepto máquinas
e equipamento
29-33
Máquinas e equipamento
29
Máquinas e equipamento n.e.
30-33
Equipamento eléctrico e óptico
30
Máquinas de escritório
e de equipamento para tratamento
de informação
31
Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.
32
Equipamento e aparelhos de rádio,
televisão e comunicação
33
Instrumentos médico-cirúrgicos,
de precisão e de óptica
34-35
Material de transporte
34
Veículos automóveis, reboques
e semi-reboques
35
Outro material de transporte
351
Construção e reparação naval
353
Fabrico de aeronaves e veículos
espaciais
352+359
Material e transporte
de caminhos-de-ferro
36-37
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
150
50-52
55
60-64
60-63
64
65-74
65-67
65
66
67
70-74
70
71
72
73
74
75-99
75
80
85
90-93
95
99
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Total
Produção e distribuição de electricidade, gás e água
Construção
Total de serviços
Sector dos serviços prestados às empresas
Comércio por grosso e a retalho;
restaurantes e hotéis
Comércio por grosso e a retalho;
reparações
Hotéis e restaurantes
Transporte e armazenagem, e comunicação
Transporte e armazenagem
Correios e telecomunicações
Actividades financeiras, seguros, imobiliárias
e serviços prestados às empresas
Intermediação financeira
Intermediação financeira excepto
seguros e fundos de pensões
Fundos de seguros e de pensões
excepto segurança social obrigatória
Actividades auxiliares
de intermediação financeira
Actividades de imobiliário, aluguer
e serviços prestados às empresas
Actividades imobiliárias
Aluguer de máquinas e equipamentos
Actividades informáticas e conexas
Investigação e desenvolvimento
Outras actividades empresariais
Serviços comunitários sociais e pessoais
Administração pública e defesa; segurança
social obrigatória
Educação
Saúde e acção social
Outros serviços comuniários sociais
e pessoais
Famílias com empregados domésticos
Organizações e instituições extraterritoriais
Tabela
A4.2
Decomposições da produtividade do trabalho: França
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Período médio: 1987-1992
Decomposição
Crescimento
Indústrias
da produtividade
(variação anual – %)
Total das indústrias transformadoras
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Têxteis, produtos têxteis, peles e calçado
Madeira, produtos de madeira e cortiça
Pasta de papel, artigos de papel, impressão e edição
Produtos químicos e combustíveis
Intra-
Inter-
Entrada
da qual
saída
-empre- empre- líquida entrada
sarial sarial
2,3
2,6
1,8
1,9
2,3
2,6
2,0
2,4
1,5
1,6
1,3
2,0
0,0
-0,3
0,3
0,6
0,2
0,2
0,2
0,4
-0,1
-0,3
0,8
0,4
-0,2
0,2
-0,8
-0,1
0,4
0,2
0,4
0,2
0,7
-0,2
0,4
0,3
-1,1
3,0
2,3
4,2
2,4
0,6
-0,9
2,3
1,9
3,0
1,7
1,2
-0,3
0,3
0,1
0,7
0,5
-0,4
0,1
0,4
0,4
0,5
0,2
-0,2
-0,1
0,2
0,3
0,1
0,3
-0,1
0,2
0,2
0,1
0,4
-0,1
-0,1
1,3
-0,2
-0,4
-0,1
-0,1
-0,1
-0,0
-0,3
-0,4
-1,4
0,4
0,4
0,4
0,7
0,1
-0,1
-0,4
0,2
0,2
0,1
0,5
-0,4
-0,3
-1,0
0,3
0,2
0,3
0,2
0,5
-0,1
-0,3
-0,1
-0,6
0,1
0,9
0,3
0,4
0,1
0,8
0,3
-0,3
-0,3
-0,1
0,6
0,6
0,5
0,6
0,2
0,2
Coque e prod. petrolíferos refinados e tratamento
de combustível nuclear
Produtos químicos
Produtos químicos excepto produtos farmacêuticos
Produtos farmacêuticos
Produtos de borracha e plásticos
Outros produtos minerais não metálicos
Metalurgia de base, produtos metálicos, máquinas
Metalurgia de base e produtos metálicos
-0,1
Máquinas e equipamento
2,4
2,4
2,5
2,6
2,9
2,0
1,7
2,2
2,1
2,3
2,0
3,1
2,4
3,2
3,5
2,6
2,7
1,7
3,2
3,2
3,1
1,8
e equipamento, excluindo o transporte
Máquinas e equipamento n.e.
Equipamento eléctrico e óptico
Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.
Equipamento e aparelhos de rádio, televisão e comunicação
Instrumentos médico-cirúrgicos, ortopédicos, de precisão
e de óptica
Material de transporte
Veículos automóveis, reboques e semi-reboques
Outro material de transporte
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
© OCDE 2004 Anexo 4 – Pormenores dos Dados Relativos ao Nível Empresarial
151
Tabela
A4.3
Decomposições da produtividade do trabalho: Finlândia
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Período médio: 1987-1992
Decomposição
Crescimento
Indústrias
da produtividade
(variação anual – %)
Total das indústrias transformadoras
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Têxteis, produtos têxteis, peles e calçado
Madeira, produtos de madeira e cortiça
Pasta de papel, artigos de papel, impressão e edição
Prod. químicos, borrachas, plásticos e combustíveis
Produtos químicos e combustíveis
Intra-
Inter-
Entrada
da qual
saída
-empre- empre- líquida entrada
sarial sarial
5,0
4,4
3,1
4,8
4,9
4,0
2,8
2,6
3,4
0,0
3,5
3,1
3,4
3,3
0,9
0,1
0,8
0,3
0,7
0,0
-1,2
1,5
1,0
2,3
1,0
1,0
0,6
0,7
0,0
0,3
0,1
0,2
-0,2
0,1
0,3
1,5
0,7
2,2
0,8
1,2
0,5
0,5
4,4
3,2
3,2
3,5
4,3
2,4
4,6
7,3
2,7
2,5
3,4
3,6
1,5
2,7
-0,9
-0,1
-0,0
-0,2
0,3
0,2
0,8
..
0,6
0,7
0,3
0,5
0,7
1,1
-2,0
0,4
0,3
0,6
0,2
0,5
-0,0
..
0,2
0,4
-0,4
0,3
0,3
1,1
4,6
4,9
6,3
2,7
4,4
1,8
7,8
2,5
2,8
3,8
2,0
2,4
0,5
4,9
0,9
1,2
1,4
0,1
0,8
0,5
1,1
1,2
1,0
1,1
0,6
1,2
0,8
1,8
-0,0
-0,4
0,2
-0,4
0,2
-0,1
0,4
1,2
1,4
0,8
1,0
1,1
0,9
1,5
9,6
7,5
8,1
5,7
3,0
4,0
6,6
4,8
0,4
0,8
1,2
0,3
6,2
2,7
0,2
0,6
4,7
0,8
0,0
-0,1
1,6
1,9
0,2
0,7
4,4
3,4
4,9
5,7
2,1
3,3
3,5
1,6
4,5
4,6
4,2
2,0
0,3
0,5
0,1
0,3
-0,4
0,3
0,6
1,3
0,2
0,7
-1,7
1,0
-0,2
-0,4
-0,0
-0,2
0,6
0,3
0,8
1,7
0,3
0,9
-2,3
0,7
Coque e prod. petrolíferos refinados e tratamento
de combustível nuclear
Produtos químicos
Produtos químicos excepto produtos farmacêuticos
Produtos farmacêuticos
Produtos de borracha e plásticos
Outros produtos minerais não metálicos
Metalurgia de base, produtos metálicos, máquinas e equipamento
Metalurgia de base, produtos metálicos e equipamento,
excluindo o transporte
Metalurgia de base e produtos metálicos
Metalurgia de base
Produtos metálicos excepto máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento n.e.
Equipamento eléctrico e óptico
Máquinas de escritório e de equip. para tratamento
de informação
Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.
Equipamento e aparelhos de rádio, televisão e comunicação
Instrumentos médico-cirúrgicos, ortopédicos, de precisão
e de óptica
Material de transporte
Veículos automóveis, reboques e semi-reboques
Outro material de transporte
Construção e reparação naval
Material e transporte de caminhos-de-ferro n.e.
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
152
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Tabela
A4.3
(cont.)
Decomposições da produtividade do trabalho: Finlândia
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Período médio: 1989-1994
Decomposição
Crescimento
Indústrias
da produtividade
( variação anual – %)
Total das indústrias transformadoras
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Têxteis, produtos têxteis, peles e calçado
Madeira, produtos de madeira e cortiça
Pasta de papel, artigos de papel, impressão e edição
Prod. químicos, borrachas, plásticos e combustíveis
Produtos químicos e combustíveis
Intra-
Inter-
Entrada
da qual
saída
-empre- empre- líquida entrada
sarial sarial
5,2
5,0
5,8
4,7
6,0
3,4
3,2
3,0
3,8
2,5
3,7
3,8
2,9
2,8
0,9
0,4
0,8
0,0
1,0
-0,2
-0,5
1,3
0,8
2,5
1,0
1,2
0,7
0,9
-0,1
0,2
0,2
0,2
-0,1
0,1
0,4
1,4
0,6
2,3
0,9
1,3
0,6
0,5
6,4
2,4
4,0
-3,1
3,6
2,2
4,4
6,5
2,4
3,7
-2,4
3,0
1,8
2,8
-0,1
-0,6
-0,5
-0,4
0,3
-0,4
1,1
-0,0
0,6
0,8
-0,3
0,3
0,8
0,6
-1,3
0,3
0,2
-0,0
-0,1
0,6
-0,4
1,3
0,3
0,6
-0,3
0,4
0,3
1,0
4,7
4,5
4,4
2,7
4,9
1,7
8,5
2,9
2,6
3,3
2,2
3,0
0,7
5,8
1,3
1,2
0,9
-0,2
1,4
0,6
2,1
0,5
0,7
0,2
0,6
0,5
0,4
0,6
-0,5
-0,7
-0,2
-0,3
-0,3
-0,4
-0,2
1,0
1,4
0,4
0,9
0,8
0,8
0,9
9,0
5,6
12,2
4,9
3,8
9,4
2,6
1,1
1,4
1,5
0,7
1,3
0,3
-0,3
-0,7
1,2
1,0
2,0
4,3
2,4
-0,5
4,2
5,5
-1,0
3,0
3,4
1,7
-0,4
2,8
4,4
-2,6
1,7
0,2
-0,1
-0,8
0,5
-0,0
1,0
0,4
0,7
0,8
0,6
1,0
1,1
0,6
1,0
0,2
-0,1
-0,2
0,1
-0,0
-0,1
0,3
0,5
0,9
0,8
0,9
1,2
0,7
0,7
Coque e prod. petrolíferos refinados e tratamento
de combustível nuclear
Produtos químicos
Produtos químicos excepto produtos farmacêuticos
Produtos farmacêuticos
Produtos de borracha e plásticos
Outros produtos minerais não metálicos
Metalurgia de base, produtos metálicos, máquinas e equipamento
Metalurgia de base, produtos metálicos e equipamento,
excluindo o transporte
Metalurgia de base e produtos metálicos
Metalurgia de base
Produtos metálicos excepto máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento n.e.
Equipamento eléctrico e óptico
Máquinas de escritório e de equip. para tratamento
de informação
Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.
Equipamento e aparelhos de rádio, televisão e comunicação
Instrumentos médico-cirúrgicos, ortopédicos, de precisão
e de óptica
Material de transporte
Veículos automóveis, reboques e semi-reboques
Outro material de transporte
Construção e reparação naval
Material e transporte de caminhos-de-ferro n.e.
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
© OCDE 2004 Anexo 4 – Pormenores dos Dados Relativos ao Nível Empresarial
153
Tabela
A4.4
Decomposições da produtividade do trabalho: Itália
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Período médio: 1987-1992
Decomposição
Crescimento
Indústrias
da produtividade
(variação anual – %)
Total das indústrias transformadoras
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Têxteis, produtos têxteis, peles e calçado
Madeira, produtos de madeira e cortiça
Pasta de papel, artigos de papel, impressão e edição
Prod. químicos, borrachas, plásticos e combustíveis
Intra-
Inter-
Entrada
da qual
saída
-empre- empre- líquida entrada
sarial sarial
3,9
5,1
3,8
4,5
2,7
4,6
2,0
2,6
1,7
3,4
2,1
2,2
0,5
0,3
0,7
0,3
0,3
0,6
1,4
2,3
1,5
0,8
0,3
1,8
0,8
0,8
1,3
0,6
0,6
0,8
0,6
1,5
0,2
0,2
-0,3
1,0
-3,1
5,5
4,8
6,7
4,0
4,5
3,5
4,1
4,7
3,9
4,1
2,9
5,2
1,5
-1,1
5,4
7,8
3,0
4,7
-1,7
2,6
1,4
4,8
2,1
2,8
1,9
2,2
2,0
2,3
2,7
1,4
3,7
-0,3
-2,2
3,3
6,3
2,5
2,4
0,1
0,7
0,7
0,6
0,4
0,1
0,4
0,4
0,6
0,4
0,0
0,4
-0,4
1,2
0,9
0,6
0,6
-0,2
0,5
-1,5
2,2
2,6
1,3
1,5
1,6
1,3
1,5
2,2
1,2
1,5
1,0
1,9
0,6
0,2
1,6
0,9
0,7
1,7
-1,5
1,1
1,4
0,7
0,5
0,4
0,6
1,0
1,1
0,6
0,9
0,2
1,5
-0,2
-0,3
1,0
0,7
0,7
0,8
-0,1
1,1
1,2
0,7
1,0
1,3
0,7
0,5
1,1
0,6
0,6
0,8
0,4
0,9
0,5
0,6
0,3
0,0
0,9
Coque e prod. petrolíferos refinados e tratamento
de combustível nuclear
Produtos químicos
Produtos químicos excepto produtos farmacêuticos
Produtos farmacêuticos
Produtos de borracha e plásticos
Outros produtos minerais não metálicos
Metalurgia de base, produtos metálicos, máquinas e equipamento
Metalurgia de base e produtos metálicos
Metalurgia de base
Produtos metálicos excepto máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento n.e.
Equipamento eléctrico e óptico
Material de transporte
Veículos automóveis, reboques e semi-reboques
Outro material de transporte
Construção e reparação naval
Aeronaves e veículos espaciais
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
154
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Tabela
A4.4
(cont.)
Decomposições da produtividade do trabalho: Itália
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Período médio: 1992-1997
Decomposição
Crescimento
Indústrias
da produtividade
(variação anual – %)
Total das indústrias transformadoras
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Têxteis, produtos têxteis, peles e calçado
Madeira, produtos de madeira e cortiça
Pasta de papel, artigos de papel, impressão e edição
Prod. químicos, borrachas, plásticos e combustíveis
Intra-
Inter-
Entrada
da qual
saída
-empre- empre- líquida entrada
sarial sarial
4,3
1,2
5,2
3,8
4,6
3,1
2,5
1,0
2,2
1,9
2,5
1,6
0,5
0,5
0,8
0,4
0,4
0,5
1,3
-0,4
2,2
1,6
1,7
1,0
0,4
-0,2
0,8
-0,0
1,1
0,5
0,9
-0,1
1,4
1,6
0,6
0,6
7,3
4,0
5,5
1,6
3,5
3,7
4,7
4,6
6,4
4,2
4,8
4,4
5,3
4,6
-1,1
5,4
7,8
3,0
4,7
2,3
1,2
1,5
0,6
2,2
1,6
3,2
2,7
3,1
2,4
3,4
2,7
4,3
2,9
-2,2
3,3
6,3
2,5
2,4
2,7
0,8
1,0
0,5
0,3
0,5
0,3
0,1
0,0
0,1
0,4
0,2
0,5
0,1
0,9
0,6
0,6
-0,2
0,5
2,2
2,0
2,9
0,5
1,1
1,6
1,2
1,7
3,3
1,6
1,0
1,6
0,5
1,7
0,2
1,6
0,9
0,7
1,7
-1,6
0,7
1,2
-0,1
0,4
0,5
0,4
0,6
1,1
0,4
0,4
0,5
0,3
0,2
-0,3
1,0
0,7
0,7
0,8
3,9
1,3
1,8
0,5
0,7
1,1
0,8
1,2
2,2
1,2
0,6
1,0
0,3
1,5
0,5
0,6
0,3
0,0
0,9
Coque e prod. petrolíferos refinados e tratamento
de combustível nuclear
Produtos químicos
Produtos químicos excepto produtos farmacêuticos
Produtos farmacêuticos
Produtos de borracha e plásticos
Outros produtos minerais não metálicos
Metalurgia de base, produtos metálicos, máquinas e equipamento
Metalurgia de base e produtos metálicos
Metalurgia de base
Produtos metálicos excepto máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento n.e.
Equipamento eléctrico e óptico
Material de transporte
Veículos automóveis, reboques e semi-reboques
Outro material de transporte
Construção e reparação naval
Aeronaves e veículos espaciais
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
© OCDE 2004 Anexo 4 – Pormenores dos Dados Relativos ao Nível Empresarial
155
Tabela
A4.5
Decomposições da produtividade do trabalho: Holanda
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Período médio: 1987-1992
Decomposição
Crescimento
Indústrias
da produtividade
(variação anual – %)
Total das indústrias transformadoras
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Têxteis, produtos têxteis, peles e calçado
Madeira, produtos de madeira e cortiça
Pasta de papel, artigos de papel, impressão e edição
Produtos químicos e combustíveis
Prod. químicos, borrachas, plásticos e combustíveis
Produtos químicos
Produtos químicos excepto produtos farmacêuticos
Produtos de borracha e plásticos
Outros produtos minerais não metálicos
Intra-
Inter-
Entrada
da qual
saída
-empre- empre- líquida entrada
sarial sarial
2,3
1,7
2,5
0,7
1,8
2,4
1,9
2,6
2,6
1,9
2,4
1,8
0,9
1,2
0,4
1,3
1,5
1,5
1,4
1,4
1,2
1,9
0,1
0,2
0,7
0,1
0,2
0,0
0,2
0,4
0,4
0,5
-0,1
0,4
0,6
0,6
0,2
0,4
0,9
0,3
0,9
0,9
0,3
0,6
0,7
0,1
0,5
0,3
0,6
0,8
1,1
1,0
1,0
0,4
0,3
-0,3
0,5
0,1
-0,2
-0,2
0,1
-0,8
-0,1
-0,1
-0,1
0,3
2,6
1,6
3,0
1,6
2,4
3,2
4,2
2,6
6,0
2,7
0,5
2,4
0,9
1,5
3,8
5,0
1,9
7,0
-0,5
0,2
-0,4
0,2
0,2
-0,8
-0,7
0,1
-0,3
0,4
0,9
1,0
0,6
0,6
0,2
-0,1
0,6
-0,7
0,1
0,5
0,6
0,1
0,6
-0,1
-0,4
-0,1
-0,7
0,4
0,4
0,3
0,5
0,1
0,3
0,3
0,7
0,0
2,9
4,7
..
4,7
..
1,4
0,3
0,9
..
0,9
..
1,2
0,0
0,1
..
0,1
..
0,1
2,5
3,7
..
3,7
..
0,1
2,2
3,0
..
3,0
..
-1,5
0,3
0,7
..
0,7
..
1,7
Metalurgia de base, produtos metálicos e equipamento,
excluindo o transporte
Metalurgia de base e produtos metálicos
Metalurgia de base, produtos metálicos, máquinas e equipamento
Produtos metálicos excepto máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento n.e.
Máquinas e equipamento
Equipamento eléctrico e óptico
Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.
Equipamento e aparelhos de rádio, televisão e comunicação
Instrumentos médico-cirúrgicos, ortopédicos, de precisão
e de óptica
Material de transporte
Veículos automóveis, reboques e semi-reboques
Outro material de transporte
Construção e reparação naval
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
156
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Tabela
A4.5
(cont.)
Decomposições da produtividade do trabalho: Holanda
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Período médio: 1992-1997
Decomposição
Crescimento
Indústrias
da produtividade
(variação anual – %)
Total das indústrias transformadoras
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Têxteis, produtos têxteis, peles e calçado
Madeira, produtos de madeira e cortiça
Pasta de papel, artigos de papel, impressão e edição
Produtos químicos e combustíveis
Prod. químicos, borrachas, plásticos e combustíveis
Produtos químicos
Produtos químicos excepto produtos farmacêuticos
Produtos de borracha e plásticos
Outros produtos minerais não metálicos
Intra-
Inter-
Entrada
da qual
saída
-empre- empre- líquida entrada
sarial sarial
4,1
3,1
5,7
4,6
3,5
6,0
5,3
6,2
6,5
4,2
3,5
2,8
2,6
2,2
1,6
2,2
5,8
5,0
6,1
6,0
2,7
2,5
-0,3
-0,4
0,4
0,2
-0,0
-1,6
-1,4
-1,8
-1,7
0,1
0,3
1,5
0,9
3,1
2,8
1,3
1,7
1,8
1,9
2,2
1,4
0,8
0,7
0,8
1,2
0,5
0,6
0,9
0,8
1,2
1,2
1,1
0,0
0,8
0,1
1,9
2,3
0,7
0,9
1,0
0,7
1,0
0,3
0,8
4,2
3,9
4,0
3,6
5,0
4,4
4,3
5,8
2,0
3,0
3,2
2,5
2,3
3,2
2,9
2,6
2,9
1,0
0,1
-0,1
0,1
0,0
0,5
0,3
0,2
0,5
-0,1
1,1
0,8
1,3
1,3
1,3
1,3
1,5
2,4
1,0
-0,0
0,1
0,7
0,5
0,5
-0,1
-0,3
0,1
-0,2
1,1
0,7
0,7
0,8
0,8
1,4
1,8
2,2
1,2
6,6
3,0
6,1
5,1
-0,1
-2,2
0,6
-0,3
2,1
0,9
3,4
..
0,4
3,7
6,2
0,6
-0,2
..
0,3
1,4
-0,4
-0,7
0,3
-1,0
3,9
4,2
2,4
2,3
0,7
0,1
..
1,9
0,7
0,8
..
1,1
Metalurgia de base, produtos metálicos e equipamento,
excluindo o transporte
Metalurgia de base e produtos metálicos
Metalurgia de base, produtos metálicos, máquinas e equipamento
Produtos metálicos excepto máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento n.e.
Máquinas e equipamento
Equipamento eléctrico e óptico
Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.
Equipamento e aparelhos de rádio, televisão e comunicação
Instrumentos médico-cirúrgicos, ortopédicos, de precisão
e de óptica
Material de transporte
Veículos automóveis, reboques e semi-reboques
Outro material de transporte
Construção e reparação naval
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
© OCDE 2004 Anexo 4 – Pormenores dos Dados Relativos ao Nível Empresarial
157
Tabela
A4.6
Decomposições da produtividade do trabalho: Portugal
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Período médio: 1987-1992
Decomposição
Crescimento
Indústrias
da produtividade
(variação anual – %)
Total das indústrias transformadoras
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Têxteis, produtos têxteis, peles e calçado
Madeira, produtos de madeira e cortiça
Pasta de papel, artigos de papel, impressão e edição
Prod. químicos, borrachas, plásticos e combustíveis
Produtos químicos e combustíveis
Produtos químicos
Produtos químicos excepto produtos farmacêuticos
Produtos farmacêuticos
Produtos de borracha e plásticos
Outros produtos minerais não metálicos
Metalurgia de base, produtos metálicos, máquinas e equipamento
Intra-
Inter-
Entrada
da qual
saída
-empre- empre- líquida entrada
sarial sarial
5,3
3,9
5,8
5,6
6,3
4,6
5,1
5,2
5,1
6,4
5,5
7,9
4,8
4,0
2,2
4,2
3,2
4,2
6,3
8,1
8,2
9,9
5,8
1,4
4,7
2,9
-0,5
1,2
0,1
0,4
-0,1
-3,3
-3,7
-3,7
-4,3
-0,4
1,1
0,5
-0,1
1,8
0,6
1,5
2,1
2,2
1,5
0,6
0,6
-0,5
1,0
3,0
2,7
2,1
-0,4
-0,5
-0,6
-0,1
0,1
0,5
0,6
0,6
-0,5
0,7
0,0
1,2
0,2
2,2
1,0
2,1
2,1
2,2
1,1
0,0
0,0
-0,0
0,4
3,0
1,6
1,9
4,0
3,5
3,5
4,0
4,0
7,0
1,0
3,0
2,8
3,9
2,4
3,3
3,3
3,7
-0,3
-0,1
-1,0
0,6
-0,7
1,2
-2,6
1,4
0,9
0,5
1,1
1,4
2,5
-0,1
0,2
-0,1
-0,4
0,2
0,3
0,7
-0,4
1,1
1,0
1,0
0,9
1,2
1,8
0,3
7,9
-3,8
5,6
4,7
3,4
4,4
0,2
-4,3
-0,9
3,0
-2,9
2,1
0,4
-3,6
1,8
2,6
0,7
0,3
-2,3
7,4
3,9
8,8
9,7
7,8
6,1
-0,6
2,2
3,1
1,6
-2,0
6,4
4,4
-0,3
1,0
1,0
0,5
0,4
0,7
0,3
-1,3
4,3
-0,2
6,7
11,3
0,8
1,4
-1,5
0,2
-1,7
2,4
3,9
1,4
-0,2
0,2
4,0
1,5
4,3
7,4
-0,6
1,5
Metalurgia de base, produtos metálicos e equipamento,
excluindo o transporte
Metalurgia de base e produtos metálicos
Metalurgia de base
Produtos metálicos excepto máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento n.e.
Equipamento eléctrico e óptico
Máquinas de escritório e de equip. para tratamento
de informação
Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.
Equipamento e aparelhos de rádio, televisão e comunicação
Instrumentos médico-cirúrgicos, ortopédicos, de precisão
e de óptica
Material de transporte
Veículos automóveis, reboques e semi-reboques
Outro material de transporte
Construção e reparação naval
Material e transporte de caminhos-de-ferro n.e.
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
158
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Tabela
A4.6
(cont.)
Decomposições da produtividade do trabalho: Portugal
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Período médio: 1992-1997
Decomposição
Crescimento
Indústrias
da produtividade Intra(variação anual – %)
Total das indústrias transformadoras
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Têxteis, produtos têxteis, peles e calçado
Madeira, produtos de madeira e cortiça
Pasta de papel, artigos de papel, impressão e edição
Prod. químicos, borrachas, plásticos e combustíveis
Produtos químicos e combustíveis
Produtos químicos
Produtos químicos excepto produtos farmacêuticos
Produtos farmacêuticos
Produtos de borracha e plásticos
Outros produtos minerais não metálicos
Metalurgia de base, produtos metálicos, máquinas e equipamento
Inter-
Entrada
-empre- empre- líquida
sarial
sarial
da qual
entrada
4,7
-2,4
4,7
-0,4
0,8
2,9
2,7
3,4
0,6
5,8
4,3
6,0
8,7
3,1
1,3
3,0
-3,3
0,4
2,9
2,7
3,4
2,9
2,8
3,1
3,3
6,2
-0,3
-1,9
0,2
0,6
0,1
-0,4
-0,7
-0,8
-0,9
0,5
1,0
0,0
-0,7
1,9
..
1,5
2,4
0,3
0,4
0,7
0,7
-1,4
2,5
0,3
2,6
3,2
0,0
-1,8
-0,5
-0,5
1,4
-1,0
-1,3
-1,3
-2,0
-0,7
-0,1
0,4
1,8
1,9
..
2,0
2,8
-1,1
1,3
2,1
2,0
0,6
3,2
0,4
2,2
1,4
7,9
7,1
4,2
8,8
8,1
6,6
8,6
10,1
8,8
5,9
4,2
0,2
5,7
7,2
5,3
8,5
9,3
7,2
-0,2
0,2
-0,4
0,3
-0,7
0,1
-1,5
-2,0
-0,8
2,1
2,7
4,4
2,8
1,6
1,2
1,7
2,8
2,4
1,0
1,6
3,8
1,3
0,7
0,2
1,0
0,5
1,5
1,1
1,1
0,6
1,5
0,9
1,0
0,7
2,2
0,8
9,7
12,8
13,6
7,4
8,4
1,4
-9,7
7,6
7,6
7,5
8,9
21,1
3,8
-7,4
-0,3
-1,7
-3,2
-0,3
-8,9
-0,3
-0,1
2,4
6,9
9,2
-1,2
-3,8
-2,1
-2,2
0,5
4,3
6,0
-0,3
-0,4
-0,5
-2,2
1,8
2,6
3,2
-0,9
-3,5
-1,6
-0,0
Metalurgia de base, produtos metálicos e equipamento,
excluindo o transporte
Metalurgia de base e produtos metálicos
Metalurgia de base
Produtos metálicos excepto máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento n.e.
Equipamento eléctrico e óptico
Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.
Equipamento e aparelhos de rádio, televisão e comunicação
Instrumentos médico-cirúrgicos, ortopédicos, de precisão
e de óptica
Material de transporte
Veículos automóveis, reboques e semi-reboques
Outro material de transporte
Construção e reparação naval
Material e transporte de caminhos-de-ferro n.e.
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
© OCDE 2004 Anexo 4 – Pormenores dos Dados Relativos ao Nível Empresarial
159
Tabela
A4.7
Decomposições da produtividade do trabalho: Reino Unido
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Período médio: 1987-1992
Decomposição
Crescimento
Indústrias
da produtividade
(variação anual – %)
Total das indústrias transformadoras
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Têxteis, produtos têxteis, peles e calçado
Madeira, produtos de madeira e cortiça
Pasta de papel, artigos de papel, impressão e edição
Prod. químicos, borrachas, plásticos e combustíveis
Produtos químicos e combustíveis
Produtos químicos
Produtos químicos excepto produtos farmacêuticos
Produtos farmacêuticos
Produtos de borracha e plásticos
Outros produtos minerais não metálicos
Metalurgia de base, produtos metálicos, máquinas e equipamento
Intra-
Inter-
Entrada
da qual
saída
-empre- empre- líquida entrada
sarial sarial
2,5
1,2
2,8
-0,9
3,1
1,2
2,3
2,5
2,0
4,0
0,5
0,2
2,8
1,5
1,5
1,6
-0,4
1,7
1,4
1,8
1,8
1,5
2,6
0,7
-0,4
1,7
0,3
-0,1
0,1
-0,7
0,2
-0,3
-0,6
-0,6
-0,7
0,1
0,2
0,3
0,5
0,8
-0,3
1,1
0,2
1,2
0,1
1,1
1,3
1,2
1,3
-0,4
0,3
0,6
0,0
-0,6
-0,1
0,1
0,1
-0,0
0,9
0,9
0,8
1,1
-0,7
0,8
0,0
0,7
0,3
1,1
0,1
1,1
0,1
0,2
0,3
0,4
0,2
0,3
-0,5
0,6
2,9
1,2
2,8
1,1
3,7
2,0
4,8
1,7
1,1
2,2
0,4
2,0
1,5
2,3
0,4
-0,2
-0,4
0,1
0,7
-0,1
1,2
0,8
0,4
1,0
0,6
1,1
0,6
1,4
0,2
-0,5
0,1
-0,4
0,5
0,0
0,8
0,7
0,8
0,9
1,0
0,6
0,6
0,5
7,8
3,4
4,1
0,9
2,6
2,7
3,2
0,3
0,9
3,7
0,5
0,5
2,7
0,3
-0,1
1,0
0,2
0,7
3,4
2,8
1,4
3,3
6,3
2,6
3,9
0,7
2,4
1,7
0,6
3,0
4,5
2,6
3,3
0,4
0,2
0,8
0,5
0,5
0,7
0,0
0,4
0,3
0,8
0,3
0,2
-0,2
1,2
0,1
0,1
-0,0
-0,0
-0,4
-0,6
0,2
0,6
0,2
0,2
-0,5
0,8
0,7
0,8
-0,4
0,7
-0,1
-0,0
0,5
Metalurgia de base, produtos metálicos e equipamento,
excluindo o transporte
Metalurgia de base e produtos metálicos
Metalurgia de base
Produtos metálicos excepto máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento n.e.
Equipamento eléctrico e óptico
Máquinas de escritório e de equip. para tratamento
de informação
Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.
Equipamento e aparelhos de rádio, televisão e comunicação
Instrumentos médico-cirúrgicos, ortopédicos, de precisão
e de óptica
Material de transporte
Veículos automóveis, reboques e semi-reboques
Outro material de transporte
Construção e reparação naval
Aeronaves e veículos espaciais
Material e transporte de caminhos-de-ferro n.e.
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
160
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Tabela
A4.7
(cont.)
Decomposições da produtividade do trabalho: Reino Unido
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Período médio: 1992-1997
Decomposição
Crescimento
Indústrias
da produtividade
(variação anual – %)
Total das indústrias transformadoras
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Têxteis, produtos têxteis, peles e calçado
Madeira, produtos de madeira e cortiça
Pasta de papel, artigos de papel, impressão e edição
Prod. químicos, borrachas, plásticos e combustíveis
Produtos químicos e combustíveis
Produtos químicos
Produtos químicos excepto produtos farmacêuticos
Produtos farmacêuticos
Produtos de borracha e plásticos
Outros produtos minerais não metálicos
Metalurgia de base, produtos metálicos, máquinas e equipamento
Intra-
Inter-
Entrada
da qual
saída
-empre- empre- líquida entrada
sarial sarial
3,1
-1,0
2,8
2,2
0,5
1,3
1,6
2,1
1,5
3,4
1,2
2,4
5,4
2,4
0,4
2,2
1,5
1,3
2,5
3,0
3,0
3,1
2,9
1,8
1,8
3,5
-0,2
-0,8
-0,5
0,9
-0,2
-0,6
-0,4
-0,4
-0,8
0,7
-0,2
-0,3
0,1
0,9
-0,6
1,1
-0,2
-0,7
-0,6
-1,0
-0,5
-0,7
-0,1
-0,4
0,9
1,8
-0,1
-0,2
0,2
-1,2
-1,6
-0,9
-1,1
-1,0
-1,3
-0,3
-0,7
0,7
0,2
1,1
-0,4
1,0
1,0
0,9
0,3
0,2
0,5
0,6
0,2
0,2
0,2
1,6
5,2
3,1
4,4
1,8
6,0
3,8
7,4
3,0
2,4
3,0
1,9
3,3
2,8
3,7
0,3
0,2
-0,1
-0,0
0,4
0,1
0,6
1,8
0,6
1,5
-0,1
2,3
0,9
3,2
0,7
-0,9
-0,2
-0,7
1,3
0,0
2,1
1,1
1,5
1,7
0,5
1,0
0,9
1,1
14,9
6,0
8,6
4,6
3,8
4,0
-0,1
-0,1
1,0
10,4
2,4
3,7
5,6
0,7
1,7
4,8
1,7
2,0
2,8
6,3
4,9
7,6
4,1
9,2
2,0
2,0
2,7
4,5
4,8
4,2
3,8
4,9
0,6
0,8
-0,1
-0,2
-0,6
-0,0
0,1
-0,1
0,6
0,3
0,1
1,9
0,7
3,4
0,2
4,5
0,9
0,9
0,2
-0,5
-1,0
0,8
-1,0
1,8
-1,1
-0,4
-0,1
2,4
1,7
2,6
1,2
2,7
2,0
1,3
Metalurgia de base, produtos metálicos e equipamento,
excluindo o transporte
Metalurgia de base e produtos metálicos
Metalurgia de base
Produtos metálicos excepto máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento n.e.
Equipamento eléctrico e óptico
Máquinas de escritório e de equip. para tratamento
de informação
Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.
Equipamento e aparelhos de rádio, televisão e comunicação
Instrumentos médico-cirúrgicos, ortopédicos, de precisão
e de óptica
Material de transporte
Veículos automóveis, reboques e semi-reboques
Outro material de transporte
Construção e reparação naval
Aeronaves e veículos espaciais
Material e transporte de caminhos-de-ferro n.e.
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
© OCDE 2004 Anexo 4 – Pormenores dos Dados Relativos ao Nível Empresarial
161
Tabela
A4.8
Decomposições da produtividade do trabalho: Estados Unidos
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Período médio: 1987-1992
Decomposição
Crescimento
Indústrias
da produtividade
(variação anual – %)
Total das indústrias transformadoras
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Têxteis, produtos têxteis, peles e calçado
Madeira, produtos de madeira e cortiça
Pasta de papel, artigos de papel, impressão e edição
Intra-
Inter-
Entrada
da qual
saída
-empre- empre- líquida entrada
sarial sarial
1,6
0,6
1,4
-1,2
0,2
1,4
0,7
0,7
-0,8
0,3
-0,1
-0,4
0,7
0,3
0,1
0,3
0,3
-0,0
-0,6
-0,2
-0,9
-0,4
-1,4
-0,7
-0,8
1,2
0,7
1,4
0,1
0,6
2,1
0,6
1,6
0,5
1,2
0,7
1,2
1,2
1,1
1,4
0,6
0,8
0,3
1,1
0,8
-0,4
-0,0
-0,3
-0,2
0,3
-0,1
0,2
-0,2
0,3
0,2
0,5
0,1
0,3
0,1
-0,7
-0,4
-0,6
-0,2
-0,3
-0,3
0,0
0,6
0,6
0,8
0,7
0,4
0,6
11,2
4,2
6,8
9,0
3,4
4,6
-0,7
0,0
0,4
2,9
0,8
1,7
0,7
-0,3
0,1
2,2
1,1
1,7
3,0
1,7
-0,2
3,0
3,2
1,3
2,7
2,2
-0,6
3,0
2,5
0,4
-0,1
-0,9
0,3
0,2
-0,2
0,3
0,3
0,4
0,1
-0,2
1,0
0,6
-0,4
-0,8
-1,0
-0,3
-0,2
-0,3
0,8
1,2
1,0
0,2
1,1
0,9
Coque e prod. petrolíferos refinados e tratamento
de combustível nuclear
Produtos químicos
Produtos de borracha e plásticos
Outros produtos minerais não metálicos
Metalurgia de base
Produtos metálicos excepto máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento n.e.
Máquinas de escritório e de equip. para tratamento
de informação
Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.
Equipamento e aparelhos de rádio, televisão e comunicação
Instrumentos médico-cirúrgicos, ortopédicos, de precisão
e de óptica
Veículos automóveis, reboques e semi-reboques
Construção e reparação naval
Aeronaves e veículos espaciais
Material e transporte de caminhos-de-ferro n.e.
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
162
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Tabela
A4.8
(cont.)
Decomposições da produtividade do trabalho: Estados Unidos
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Período médio: 1992-1997
Decomposição
Crescimento
Indústrias
da produtividade
(variação anual – %)
Total das indústrias transformadoras
Produtos alimentares, bebidas e tabaco
Têxteis, produtos têxteis, peles e calçado
Madeira, produtos de madeira e cortiça
Pasta de papel, artigos de papel, impressão e edição
Intra-
Inter-
Entrada
da qual
saída
-empre- empre- líquida entrada
sarial sarial
3,0
0,8
4,2
-0,3
0,9
3,0
2,1
2,4
-0,4
1,0
-0,6
-1,3
0,6
0,4
-0,3
0,6
-0,1
1,2
-0,3
0,2
-0,8
-0,1
-1,2
-0,8
-0,6
1,4
1,0
2,5
0,5
0,7
6,7
2,9
2,3
2,3
2,4
2,1
3,0
6,2
3,3
2,1
1,8
3,1
2,0
2,7
0,3
-0,7
-0,1
-0,1
-1,0
-0,2
-0,1
0,3
0,2
0,4
0,6
0,4
0,3
0,3
-0,2
-0,2
-0,4
-0,4
-0,2
-0,2
-0,4
0,4
0,4
0,8
1,0
0,6
0,5
0,7
18,7
4,5
13,0
16,3
3,0
11,7
0,0
-0,3
-0,5
2,4
1,8
1,7
0,5
1,0
0,0
1,9
0,8
1,7
3,7
2,9
-0,6
2,9
2,5
0,1
3,3
4,3
0,2
2,2
2,3
0,6
-0,5
-1,6
-1,0
0,0
0,0
-0,8
0,9
0,2
0,2
0,6
0,3
0,3
-0,0
-0,8
-0,9
-0,3
-0,5
-0,7
0,9
1,1
1,1
0,9
0,8
1,0
Coque e prod. petrolíferos refinados e tratamento
de combustível nuclear
Produtos químicos
Produtos de borracha e plásticos
Outros produtos minerais não metálicos
Metalurgia de base
Produtos metálicos excepto máquinas e equipamento
Máquinas e equipamento n.e.
Máquinas de escritório e de equip. para tratamento
de informação
Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.
Equipamento e aparelhos de rádio, televisão e comunicação
Instrumentos médico-cirúrgicos, ortopédicos, de precisão
e de óptica
Veículos automóveis, reboques e semi-reboques
Construção e reparação naval
Aeronaves e veículos espaciais
Material e transporte de caminhos-de-ferro n.e.
Indústrias transformadoras n.e.; reciclagem
© OCDE 2004 Anexo 4 – Pormenores dos Dados Relativos ao Nível Empresarial
163
Figura
A4.1
a
A evolução da produtividade do trabalho
e os seus componentes (total da indústria transformadora)
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Total
Componente de
entrada líquida
7
6
Componente
intra-empresarial
Componente de entrada
Componente
interempresarial
Componente de saída
Crescimento anual da produtividade (%)
Finlândia (1985-1994)
5
4
3
2
1
0
-1
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991 1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1990
1991 1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1991 1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
Crescimento anual da produtividade (%)
4
3
2
França (1990-1995)
1
0
-1
1985
1986
1987
1988
1989
Crescimento anual da produtividade (%)
7
6
Itália (1987-1998)
5
4
3
2
1
0
-1
1985
1986
1987
164
1988
1989
1990
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
Figura
A4.1
b
A evolução da produtividade do trabalho
e os seus componentes (total da indústria transformadora)
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Total
Componente de
entrada líquida
5
4
Componente
interempresarial
Componente de saída
Componente
intra-empresarial
Componente de entrada
Crescimento anual da produtividade (%)
Holanda (1985-1997)
3
2
1
0
-1
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991 1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1991 1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
Crescimento anual da produtividade (%)
6
5
Reino Unido (1985-1998)
4
3
2
1
0
-1
1985
1986
1987
1988
1989
1990
© OCDE 2004 Anexo 4 – Pormenores dos Dados Relativos ao Nível Empresarial
165
Figura
A4.2
a
A evolução do crescimento da produtividade multifactorial
(total das indústrias transformadoras)
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Total
Componente de
entrada líquida
Componente
intra-empresarial
Componente de entrada
Componente
interempresarial
Componente de saída
Crescimento anual da produtividade (%)
7
6
5
4
3
2
1
0
-1
Finlândia (1985-1998)
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991 1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1990
1991 1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1990
1991 1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
Crescimento anual da produtividade (%)
2
1
0
-1
-2
-3
França (1990-1995)
1985
1986
1987
1988
1989
Crescimento anual da produtividade (%)
7
6
5
4
3
2
1
0
-1
Itália (1987-1998)
1985
1986
1987
166
1988
1989
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
A4.2
Figura
b
A evolução do crescimento da produtividade multifactorial
(total das indústrias transformadoras)
Decomposição com base na abordagem de Griliches e Regev (1995)
Total
Componente de
entrada líquida
Componente
intra-empresarial
Componente de entrada
Componente
interempresarial
Componente de saída
Crescimento anual da produtividade (%)
4
3
2
1
0
-1
-2
Holanda (1989-1997)
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991 1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1990
1991 1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
Crescimento anual da produtividade (%)
5
4
3
2
1
0
-1
-2
Reino Unido (1985-1992)
1985
1986
1987
1988
1989
© OCDE 2004 Anexo 4 – Pormenores dos Dados Relativos ao Nível Empresarial
167
Bibliografia
A
A
A
A
Ahmad, N. (2003), «Measuring Investment in Software», OECD STI Working Papers, n.º 2003/6,
Paris.
Akerlof, G. A., W. T. Dickens e G. L. Perry. (1996),
«The Macroeconomics of Low Inflation», Brookings Papers on Economic Activity, Vol. 1, p. 1-59.
Apel, M. e P. Jansson (1999),
«A Theory-Consistent Approach for Estimating Potential Output and the NAIRU»,
Economics Letters, n.º 74, p. 271-275.
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
168
Armstrong, P., T. M. Harchaoui, C. Jackson e F. Tarkhani (2002),
«A Comparison of Canada – US Economic Growth in the Information Age, 1981-2000:
The Importance of Investment in Information and Communication Technologies»,
Economic Analysis Research Paper Series, n.º 001, Statistics Canada, Ottawa.
Atrostic, B. K. e J. Gates (2001),
«US Productivity and Electronic Processes in Manufacturing», CES Working Papers, n.º 01-11,
Center for Economic Studies, Washington D. C.
Atrostic, B. K. e S. Nguyen (2002),
«Computer Networks and US Manufacturing Plant Productivity: New Evidence from the
CNUS Data», CES Working Papers, n.º 02-01, Center for Economic Studies, Washington D. C.
Baily, M. N. (2002),
«The New Economy: Post Mortem or Second Wind», Journal of Economic Perspectives, Vol. 16,
n.º 2, Primavera de 2002, p. 3-22.
Baily, M. N., C. Hulten, e D. Campbell (1992),
«Productivity Dynamics in Manufacturing Plants», Brookings Papers on Economic Activity:
Microeconomics, p. 187-267.
Baldwin, J. R. e B. Diverty (1995),
«Advanced Technology Use in Canadian Manufacturing Establishments», Working Papers, n.º 85,
Microeconomics Analysis Division, Statistics Canada, Ottawa.
Baldwin, J. R., B. Diverty, e D. Sabourin (1995),
«Technology Use and Industrial Transformation: Empirical Perspective», Working Papers, n.º 75,
Microeconomics Analysis Division, Statistics Canada, Ottawa.
Baldwin, J. R., T. Gray, e J. Johnson (1995),
«Technology Use, Training and Plant-Specific Knowledge in Manufacturing Establishments»,
Working Papers, n.º 86, Microeconomics Analysis Division, Statistics Canada, Ottawa.
Baldwin, J. R. e D. Sabourin (2002),
«Impact of the Adoption of Advanced Information and Communication Technologies on Firm
Performance in the Canadian Manufacturing Sector», OECD STI Working Papers, n.º 2002/1, Paris.
Barro, R. J. (1991),
«Economic Growth in a Cross Section of Countries», Quarterly Journal of Economics, Vol. 106,
n.º 2, p.407-433.
Barro, R. J. e X. Sala-i-Martin (1995),
Economic Growth, McGraw-Hill, New York.
Bartelsman, E. A. Bassanini, J. Haltiwanger, R. Jarmin, S. Scarpetta e T. Schank (2002),
«The Spread of ICT and Productivity Growth – Is Europe Really Lagging Behind in the New
Economy?», Fondazione Rodolfo DeBenedetti, mimeo.
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
Bassanini, A. e S. Scarpetta (2002),
«Does Human Capital Matter for Growth in OECD Countries? A Pooled Mean Group Approach»,
Economics Letters, Vol. 74, n.º 3, p. 399-405.
Bassanini, A., S. Scarpetta e I. Visco (2000),
«Knowledge, Technology and Economic Growth: Recent Evidence from OECD Countries»,
OECD Economics Department Working Papers, n.º 259.
Bayoumi, T. e M. Haacker (2002),
«It’s Not What You Make, It’s How You Use It: Measuring the Welfare Benefits of the IT
Revolution Across Countries», CEPR Discussion Papers, n.º 3555, Center for Economic Policy
Research, London.
Bertschek, I. e H. Fryges (2002),
«The Adoption of Business-to-Business E-Commerce: Empirical Evidence for German Companies»,
ZEW Discussion Papers, n.º 02-05, ZEW, Mannheim.
Bertschek, I. e U. Kaiser (2001),
«Productivity Effects of Organizational Change: Microeconometric Evidence»,
ZEW Discussion Papers, n.º 01-32, ZEW, Mannheim.
BLS (Bureau of Labor Statistics) (2002),
www.bls.gov
Bresnahan, T. F. e S. Greenstein (1996),
«Technical Progress and Co-Invention in Computing and the Use of Computers»,
Brookings Papers on Economic Activity: Microeconomics, p. 1-77.
Broersma, L. e R. H. McGuckin (2000),
«The Impact of Computers on Productivity in the Trade Sector: Explorations with Dutch
Microdata», Research Memorandum GD-45, Groningen Growth and Development Centre,
Junho.
Bruno, M. e W. Easterly (1998),
«Inflation Crises and Long-Run Growth», Journal of Monetary Economics, Vol. 41, p. 3-26.
Brynjolfsson, E. e S. Yang (1996),
«Information Technology and Productivity: A Review of the Literature», mimeo,
http://ebusiness.mit.edu/erik
Bureau of Economic Analysis,
U. S. Department of Commerce, Fixed Assets Tables, www.bea.doc.gov
Butler, L. (1996),
«A Semi-Structural Approach to Estimate Potential Output: Combining Economic Theory with
a Time-Series Filter», Bank of Canada Technical Report, n.º 76.
Caroli, E. e J. van Reenen (1999),
«Organization, Skills and Technology: Evidence from a Panel of British and French
Establishments», IFS Working Paper Series W99/23, Institute of Fiscal Studies, Agosto.
Caves, D., L. Christensen e E. Diewert (1982),
«Multilateral Comparisons of Output, Input, and Productivity Using Superlative Index Numbers»,
Economic Journal, Vol. 92, n.º 365, p. 73-86.
Cellini, R., M. Cortese e N. Rossi (1999),
«Social Catastrophes and Growth», Universita di Bologna, Bologna, mimeo.
© OCDE 2004 Bibliografia
169
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
170
Cette, G., J. Mairesse e Y. Kocoglu (2002),
«Diffusion of ICTs and Growth of the French Economy over the Long Term, 1980-2000»,
International Productivity Monitor, n.º 4, Primavera, p. 27-38.
Clayton, T. e K. Waldron (2003),
«E-Commerce Adoption and Business Impact, A Progress Report», Economic Trends,
n.º 591, Fevereiro.
Cohen, W. e D. Levinthal (1989),
«Innovation and Learning: The Two Faces of R&D», Economic Journal, Vol. 99, p. 569-596.
Colecchia, A., e P. Schreyer (2002),
«ICT Investment and Economic Growth in the 1990s: Is the United States a Unique Case?
A Comparative Study of Nine OECD Countries», Review of Economic Dynamics,
Vol. 5, n.º 2, p. 408-442.
Colecchia, A. e P. Schreyer (2001),
«The Impact of Information Communications Technology on Output Growth»,
OECD STI Working Papers, n.º 2001/7, Paris.
Conway, P. e B. Hunt (1997),
«Estimating Potential Output: A Semi-Structural Approach»,
Bank of New Zealand Discussion Paper, n.º G97/9.
David, P. A., B. H. Hall, e A. A. Toole (1999),
«Is Public R&D a Complement or Substitute for Private R&D? A Review of the Econometric
Evidence», NBER Working Papers, n.º 7373.
Davis, S. J., J. Haltiwanger e S. Schu (1996),
«Small Business and Job Creation: Dissecting the Myth and Reassessing the Facts»,
Small Business Economics, Vol. 8, p. 297-315.
Doms, M., R. Jarmin e S. Klimek (2002),
«IT Investment and Firm Performance in US Retail Trade», CES Working Papers, n.º 02-14,
Center for Economic Studies, Washington D. C.
Doms, M., T. Dunne e K. R. Troske (1997),
«Workers, Wages and Technology», Quarterly Journal of Economics, 112, n.º 1, p. 253-290.
Doms, M., T. Dunne, e M. J. Roberts (1995),
«The Role of Technology Use in the Survival and Growth of Manufacturing Plants»,
International Journal of Industrial Organization, Vol. 13, n.º 4, Dezembro, p. 523-542.
Dunne, T. e J. Schmitz (1995),
«Wages, Employment Structure and Employer Size- Wage Premia: Their Relationship to
Advanced-Technology Usage at US Manufacturing Establishments», Economica, Março,
p. 89-107.
Edey, M. (1994),
«Costs and Benefits from Moving from Low Inflation to Price Stability», OECD Economic Studies,
n.º 23, Paris, p. 109-130.
Entorf, H. e F. Kramarz (1998),
«The Impact of New Technologies on Wages: Lessons from Matching Panels on Employees and
on Their Firms», Economic Innovation and New Technology, Vol. 5, p. 165-197.
EUROSTAT (1995),
«Recommendation Manual: Business Register», http://europa.eu.int/comm/eurostat
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
Falk, M. (2001),
«Organizational Change, New Information and Communication Technologies and the Demand
for Labor in Services», ZEW Discussion Papers, n.º 01-25, ZEW, Mannheim.
Feldstein, M. (1996),
«The Costs and Benefits of Going from Low Inflation to Price Stability», NBER Working Papers,
n.º 5469.
Foster, L., J. C. Haltiwanger e C. J. Krizan (1998),
«Aggregate Productivity Growth: Lessons from Microeconomic Evidence»,
NBER Working Papers, n.º 6803.
Geroski, P. A. (1991),
Market Dynamics and Entry, Basil Blackwell, Oxford.
Gordon, R. J. (1997),
«The Time-Varying NAIRU and Its Implications for Economic Policy», Journal of Economic
Perspectives, Vol. 11, p. 11-32.
Gordon, R. J. (2002),
«Technology and Economic Performance in the American Economy», NBER Working Papers,
n.º 8771, National Bureau of Economic Research, Fevereiro.
Gordon, R. J. (2003),
«Hi-Tech Innovation and Productivity Growth: Does Supply Create Its Own Demand?»,
NBER Working Papers, n.º 9437, National Bureau of Economic Research, Janeiro.
Greenan, N. e D. Guellec (1998),
«Firm Organization, Technology and Performance: An Empirical Study», Economics of Innovation
and New Technology, Vol. 6, n.º 4, p. 313-347.
Greenan, N., J. Mairesse e A. Topiol-Bensaid (2001),
«Information Technology and Research and Development Impacts on Productivity and Skills:
Looking for Correlations on French Firm Level Data», NBER Working Papers, n.º 8075,
Cambridge, MA.
Gretton, P., J. Gali e D. Parham (2002),
«Uptake and Impacts of ICT in the Australian Economy: Evidence from Aggregate, Sectoral and
Firm Levels», documento apresentado no OECD Workshop on ICT and Business Performance,
Productivity Commission, Canberra, Dezembro.
Griliches, Z. (1990),
«Patent Statistics as Economic Indicators: A Survey», Journal of Economic Literature,
Vol. 28, p. 1661-1797.
Griliches, Z. e H. Regev (1995),
«Firm Productivity in Israeli Industry, 1979-1988», Journal of Econometrics, Vol. 65,
p. 175-203.
Guellec, D. e B. van Pottelsberghe (2000),
«The Impact of Public R&D Expenditure on Business R&D», OECD STI Working Papers,
n.º 2000/4, Paris.
Gust, C. e J. Marquez (2002),
«International Comparisons of Productivity Growth: The Role of Information Technology
and Regulatory Practices», International Finance Discussion Papers, n.º 727,
Federal Reserve Board, May.
© OCDE 2004 Bibliografia
171
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
172
Haltiwanger, J., R. Jarmin e T. Schank (2002),
«Productivity, Investment in ICT and Market Experimentation: Micro Evidence from Germany and
the United States», documento apresentado no OECD Workshop on ICT and Business
Performance, Dezembro.
Harvey, A. C. e A. Jaeger (1993),
«Detrending, Stylized Facts and the Business Cycle», Journal of Applied Econometrics,
Vol. 8, p. 231-247.
Haskel, J. e Y. Heden (1999),
«Computers and the Demand for Skilled Labour: Industry- and Establishment-Level Panel
Evidence for the UK», The Economic Journal, 109, C68-C79, Março.
Hempell, T. (2002),
«Does Experience Matter? Productivity Effects of ICT in the German Service Sector»,
Discussion Papers, n.º 02-43, Centre for European Economic Research, Mannheim.
Hitt, L. M. (1998),
«Information Technology and Firm Boundaries: Evidence from Panel Data»,
University of Pennsylvania, mimeo.
Ho, M. S., D. W. Jorgenson e K. J. Stiroh (1999),
«U. S. High-Tech Investment and the Pervasive Slowdown in the Growth of Capital Services»,
mimeo.
Hodrick, R. e E. Prescott (1997),
«Post-War US Business Cycles: An Empirical Investigation”, Journal of Money,
Credit and Banking, Vol. 29, p. 1-16.
Jalava, J., e M. Pohjola (2002).
«Economic Growth in the New Economy, Evidence from Advanced Economies»,
Information Economics and Policy 14, p. 189–210.
Jorgenson, D. W. (1963),
«Capital Theory and Investment Behaviour», American Economic Review, Vol. 53, n.º 2.
Jorgenson, D. W. e Z. Griliches (1967),
«The Explanation of Productivity Change», Review of Economic Studies, Vol. 34, n.º 3.
Jorgenson, D. W. (2001),
«Information Technology and the U. S. Economy», American Economic Review, Vol. 91,
n.º 1, p. 1-32.
Jorgenson, D. W., M. S. Ho e K. J. Stiroh (2002),
«Projecting Productivity Growth: Lessons from the US Growth Resurgence»,
Federal Reserve Bank of Atlanta Economic Review, third quarter, p. 1-13.
Kegels, C., M. van Overbeke e W. van Zandweghe (2002),
«ICT Contribution to Economic Performance in Belgium: Preliminary Evidence»,
Working Papers, n.º 8-02, Federal Planning Bureau, Bruxelles, Setembro.
Khan, H. e M. Santos (2002),
«Contribution of ICT Use to Output and Labour: Productivity Growth in Canada»,
Working Papers, n.º 2002-7, Bank of Canada, Ottawa, Março.
Kim, S. J. (2002),
The Digital Economy and the Role of Government: Information Technology and Economic
Performance in Korea, Program on Information Resources Policy, Harvard University, Janeiro.
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
Krueger, A. B. (1993),
«How Computers Have Changed the Wage Structure: Evidence from Microdata, 1984-1989»,
The Quarterly Journal of Economics, Fevereiro, p. 33-60.
Laxton, D. e R. Tetlow (1992),
«A Simple Multivariate Filter for the Measurement of Potential Output»,
Bank of Canada Technical Report, n.º 59.
Levine, R. (1997),
«Financial Development and Economic Growth: Views and Agendas»,
Journal of Economic Literature, Vol. 35, n.º 2, p. 688-726.
Levine, R., N. Loayza e T. Beck (2000),
«Financial Intermediation and Growth: Causality and Causes»,
Journal of Monetary Economics, Vol. 46, n.º 1, p. 31-77.
Licht, G. e D. Moch (1999),
«Innovation and Information Technology in Services», Canadian Journal of Economics,
Vol. 32, n.º 2, Abril.
Luque, A. (2000),
«An Option-Value Approach to Technology Adoption in US Manufacturing: Evidence from
Plant-Level Data», CES Working Papers, n.º 00-12, Center for Economic Studies, Washington, D. C.
Luque, A. e J. Miranda (2000),
«Technology Use and Worker Outcomes: Direct Evidence from Linked Employee-Employer Data»,
CES Working Papers, n.º 00-13, Center for Economic Studies, Washington, D. C.
Mankiw, G. N., D. Romer e D. N. Weil (1992),
«A Contribution to the Empirics of Economic Growth», Quarterly Journal of Economics,
Vol. 107, n.º 2, p. 407-37.
McGuckin, R. H. e S. V. Nguyen (1995),
«On Productivity and Plant Ownership Change: New Evidence from the LRD»,
Rand Journal of Economics, 26, n.º 2, p. 257- 276.
McGuckin, R. H. e K. J. Stiroh (2001),
«Do Computers Make Output Harder to Measure?», Journal of Technology Transfer,
Vol. 26, p. 295-321.
McKinsey (2001),
US Productivity Growth 1995-2000: Understanding the Contribution of Information Technology
Relative to Other Factors, McKinsey Global Institute, Washington, D. C., Outubro.
Miyagawa, T., Y. Ito e N. Harada (2002),
«Does the IT Revolution Contribute to Japanese Economic Growth?»,
JCER Discussion Papers, n.º 75, Japan Center for Economic Research, Tóquio.
Moosa, I. A. (1997),
«A Cross-Country Comparison of Okun’s Coefficient», Journal of Comparative Economics,
Vol. 24, p. 335-356.
Motohashi, K. (2001),
«Economic Analysis of Information Network Use: Organisational and Productivity Impacts
on Japanese Firms», Research and Statistics Department, METI, mimeo.
Motohashi, K. (2002),
«IT Investment and Productivity Growth of the Japanese Economy and a Comparison
© OCDE 2004 Bibliografia
173
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
A
174
with the United States» (em japonês), RIETI Discussion Papers, 02-J-018, Research Institute
of Economy, Trade and Industry, Novembro.
OECD,
OECD Productivity Database.
OECD,
OECD Structural Analysis (STAN) Database.
OECD (1999),
Implementing the OECD Jobs Strategy: Assessing Performance and Policy, Paris.
OECD (1999),
OECD Economic Outlook, n.º 68, Paris.
OECD (2001),
OECD Economic Outlook, n.º 70, Paris.
OECD (2001),
OECD Science, Technology and Industry Scoreboard – Towards a Knowledge-Based Economy, Paris.
OECD (2001),
The New Economy: Beyond the Hype, Paris.
OECD (2002),
Measuring the Information Economy 2002, Paris, www.oecd.org/sti/measuring-infoeconomy
Oliner, S. D. e D. E. Sichel (2002),
«Information Technology and Productivity: Where Are We Now and Where Are We Going?»,
Federal Reserve Bank of Atlanta Economic Review, third quarter, p. 15-44.
Oulton, N. (2001),
«ICT and Productivity Growth in the United Kingdom», Working Papers, n.º 140,
Bank of England, London.
Parham, D., P. Roberts e H. Sun (2001),
«Information Technology and Australia’s Productivity Surge», Staff Research Paper, Productivity
Commission, AusInfo, Canberra.
Pilat, D., F. Lee e B. Van Ark (2002),
«Production and Use of ICT: A Sectoral Perspective on Productivity Growth in the OECD Area»,
OECD Economic Studies, n.º 35, Paris.
RWI (Rheinisch-Westfälisches Institute), www.rwi-essen.de
Scarpetta, S., A. Bassanini, D. Pilat e P. Schreyer (2000),
«Economic Growth in the OECD Area: Recent Trends at the Aggregate and Sectoral Level»,
OECD Economics Department Working Papers, n.º 248.
Scarpetta, S., P. Hemmings, T. Tressel e J. Woo (2002),
«The Role of Policy and Institutions for Productivity and Firm Dynamics: Evidence from Micro
and Industry Data», OECD Economics Department Working Papers, n.º 329, Paris.
Scarpetta, S. e T. Tressel (2002),
«Productivity and Convergence in a Panel of OECD Industries: Do Regulations and Institutions
Matter?», OECD Economics Department Working Papers, n.º 342.
Schreyer, P., P. E. Bignon e J. Dupont,
«OECD Capital Services Estimates: Methodology and a First Set of Results»,
OECD Statistics Working Papers, Paris, no prelo.
Compreender o Crescimento Económico © OCDE 2004
A
A
A
A
A
A
A
A
Simon, J. e S. Wardrop (2002),
«Australian Use of Information Technology and Its Contribution to Growth», Research Discussion
Papers, RDP2002-02, Reserve Bank of Australia, Sydney, Janeiro.
Solow, R. M. (1987),
«We’d Better Watch Out», New York Times, 12 deJulho, Book Review, n.º 36, New York.
Temple, J. (1999),
«The New Growth Evidence», Journal of Economic Literature, Vol. 37, n.º 1, p. 112-156.
Teulings, C. e J. Hartog (1998),
Corporatism or Competition? Labour Contracts, Institutions and Wage Structures in International
Comparison, Cambridge University Press, Cambridge, Mass.
Triplett, J. E. e B. B. Bosworth (2002),
«‘Baumol's Disease’ Has Been Cured: IT and Multi-Factor Productivity in U.S. Services Industries»,
documento preparado para o Brookings Workshop on Services Industry Productivity, Brookings
Institution, Washington, D. C., Setembro.
United States Council of Economic Advisors (2001),
Economic Report of the President, 2001, United States Government Printing Office,
Washington, D. C., Fevereiro.
Van Ark, B., R. Inklaar e R. H. McGuckin (2002),
«‘Changing Gear’ Productivity, ICT and Service Industries: Europe and the United States»,
Research Memorandum GD-60, Groningen Growth and Development Centre, Groningen,
www.eco.rug.nl/ggdc/homeggdc.html.
Van der Wiel, H. (2001),
«Does ICT Boost Dutch Productivity Growth?», CPB Document n.º 016, CPB Netherlands Bureau
of Economic Policy Analysis, Dezembro.
© OCDE 2004 Bibliografia
175
Документ
Категория
Без категории
Просмотров
15
Размер файла
1 601 Кб
Теги
1/--страниц
Пожаловаться на содержимое документа